13/01/2012

Pedal das Praias Potiguares 2012: 2º dia - Natal-Touros - 97 Km.

Caros Rapaduras:

Às 05h00min da manhã o despertador tocou e descemos para tomar um cafezinho. Às 05h40min foi a vez do telefone tocar e do outro lado era Thaise que já estava no local de saída preocupada pelo fato de não encontrar ninguém. Calma linda!!!
Devido a um problema de saúde de Bené tivemos que mudar de última hora a estratégia de um dos carros de apoio e assim Cláudia Celi foi dirigindo na companhia de Guilherme Lima.
Às 06h15min deixamos (eu, Renato Magalhães, Hiram Coala, Thaise, Alex Alcoforado, Carlinhos Verona e Felipe Centauro) a Rota do Sol. Não demorou muito foi a ver de Júnior Verona juntar-se ao grupo. Um pouco mais de pedalada quem chegou foi André da Bicicletada e logo adiante foi a vez de Jadson Lacraia. Na praia do Meio encontramos Esam e Valentina e nas proximidades da praia do Forte estavam Aninha, Erimar, Jean-Claude, Neide, Kuka, Genival. Serginho, Roberto Carlos (o cantor das multidões) e Luan (carro de apoio). Presentes também na saída a dupla dinâmica: Pedro Brito e seu Itamar.
Seguimos pela Ponte Newton Navarro e dali pra Redinha foi um pulo. Vencemos Santa Rita e quando colocamos os pneus em Genipabu a maré tava mais seca do que canela de siriema, permitindo que o pedal fluísse até Barra do Rio.
Do outro lado da Barra do Rio outros ciclistas juntaram-se ao grupo, dentre os quais lembro de Shirley (Lady do Rapadura), Délio Reieira (o nome já diz tudo) e Alexandre (representando a galera de Parnamirim).
Seguimos pelo asfalto até Pitangui e paramos para o tradicional café de Dona Biluca. Nesse ponto uma nova questão surgiu a ser debatida nas reuniões do Rapadura Biker: uma possível mudança do nome para Ovo Biker, Omelete Bike ou Ciclo Eggs, pois o consumo de ovos de galinha no café da manhã foi algo espantoso. Há testemunhas que afirmam terem presenciado quando 25 galinhas foram conduzidas numa ambulância para o plantão veterinário mais próximo, todas “esfolozadas” de tanto pôr ovo.
Quem abandonou o grupo na saída de Pitangui foi Felipe Centauro. Várias versões foram levantadas: uma assegurava que o homem tinha um problema no retentor do volante em razão de uma macarronada vencida que comeu no dia anterior por insistência de Carlos Camboim; outra apregoava que Felipe não estava à vontade por pedalar sem o seu maiô Catalina (macaquinho); a terceira, disse que foi “pregação” mesmo. Preferi a primeira versão, pois os olhos de Felipe estavam mais fundos do que a Fossa Mariana.
Continuamos a viagem pela beira da praia, pedalando ao lado dos banhistas que admiravam nossa passagem. No caminho vários conhecidos perguntavam qual o nosso destino e quando a resposta era fornecida, faziam cara de quem não estavam acreditando. Fazer o quê!!! Basta ver as fotos.
Nas proximidades de Jacumã o rádio informou a primeira baixa. Hiram Coala pregou (ouvi dizer que foi excesso de água do dia anterior). Por sorte alguns amigos acompanhavam o grupo em uma caminhonete e rapidinho o Coala foi resgatado.
Quando chegamos em Muriú quem já estava no local para socorrer Hiram Coala eram seus irmão Professor Worton (Maninho) e Júlio, formando assim a tríade dos Três Reis Gordos. Ainda em Muriú tivemos o acréscimo de Juliana Cantero ao grupo. Seguimos, ainda pela beira da praia, até Barra de Maxaranguape, encontrando mais amigos no caminho (Fabiano Lago). Na travessia do rio em Maxaranguape tivemos uma revelação no grupo: Valentina, que até então era mundialmente conhecida por ser a fundadora do famoso grupo de ciclismo “Valentes Bikes”, resolveu mostrar mais uma de suas habilidades, a de mergulhadora. De acordo com uma testemunha presencial oriunda das bandas de Mossoró, a mulher deu um verdadeiro “tchibum n´água”, molhando da unha do dedo mindinho do pé até a “xuxinha” que prendia o seu cabelo. Soube que tudo foi registrado em foto, mas até o momento não recebi os originais do laboratório.
De Barra até Caraúbas foi pelo asfalto. Chegamos no tradicional “pit stop” do Rapadura Biker, o “Piscinão do Bebê”, chalé de verão dos nossos amigos ciclistas Evandro e Celita. Ali os dois já estavam, juntamente com Doutor Othon e a galera dos carros de apoio. Desta feita tinha até churrasco. Hidratamos bastante, tomamos banho na piscina “olímpica” e ainda comemos pizza. Foi tudo muito bom e renovador das energias.
De Caraúbas até Maracajáu seguimos por estrada de piçarro, pois a maré já não estava favorável. E tome costelinha!!!
Depois de muito sofrimento passamos pelas dunas móveis de Pititinga e ali paramos para reunir o grupo. O local escolhido é uma loja de material de construção que vende cerveja, água e refrigerante. O jeito foi tomar uma e comprar graxa para usar mais tarde nas bicicletas.
Em Punaú criamos uma expectativa grande para tomar um banho no bar molhado do Lourival (Oswaldo), mas ficamos frustrados quando seu Kuka avisou pelo rádio que “nossa mesa” estava ocupada e a cerveja estava quente. Decepção total!!!! Mesmo assim, o banho ainda valeu à pena.
Em pouco tempo chegamos a Rio do Fogo. Paramos para reunir e de repente surgiu um senhor com uma coca-cola de dois litros e um monte de copos descartáveis. Disse que o sobrinho dele (Peterson – já pedalou conosco) era ciclista e que admirava muito a nossa coragem. Esse tipo de atitude renova nossas forças.
Deixamos o Rio do Fogo, passamos por Perobas, Garças, Farol Gameleira, Carnaubinha e chegamos em Touros. Fomos recepcionados por um carro de som, fizemos uma volta pelas principais ruas da cidade e paramos para fotos nos Canhões Coloniais.
Em Touros, tal e qual o ano passado, o ponto de apoio foi na casa de Gracinha Gomes (irmã de Júnior Verona). Tivemos um delicioso banho de bica e um almoço maravilhoso. Alguns deixaram o grupo em razão de outros compromissos. Os que ainda seguiriam o passeio procuraram suas acomodações e trataram de descansar. Registro, porém, que uma fonte muito fidedigna afirmou com precisão ter visto um grupo de ciclistas brincando de roda gigante no parque armado no centro da cidade.
Registro, ainda, que o francês Jean-Claude abriu mão de dormir na casa de Gracinha em razão do barulho do som, preferindo acompanhar Doutor Othon em uma pousada. Soube, entretanto, que um hóspede resolveu ligar o som alto e atrapalhou o sono do francês: “laissez faire, laissez aller, laissez passer”.
Mais como o assunto é barulho informo a todos que o francês não saiu de todo no prejuízo, pois a partir de duas hora da madrugada um galo (le coq) começou a cantar e somente não acordou seu Kuka, pois o homem dorme mais do que morcego.
A noite passou e o cheiro de ovo teimava em tomar conta do ar.

DADOS DO PEDAL:

Quantidade de ciclistas: 26 ciclistas.
Pessoas nos carros de apoio: 03.
Hora de saída: 06h15min.
Hora de chegada: 15h30 min.
Distância percorrida: 97 Km. (inclusas as travessias).

AGRADECIMENTOS: 

- Ao bom Deus por mais um dia superado;
- Aos que pedalaram com o Rapadura Biker;
- Aos que acompanharam nos carros (Cláudia Celi,  Guilherme Lima,  Luan, Pedrinho, seu Itamar e o pessoal que resgatou Hiram);
- Gracinha Gomes e família, Doutora Vera Lúcia e família, pela acolhida e simpatia em nos receber em Touros;
- Radiocom, na pessoa de Edimar, pelo empréstimos dos radios tão utilizados e importantes durante toda viagem;
- Professor Worton (Maninho) pelas frutas utilizadas nesse trecho e demais;
- Fabiano Lago por ter resgatado a máquina de Serginho em Barra de Maxaranguape;
- Prefeitura de Touros pelo carro de som anunciado nossa chegada e divulgando a bicicleta como um meio de transporte ecologicamente correto e saudável.



Trajeto do 2º dia: Natal-Touro - 97 Km.
Parte da turma na Praia do Forte.
Na balsa de Barra do Rio.
Travessia em Barra de Maxaranguape.
Banho no Rio Punaú.
Chegada em Touros.
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