31/12/2010

Ciclistas e o Código de Trânsito Brasileiro

Segue um material interessante sobre a nossa categoria e a Lei nº 9.503/97 - Código de Trânsito Brasileiro: http://blog.ta.org.br/2010/12/31/ctb-de-bolso/

Mais um ano vencido...

2010 foi um ano de muitas realizações para os integrantes do Rapadura Biker. Alguns colegas deixaram o grupo, mas por outro lado novos ciclistas vieram engrossar o nosso pelotão.
Descobrimos novas trilhas e fizemos trajetos longos que para muitos eram até então impossíveis de serem concluídos.
Suamos muito, sentimos dores, caímos e principalmente, sorrimos muito. Acho que essa é a marca principal do Rapadura Biker: o sorriso no rosto.
Estivemos presentes no momentos de dor dos amigos, mas também fizemos questão de prestigiar os instantes de alegria.
Arengamos feito meninos, mas também soubemos fazer as pazes e voltar juntos para casa após mais uma trilha.
Agora só me resta agradecer ao generoso Deus e pedir que em 2011 novas amizades sejam apresentadas e novos caminhos sejam trilhados para que façamos jus aos dizeres da nova camisa do RB: "PEDALANDO POR MAUS CAMINHOS COM BONS AMIGOS".

29/12/2010

Viagem do Elefante: tá chegando a hora.

Depois de encarar umas serras brabas em Bananeiras estou de volta para os preparativos finais da viagem. É hora de pensar nos pequenos detalhes acerca do material a ser levado, pois nesse tipo de evento qualquer excesso pode ser prejudicial.
Confesso que estou um pouco eufórico, mas ao mesmo tempo tenho comigo uma tranquilidade e certeza de que farei o trajeto completo, pois sinto-me preparado fisicamente e psicologicamente.
Algumas pessoas telefonam e perguntam como vai ser a organização da viagem e continuo respondendo o mesmo: é uma viagem em grupo, mas cada um é responsável por sua alimentação e hospedagem.
Também tenho recebido telefonemas e recados no Orkut de pessoas interessadas em acompanhar um trecho da viagem: repito sempre o mesmo - sejam bem vindos.
O tempo continua "meio doido", pois quando você menos espera a chuva aparece em pleno dia de calor. Minha esperança é de que o sol amenize no começo de janeiro e possamos fazer um pedal com menor intensidade de calor.
Agora só resta aguardar. Feliz ano novo é o que desejo a todos os blogueiros.

17/12/2010

A Viagem do Elefante: matéria na Inter TV Cabugi

Ontem na Rota do Sol, nosso tradicional ponto de encontro para as pedaladas, fomos entrevistados por uma equipe da Inter TV Cabugi acerca da Viagem do Elefante. A matéria ficou legal e mostrou vários integrantes do grupo, demonstrando assim que não se trata de um projeto pessoal, mas uma idéia que foi abraçada por todos. Espero que no dia 06 de janeiro de 2011 vários colegas ciclistas estejam conosco na partida e quem sabe durante o trajeto. Para quem perdeu na telinha, segue o link: http://in360.globo.com/rn/noticias.php?id=7864

14/12/2010

A Viagem do Elefante: Intervenção da mídia.

Por intermédio dos colegas Haroldo Motta e Carlos Camboim da ACIRN fui entrevistado no último dia 10 de dezembro acerca da Viagem do Elefante (http://www.diariodenatal.com.br/2010/12/12/esportes1_0.php). Confesso que não é do meu feitio dar entrevistas, entretanto, cedi ao argumento de que se trata de um evento diferenciado, sendo necessário divulgá-lo, seja em prol do próprio ciclismo, seja como um meio de angariar incentivos durante o trajeto.
O repórter Luan Xavier do Diário de Natal foi muito profissional. Fiquei totalmente à vontade, conversei muito e ele soube captar a essência da viagem.
Com a publicação da matéria no último domingo outros órgãos informativos já entraram em contato solicitando agendamento de entrevistas, de forma que iremos conversar com a Band TV, TV Tropical e InterTV Cabugi no decorrer da semana.
Ademais, recebi um e-mail e telefonema do repórter Sidney, da Rádio Caicó AM e na manhã de hoje, via telefone, gravei uma entrevista, além de ter recebido o convite para conversarmos quando chegarmos em Caicó.
O importante de tudo isso é que possamos criar visibilidade para a nossa causa, fazendo com que outras pessoas se entusiamem com a idéia e de alguma forma contribuam para o fortalecimento do ciclomovimento em nossa Estado.
Aproveitei para conclamar todos Rapaduras para também emitirem suas opiniões sobre a viagem, pois todos são parceiros nessa empreitada.
No mais, que venha Patrícia Poeta!!! Kkkkkkkkkkk

Pedale Piaui!: MarOlinda Cult Hotel oferece passeio de bicicleta pela cidade

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Pedale Piaui!: Designer cria mochila especial para quem anda de bicicleta a noite

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08/12/2010

Viagem de bicicleta Natal-Florânia: a bicicleta realizando sonho

O pedal Natal-Florânia surgiu a partir do sonho de Carlos Medeiros, nosso amigo ciclista que é natural de Florânia/RN.
Em 2007 pedalamos muito na Rota do Sol e em trilhas nos finais de semana. Um dia Carlos revelou que tinha por objetivo realizar um sonho antigo:  pedalar de Natal até Florânia. Achei de início que era loucura, mas para não perder o amigo acatei de imediato a idéia.
Programamos para o mês de dezembro, mas infelizmente tive que fazer uma viagem na data prevista. Carlos não se fez de rogado e foi sozinho até Florânia. Confira as fotos no link seguinte:
http://www.inforside.com.br/galerias/index.php?album=viagem-carlinhos#55
Em 2008 o desafio foi renovado e desta feita conseguimos juntar um grupo legal: Eu, Artur Federal, Jadson, Professor Raimundo, Uziel, Carlos, Cimário e Bené (carro de apoio). Saímos às 15h15min do Posto Laís XI, na Reta Tabajara, antes do trevo de acesso ao Seridó e saída para Mossoró/RN. A opção em sair daquele ponto foi no sentido de evitar o trânsito perigoso da Reta Tabajara, um dos principais acessos a Natal.
Seguimos pela BR 226, passando por Bom Jesus/RN, Serra Caiada e Tangará (aqui paramos para jantar por volta das 18h00min). Continuamos até Santa Cruz/RN, com uma nova parada para "abastecimento" e conserto de uma bike. Tivemos nossa primeira baixa, pois a bike de Cimário quebrou a corrente e não foi possível reparo. A partir de então Bené teve companhia no carro de apoio. Saímos de Santa Cruz por volta das 20h30min, subimos a Serra do Doutor (grande desafio da viagem) e chegamos em Currais Novos/RN por volta de 12h30min. Ali já tinhamos reservado hospedagem no Hotel D´Almeida (telefone 8434311573), local simples, confortável e limpo. Acordamos por volta das 09h00min, tomamos café, fizemos os ajustes necessários e seguimos até Florânia/RN, onde chegamos por volta de 12h00min e fomos recebidos  por minha esposa, meu filho, Guga e Danny, que foram conferir nossa empreitada. Em seguida fomos até a casa dos pais de Carlos e ali fomos brindados com um delicioso e vasto almoço. De barriga cheia fomos subir o "Monte", com um visual incrível da região. Saímos de Florânia no final da tarde e chegamos em Natal por volta das 19h30min.
Em 2009 a experiência foi repetida. Desta feita fomos seis (eu, Bené, Carlos, Jadson, Rodolfo {carro de apoio} e Serginho). No caminho até o ponto de partida na reta Tabajara encontramos obras na pista e por tal motivo saímos atrasados (15h30min). Como o grupo era pequeno conseguimos manter um rítmo intenso e muito coeso. Os caras pedalaram muito bem. Tivemos dois pneus furados e enfrentamos a Serra do Doutor com muita força. Foram 20 minutos de subida. Chegamos em Currais Novos por volta de 00h40min e fomos comemorar comendo pizza. Dormimos e no outro dia tomamos café e saímos de Currais Novos às 08h30min. No caminho um pneu furado e um probleminha na bike de Carlos, mas enfrentamos muito bem o sol e chegamos em Florânia às 11h00min. A família de Carlos mais uma vez nos recebeu muito bem e tivemos um verdadeiro banquete (galinha caipira, linguiça do sertão, feijão, macarronada, arroz, salada, batata doce, sucos, melancia e doce de leite).
Em 2010 a viagem vai acontecer novamente e agora somente Carlos vai enfrentar os 186 Km até Florânia.
Estou aqui me coçando, mas voltei a trabalhar e tenho diversos compromissos inadiáveis. Fica para o próximo ano.
Resta-me tão somente desejar uma feliz viagem ao meu amigo floraniense.
Vai com Deus!!!




Banana Biker

No último dia 05 de dezembro estive juntamente com Claudia Celi, Antonino e Pollyana representando o Rapadura Biker no lançamento do Grupo de Cicloturismo Banana Biker, sediado na aprazível cidade serrana de Bananeiras/PB.
Para tornar oficial o grupo foi realizado um passeio de aproximadamente 30 Km, saindo da praça central de Bananeiras e seguindo até o Balneário do Sítio da Mijônia, onde foi servida uma deliciosa feijoada.
Naquele dia também foi usada pela primeira vez a camisa do Banana Biker e foi bonito ver trinta ciclistas pedalando dentro da cidade e depois nas serras com as cores do grupo no peito.
Chamou a atenção o entusiasmo dos ciclistas de Bananeiras, principalmente dos mais jovens que se fizeram presentes e concluíram todo o trajeto.
Para nós do Rapadura Biker foi motivo de muita honra participar desse momento histórico, que com certeza servirá de incentivo para outros grupos.
Para quem não conhece Bananeiras aqui fica o convite para visitar a cidade e desfrutar de trilhas incríveis, com paisagens deslumbrantes. Lá você encontra de tudo: casarios antigos, túneis, inscrições rupestres, cachoeiras, muita descida, infindáveis subidas e, principalmente, um povo bom e acolhedor. Segue o link do site do Município para maiores informações: http://www.bananeiras.pb.gov.br/bananeiras/principal.asp
De parabéns o colega Fernando Amaral pela iniciativa de organizar o grupo.





27/11/2010

Cronograma da Viagem do Elefante

A Viagem do Elefante: Plano de pedal.

Conforme já mencionei em outra oportunidade a “Viagem do Elefante” é antes de tudo um projeto de satisfação, um verdadeiro circuito do prazer.
Visando responder aos que perguntam como vai ser o trajeto é que elaborei o seguinte cronograma, que desde já informo não é fechado, podendo ser alterado de acordo com a necessidade.
Primeiro dia: 06/01/2011 - quinta-feira (feriado em Natal - Dia de Santos Reis)  Natal-Touros: Saída: 06h00min, Local: Estacionamento do Plano 100 da Avenida Ayrton Senna. Trajeto: Cidade Verde, Rota do Sol, Via Costeira, Ponte de Todos, RN 304 (Avenida Moema Tinôco da Cunha Lima, RN 307, Estivas, BR 101, Touros. TOTAL APROXIMADO: 90 km. Previsão de chegada: 15h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as várias existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: o marco zero da BR 101, o farol de Touros a praça dos canhões e a igreja matriz.
Segundo dia: 07/01/2011 - sexta-feira - Touros-João Câmara: Saída: após o café da manhã. Trajeto: RN 023. TOTAL APROXIMADO: 60 Km. Previsão de chegada: 15h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: qualquer coisa relativa aos terremotos no lugar e o local onde funcionou o meu primeiro escritório de advocacia.
Terceiro dia: 08/01/2011 - sábado - João Câmara-Macau: Saída: após o café da manhã. Trajeto: BR 406. TOTAL APROXIMADO: 104 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: salinas e nova ponte. Cidades no caminho: Jandaira e Baixa do Meio.
Quarto dia: 09/01/2011 - domingo - Macau-Areia Branca: Saída: após o café da manhã. Trajeto: RN 118, RN 404 e BR 110. TOTAL APROXIMADO: 115 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: a costa branca. Cidades nos caminho: Pendências e Porto do Mangue (entrada da cidade).
Quinto dia: 10/01/2011 - segunda-feira - Areia-Branca- Mossoró: Saída: após o café da manhã. Trajeto: BR 110. TOTAL APROXIMADO: 52 Km. Previsão de chegada: 15h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: a igreja de São Vicente, as diversas casas em que morei, o colégio que estudei grande parte da minha vida e a praça de eventos nas proximidades da estação ferroviária.
Sexto dia: 11/01/2011 - terça-feira - Mossoró-Apodi: Saída: após o café da manhã. Trajeto: BR 405. TOTAL APROXIMADO: 80 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: O lajedo de soledade.
Sétimo dia:  12/01/2011 - quarta-feira - reservado ao descanso. Pois até o Criador descansou no sétimo dia.
Oitavo dia: 13/01/2011 - quinta-feira - Apodi-Pau dos Ferros: Saída: após o café da manhã. Trajeto: BR 405. TOTAL APROXIMADO: 75 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: o centro da cidade e a barragem. Cidades no caminho: Severiano Melo (entrada da cidade), Itau e São Francisco do Oeste.
Nono dia: 14/01/2011 - sexta-feira - Pau dos Ferros-Patu: Saída: após o café da manhã. Trajeto: BR 405, RN 079, RN 117 e RN 078). TOTAL APROXIMADO: 107 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: Santuário do Lima. Cidades no caminho: Rafael Godeiro, Marcelino Vieira, Alexandria, Antonio Martins, Frutuoso Gomes e Almino Afonso.
Décimo dia:  15/01/2011 - sábado - Patu-Caicó: Saída: após o café da manhã. Trajeto: RN 501, PB 321, PB 323 e RN 288. TOTAL APROXIMADO: 86 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: açude Itans. Cidades no caminho: Belém do Brejo do Cruz/PB, Brejo do Cruz/PB, Jardim de Piranha e São Fernando (entrada da cidade).
Décimo primeiro dia: 16/01/2011 - domingo - Caicó-Acari: Saída: após o café da manhã. Trajeto: BR 427. TOTAL APROXIMADO: 69 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: na casa de Pedrinho do Cartório. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: Gargalheiras, inclusive a ciclovia. Cidades no caminho: Jardim do Seridó.
Décimo segundo dia: 17/01/2011 -  segunda-feira - Acari-Santa Cruz: Saída: após o café da manhã. Trajeto: BR 427 e BR 226. TOTAL APROXIMADO: 97 Km. Previsão de chegada: 6h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: o santuário de Santa Rita de Cássia. Cidades no caminho: Currais Novos e Campo Redondo (entrada da cidade).
Décimo terceiro dia: 18/01/2011 - terça-feira:  Santa Cruz-Passa e Fica: Saída: após o café da manhã. Trajeto: BR 226 e RN 093. TOTAL APROXIMADO: 63 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: ou na Pousada Pedra da Boca, de Dona Neide ou no alpendre de Seu Tico. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: a Pedra da Boca. Cidades no caminho: Tangará e São José do Campestre.
Décimo quarto dia: 19/01/2011 - quarta-feira - descanso em Passa e Fica.
Décimo quinto dia: 20/01/2011 - quinta-feira - Passa e Fica-Barra de Cunhaú: Saída: após o café da manhã. Trajeto: RN 269. TOTAL APROXIMADO: 79 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: em casa de amigos ou pousada dentre as existentes na cidade. Local de refeições: a ser definido. O que não pode deixar de ser registrado: a praia de Barra de Cunhaú. Cidades no caminho: Nova Cruz, Montanhas, Pedro Velho, Canguaretama e Vila Flor (entrada da cidade).
Décimo sexto dia: 21/01/2011 - sexta-feira -  Barra de Cunhaú-Natal: Saída: após o café da manhã. Trajeto: litoral e Rota do Sol. TOTAL APROXIMADO: 70 Km. Previsão de chegada: 16h00min. Hospedagem: dormir em casa. O que não pode deixar de ser registrado: o chapadão de Pipa, o mirante dos golfinhos em Tabatinga, o maior cajueiro do mundo e a Rota do Sol, onde tudo começou. Cidades no caminho: Tibau do Sul.

TOTAL GERAL APROXIMADO: 1.147 Km.

Causos Ciclísticos IV: O táxi maluco e de carona com Júnior Verona.

Na abertura do verão de 2009 o roteiro escolhido foi a deliciosa praia de Caraúbas, localizada no litoral norte do nosso Estado e distante aproximadamente 50 Km da Capital.
O grupo foi bastante significativo e lá fomos recepcionados pelo ilustre Professor Ceará, pai do nosso colega Alexandre, que à época pedalava conosco. O homem cozinha muito bem e nos recebeu com muita comida e simpatia.
Pois bem, o causo se deu quando todo mundo já tinha pedalado, colocado a comida no bucho, tomado umas cervejas e dançado muito ao som de "Fada" da dupla Victor e Leo.
Na hora de voltar para casa a nossa colega Verônica ligou para o motorista da van previamente apalavrada para conduzir alguns ciclistas de volta para casa. O homem atendeu do outro lado e disse que estava chegando. O tempo foi passando e a van não apareceu. Nova ligação e mais uma vez a confirmação: estou chegando, já estou pertinho...já estou na estrada de barro. Depois de inúmeras ligações e de bastante evasivas do motorista da van é que concluímos que o cara não vinha.
Hora de acionar o plano "B": dividir os ciclistas nos poucos carros de familiares que estavam no evento, pois já se aproximava das 18h00min e não tinha mais ônibus de volta para Natal. Assim foi feito: uma parte veio no meu carro, outra no carro de Neto e Virgínia, mais alguns no carro de Júnior Verona e o restante em um táxi a ser fretado.
Foi nessa arrumação de retorno que duas coisas aconteceram:
A primeira foi que na hora de escolher entre vir no meu carro (à época uma Doblô) e o carro de Júnior Verona (à época uma Hilux) teve um ciclista que pela primeira e última vez pedalou conosco, disse: "Ah, eu vou no carro de Verona, pois tenho um compromisso em Natal às 19h00min e certamente chegaremos mais cedo nesse carrão". Basta dizer que até a bike do cidadão já estava arrumada no meu carro, mas Jadson foi pacientemente e arrumou a bike no suntuoso carro do Verona.
Pois bem, saímos por volta de 18h00min e quando já estávamos em Natal recebemos uma ligação de Naldo Bananeiras informando que sequer tinham chegado em Pitangui, pois o carro de Júnior Verona não podia ver uma placa de bar que logo encostava. O cabra não conhecia a fama de Juninho, mas nesse dia ficou conhecendo. Resultado: o ciclista que tanta pressa tinha para chegar em casa somente adentrou em Natal por volta das 21h00min, quando eu já estava em casa fazia muito tempo, tinha feito o meu escalda pés e já estava no décimo terceiro sono.
A segunda resenha foi com o pessoal que fretou o táxi: Antonino, Poly, Federal e Luciano Cambraia. Começou que o taxista tava mais melado que chão de oficina. Não bastasse isso o carro estava com a suspensão toda arrebentada e sempre que passava numa lombada os farois apagavam. Por fim, quando passavam na linha do trem em Extremoz o carro "deu um prego" e o aperreio foi grande dentro do veículo. Enfim, entre mortos e feridos escaparam todos, inclusive o motorista. Diz a lenda que até hoje ele não consequiu chegar em Caraúbas.

A "ciclovia" da Via Costeira de Natal/RN

No último dia 25 de novembro de 2010 o Grupo de Ciclismo Rapadura Biker, juntamente com o pessoal da ACIRN e do Grupo Bike Tirol, resolveu conferir como ficou a intitulada "ciclovia" da Via Costeira.
De início é necessário dizer que segundo o site do Governo do Estado do Rio Grande (http://www.rn.gov.br/imprensa/noticias/duplicacao-da-via-costeira-estara-concluida-em-maio-deste-ano/335/) as obras de duplicação da Via Costeira importaram na cifra de 11 milhões de reais, sendo que 3 milhões somente para urbanização e calçadão, ou seja, a "ciclovia".
Ao entrarmos na "ciclovia" a expectativa era grande, pois passando de carro tive a impressão que seria bom pedalar ali.
Ah, ledo engano! Tão logo adentramos na "ciclovia" os problemas começaram a ser detectados, de forma que são facilmente enumerados: a) não existe nenhuma sinalização indicando que ali tem uma ciclovia, nem tampouco distâncias; b)as árvores invadem o trecho destinado aos ciclistas; c) as paradas de ônibus foram colocadas no meio da ciclovia; d) em alguns setores não existe proteção do lado direito e qualquer descuido pode proporcionar um acidente sério, pois o barranco é grande; e) algumas plantas são espinhosas e pontiagudas e ficam esperando uma queda para encher o ciclista de furos; f) tem um local que tem uma espécie de exaustor, trazendo um calor horrível de dentro de um dos hoteis, jogando toda a "quentura" no ciclista; g) péssima iluminação em alguns trechos; h) falta de placas nas entradas dos hoteis; i) carros estacionados no meio da ciclovia. Enfim, uma demonstração clara de como queimar o dinheiro público. Perguntei ao policial militar que estava de serviço no posto se era comum o fluxo de ciclistas e ele disse que "muito raramente" passava alguém de bicicleta.
De tudo isso resta um sentimento de incompreensão e algumas perguntas: Como é que uma cidade que tem um espaço daquele não tem ninguém qualificado a fazer um projeto digno e totalmente adequado aos conceitos mais básicos de mobilidade urbana? Como uma cidade que pretende sediar jogos da Copa do Mundo não atentou para o fato de que ali é um dos cartões postais de Natal, sendo a inevitável via de acesso para todos que vierem nos visitar?
A inferência que se apresenta é que o projeto foi feito por alguém que nunca pedalou na vida, ou se pedalou, tem profunda raiva dos ciclistas.
Percebi na maioria dos colegas o mesmo sentimento, mas também ouvi de alguns que não mais utilizariam a "ciclovia" da Via Costeira.
Penso diferente. Pessoalmente não vou desistir da Via Costeira. Vou continuar pedalando por lá e fazendo de tudo para chamar a atenção para que algo seja feito, ao menos para amenizar o problema.

Causos Ciclísticos III: O galo que rinchava.

A estória seguinte aconteceu na viagem de bicicleta que fizemos em julho de 2009 de João Pessoa/PB até nossa querida cidade do Natal/RN.
Como já foi dito em outra postagem a viagem em questão reuniu um grande número de integrantes do Rapadura Biker, e de todos apenas três já tinham feito o trajeto, de forma que para a maioria esmagadora tudo era novidade.
Foi uma viagem muito cansativa e como se não bastasse o terreno muito arenoso, uma chuva insistiu em nos acompanhar logo nas primeiras horas da manhã, acompanhando-nos por bom período de tempo. Ora, quem pedala sabe que a pior coisa do mundo é levar chuva no cangote logo de saída.
Pois bem! Vamos ao fato em si: Tudo ocorreu quando adentramos nas terras dos índios potiguaras, no Município de Baia da Traição/PB. Apesar de encontrarmos poucos resquícios da cultura indígena pelo caminho, ali inegavelmente paira uma atmosfera diferente. É como se a todo o momento estivéssemos sendo observados.
Em determinado trecho, quando estávamos passando dentro de uma antiga aldeia, a nossa colega Janiara, provavelmente muito cansada da viagem e possivelmente inebriada por conta de uma "agua mineral" ingerida minutos antes no centro da cidade, avisou que estava ouvindo um galor cantar. Todos que estavam pedalando perto da colega começaram a prestar mais atenção ainda na paisagem e buscavam com seus olhos cansados o sobredito "galo". Pedalamos mais alguns metros e nada do galináceo. Vencemos mais alguns pequenos trechos e nada do garnizé. Então..de repente, não mais do que de repente!!! Eis que surge dentro de um cercado, ao lado direito da estrada de barro um enorme jumento acinzentado, que estava "fazendo a corte" a uma jumentinha marron que pastava nas proximidades. Naquele momento o nosso eminente Ministro das Coisas Feitas e Por Fazer, Afonso Severo, disparou a sua verve categórica: "Eis o galo de Janiara!!!".
O resto da viagem foi somente resenha, pois sempre que um jumento surgia no caminho de imediato alguém dizia: "Olha o galo!!!".
Diz a lenda que a nossa querida amiga Janiara talvez tenha sido enfeitiçada pelas "águas minerais" de Baia Traição/PB ou como defendem outros a aura que envolve a região, por sinal próximo a um cemitério indígena, talvez tenha lhe possibilitado uma viagem astral, fazendo com que ela tenha visto "crista em cabeça de burro".
Da minha parte eu morro dizendo que aquele troço era um jumento, mas se Janiara disse que era um galo, então era um galo e acabou-se.

04/11/2010

Causos Ciclísticos II: Professor Raimundo e sua vasta rede de alunos.


O Rapadura Biker tem se mantido vivo muito embora a grande diversidade dos seus membros, graças ao espírito de corpo que demonstram. Temos um pouco de tudo: os que pedalam e não admitem tomar sequer uma gota de cerveja após a atividade; os que adoram uma "hidratação com cevada" após o pedal; e os que se pudessem encheriam a caramanhola com cerveja para não faltar durante o pedal. Todos são respeitados da mesma forma.
Temos estudantes, professores, funcionários públicos, profissionais liberais, empresários, donas de casas, enfim, todos os segmentos do mercado interagindo de maneira harmônica, sem qualquer atitude discriminatória.
Dentre os valorosos Rapaduras um deles é conhecido internacionalmente, quiçá não o seja intergalaticamente. Refiro-me ao Professor Raimundo.
É muito comum pedalar com Raimundo e no meio da estrada ou da trilha passar alguém de carro, motocicleta, a pé ou de bicicleta e gritar: "Professor Raimundo". A resposta é imediata: "Ô meu fi...esse(a) já foi meu(minha) aluno(a)...".
Dentre tantas experiências de reencontros com o Professor Raimundo a que considero mais incrível foi em Bananeiras/PB, creio que no ano passado. Fizemos um pedal diurno e quando anoiteceu nos reunimos na Pousada da Estação para "resenhar". Ali fomos muito bem atendidos por um garçom cujo nome não me recordo. Até então Raimundo não estava presente, mas assim que o mestre adentrou o recinto já foi recebido com a seguinte frase: "O senhor já foi meu professor...". Seguiu-se então a entrevista para identificar a escola e o ano em que discípulo e mestre estiveram juntos.
Pois é, o homem é "soda". Valeu Raimundão.

Causos Ciclísticos I: O "bebum" solidário, o rei dos leds e o ciclista dorminhoco.


Em outubro de 2009 fizemos um pedal noturno e novamente o destino foi o Parque Estadual da Pedra da Boca.
O grupo foi muito bom (Naldo, Serginho, Milton, Raimundo, Leonardo, Maninho, Evandro, Antonino, Bené e eu).
A concepção original era que fosse um "pedal sob a luz do luar", entretanto, a tal da lua insistiu em ficar escondida entre as nuvens, nos deixando em um tremendo breu.
Quando saímos da BR 101 e entramos na rodovia de acesso a Monte Alegre/RN observamos que um veículo (acho que era um Gol branco) nos seguia lentamente e muito próximo. No primeiro momento não interpretamos nenhuma situação de perigo, pois ainda era muito cedo e o local era povoado. O tempo foi passando e resolvemos parar no acostamento para avaliar a situação, pois o veículo continuava nos seguindo e pior: utilizava as duas mãos da rodovia, pondo em risco a integridade de todos que por ali passavam.
Assim que encostamos o veículo parou na nossa retaguarda e constatamos que no seu interior vinha um motorista completamente embriagado, dizendo: "Pode seguir companheiros...pode deixar que eu vou aqui fazendo a segurança...". O cara tava mais melado do que fralda de menino novo, mas mesmo assim teve a "solidariedade" com os ciclistas. Agradecemos o seu "apoio" e pedimos que ele seguisse viagem. Esperamos um pouco até que as luzes do seu veículo sumissem na estrada e somente então seguimos o nosso rumo.
Mais adiante outro fato inusitado: Naldo Bananeiras estava numa agonia para inaugurar um farol de 80 leds que tinha recebido em consignação na loja Terral do nosso amigo Sebastião, que disse: "Leve o farol e use na viagem, se prestar você compra".
Pois bem, quando passamos de Brejinho o asfalto simplesmente desapareceu. Era como se estívessemos em solo lunar. Cada buraco maior do que abraço de mãe gorda. Nesse exato momento Naldo resolveu testar o farol e no primeiro buraco o "bicho" soltou do guidão e foi ao chão, espalhando leds em toda região Agreste. Diz a lenda que até hoje quem passa de madrugada naquele lugar ainda ver umas luzes estranhas brilhando no asfalto.
Como se não bastasse tudo isso outra surpresa ainda estava por vir: Antonino, também conhecido como "Bezerrão" ou "Gianequinho do Rio do Fogo" conseguiu uma proeza digna do livro dos recordes. O homem pedalou dormindo. É isso mesmo. O cabra tava com tanto sono que pedalou alguns metros dormindo e não conseguiu cair. Como se deu tal proeza eu não sei, mas tenho certeza que aconteceu.
O resto da viagem foi no estilo Bené: "Só alegria!!!".

A Viagem do Elefante: Touros/RN é a primeira parada...

Pelo jeito vamos necessitar de uma licença do IBAMA para implementar nossa viagem. Senão, vejamos: o nosso trajeto será em torno de um elefante e a primeira parada é em Touros!
Que seja. Nada melhor do que os animais para nos acompanhar em tão gostosa aventura.
Deixando um pouco de lado os bichos passei por aqui para registrar a importância da cidade de Touros em minha vida. Foi lá que ainda acadêmico de Direito participei de minha primeira audiência; ali também passei uma temporada de veraneio no maior liseu do mundo, mas extremamente feliz; e foi ali que passei a minha lua de mel, jantando na beira da praia, ouvindo o barulho das ondas e sendo iluminado pela lua e estrelas.
Pedrinho Mendes imortalizou o lugar com uma canção maravilhosa: "praia de Touros ponta do calcanhar...". Até hoje quando escuto essa música é como se estivesse em Touros...
Em janeiro de 2011 entraremos na cidade alimentados por tão boas lembranças. Registraremos o marco zero da BR 101; veremos, nem que seja de longe, o maior farol da América Latina e o segundo do mundo, projetado pelo gênio brasileiro Oscar Niemeyer; visitaremos os canhões da praça perto do rio e da igreja católica; e, principalmente, conversaremos com o povo do lugar.
Ah, se tivermos sorte encontraremos o meu amigo de longa data "Carlinhos Canalha", uma figura inoxidável, irreprochável e pinoquiana.
Que venha Touros!!!

30/10/2010

Você já ouviu falar na Lagoa de Araunu?


Tenho repetido até de forma abusiva que o ciclismo abriu para mim novos horizontes.
Dentre tantas descobertas uma das que considero mais interessantes é a possibilidade de conhecer novos lugares, muitas vezes tão próximos, mas que nunca sequer ouvimos falar.
O pedal de hoje teve como ponto de partida o Município de Nísia Floresta/RN, que é uma região muito rica para quem gosta atividades em contato direto com a natureza. Ali estão situadas dezenas de lagoas, cada uma mas bonita do que a outra.
A sede da cidade tem plantado em seu centro um dos enormes baobás do nosso Estado. Se você segue um pouco em direção ao litoral sul vai encontrar logo na saída da cidade o túmulo de Nísia Floresta, uma mulher que rompeu diversos paradigmas em sua época.
Saímos da cidade às 06h20min, deixando para trás a Igreja Matriz e uma praça ampla e aparentemente bem cuidada.
Fomos no sentido da BR 101 e logo na saída da cidade dobramos à esquerda e iniciamos um pequeno trecho de calçamento, que logo termina para oferecer lugar a um trecho de barro branco, cheio de "costelinhas". Quem não tiver montado em uma boa sela e não for equipado com uma boa suspensão, certamente vai reclamar um pouquinho. Passamos por duas pequenas pontes de madeira e ao nosso lado detectamos diversos viveiros de camarões. Serginho não se conteve e exclamou: será que isso tá certo!!! É camarão demais cara!!!
Em pouco tempo alcançamos a RN 002 e seguimos à direita no sentido da BR 101. Logo na entrada do distrito de Golandim saímos do asfalto e pedalamos por um pequeno trecho de calçamento e em seguida começa uma "subidinha" no barro. Aqui já inicia o canavial, tanto de um lado como do outro. Terminou o barro durinho e a areia fica mais fofa. Impossível pedalar. Descemos das bikes e empurramos por aproximadamente 300 metros. Mais adiante um estradão de barro vermelho e tome canavial.
Durante todo o trajeto no meio do canavial não encontramos nenhum ser humano trabalhando na cana e de imediato alguém lembrou que o processo de mecanização já é de aproximadamente 75 %. Fiquei imaginando qual o destino dessa mão de obra: migrando para as cidades maiores buscando emprego na construção civil ou ficando em casa e fazendo uso dos "adjuntórios" governamentais.
Passamos por áreas de reserva florestal no meio dos canaviais e ali constatamos como era bonito o nosso jardim.
Por volta de 08h00min entramos em Arez pelos fundos, saindo por trás do Cemitério. Quem quiser conhecer um pouco mais da história do lugar é só seguir o link: http://www.ubern.org.br/?p=461
Saímos da cidade em busca da Lagoa de Araunu e apesar das belas paisagens que desfrutamos chamou atenção a quantidade de lixo no entorno da cidade de Arez. É incrível quanto plástico preso na vegetação e o mau cheiro que insiste em mostrar a presença do homem e sua má educação.
Paramos em um "cruzeiro" e dali já avistamos a Lagoa de Araunu. Passamos ao lado e seguimos caminho por trilha.
Chegamos então a um trecho muito legal, um single track inusitado até o distrito de Carnaubas. Para nossa decepção encontramos no término um verdadeiro lixão a céu aberto e aqui o fedor é ainda mais intenso.
Voltamos ao asfalto pela RN 002 e após Currais voltamos para o barro branco e logo chegamos em Nísia Floresta. Fomos direto para o banho de bica e depois um caldo de cana com pastel na rodoviária.
O total do trajeto foi de aproximadamente 37 Km vencidos em 03 horas.
Voltamos para casa acho que todos felizes, entretanto, o sentimento de existe um descaso com a mãe terra parece que foi unânime.

21/10/2010

Ladeira de Tabatinga


Hoje aproveitamos a luz da lua e fizemos um pedal de 35 Km até a igrejinha da praia de Tabatinga. Fomos onze (Benilton e Claudia, Naldo e Adriana, Luciano, Augusto Pai, Eduardo, Neto, Milton, Othon e Calismério) e ao contrário das outras vezes todos subiram a desafiadora ladeira.
Para quem inicia o pedal na Rota do Sol a primeira subida a ser vencida fica localizada em Pium, voltando para Natal. Foi apelidada pelos ciclistas de "ladeira do viagra" e embora não seja íngreme, é um pouco extensa e "dura" de vencer. De início alguns a evitam e preferem voltar pela contramão, mas depois que acostumam com "viagra" tudo flui.
A segunda subida impactante é a do "Circo de Pirangi". Aqui a extensão não é tanta, mas já é um bom treino. No primeiro dia muitos descem e empurram a bicicleta. Já vi até alguns desistindo no meio e atravessando a para fazer o caminho de volta. Com paciência e perseverança a subida é logo incorporada e vencida com facilidade.
A terceira e na minha opinião a mais desafiadora é a que fizemos hoje: Tabatinga. Estamos acostumados a subi-la de carro e muitas vezes encontramos automóveis "sofrendo" para chegar ao final. De bicicleta então a tarefa é bem mais complicada, pois além da inclinação acentuada o ciclista tem que ter atenção redobrada em razão da ausência de acostamento. É sempre bom verificar se a subida não vai coincidir com a passagem de algum ônibus ou caminhão, pois com estes o espaço para pedalar ficar ínfimo.
Tenho como regra que a ladeira foi feita para subir, pois se não fosse assim a estrada não continuaria. A minha técnica é simples: concentração. Primeiro eu divido mentalmente a ladeira em três partes e assumo o compromisso de vencer cada uma delas. A primeira é a mais fácil, mas a segunda já nem tanto, principalmente pelo fato da inclinação tornar-se mais acentuada. A terceira para mim começa quando chego ao local que tem um resto de concreto impregnado no asfalto. Nesse ponto já me considero no topo e começo a imaginar que estou vendo golfinhos.
Lá em cima o visual compensa o esforço e se for numa noite de luar como hoje, resta tão somente tomar uns goles de água, respirar fundo e dizer bem alto para si mesmo: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Obrigado pela companhia agradável no pedal de hoje. Parabéns aqueles que venceram pela primeira vez a "Ladeira de Tabatinga".


A primeira viagem: Natal/RN a Passa e Fica/RN (Pedra da Boca):


Quando incorporei o ciclismo em meu cotidiano a primeira vontade foi realizar uma viagem.
Ouvi de um amigo um relato sobre o Parque Estadual da Pedra da Boca, localizado na divisa dos Estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Pesquisei na Internet e fiquei encantado com as fotos do lugar. A distância era razoável: aproximadamente 120 Km. Disse para mim mesmo que aquele seria o destino.
Um belo dia resolvi viajar sozinho, entretanto, por algum motivo a viagem não vingou.
Pedalando na Rota do Sol fiz algumas amizades e ali encontrei outros ciclomaníacos que toparam fazer a viagem. Marcamos uma data e horário. O ponto de saída ficou definido na minha residência.
Do grupo eu somente conhecia Augusto e Wendell, pois já tínhamos pedalado juntos na RS, Magdael foi o primeiro contato: o cara é fascinado por aviação. Já tinha experiência em viagens longas de bicicleta. Revelou-se uma excelente companhia para viajar. Shirley e Wellington também conheci naquele dia. Chegaram lá em casa sem capacetes e luvas, mas Cláudia logo tratou de equipá-los com os excedentes que sempre temos lá em casa. Wellington levava bagagem para passar um ano e quem olhava para sua bicicleta pensava que era uma entrega de roupa de lavanderia. Foi hilário!
Saímos de Natal era um sábado, dia 02 de junho de 2007, às 22h00min embaixo de chuva. Ali era o momento de desistir, pois logo na primeira viagem sair de casa todo molhado não parecia idéia muito boa. Seguimos em frente no rumo de Cajupiranga e ali adentramos nas obras de duplicação da BR 101. Antes de chegarmos ao posto da Polícia Federal encontramos um veículo atolado, com o motorista e passageiros, inclusive algumas mulheres, totalmente embriagados. Ajudamos e conseguimos desatolar tanto o carro quanto seus ocupantes.
Deixamos a BR 101 e seguimos pela RN 316 com destino a Monte Alegre/RN. Chegamos por volta de 00h30min e paramos para fazer um lanche.
A chuva continuava e agora estávamos mais ensopados do que lenço de viúva honesta, mas a vontade de pedalar era maior do que tudo.
Por volta de 02h00min da madrugada chegamos a Brejinho/RN e a cidade dormia tranqüila. Paramos defronte a um prédio comercial iluminado e sentamos na calçada para uns minutos de descanso. Qual não foi a nossa surpresa ao olharmos para a fachada e constatarmos que ali funcionava uma funerária. Ótimo, pois estávamos literalmente quase mortos.
Chegamos a Santo Antônio do Salto da Onça/RN já era quase 04h00min da manhã. Paramos nas proximidades do Ginásio de Esportes e ali encontramos mais um “bebum” procurando o celular perdido. Aqui abro um parênteses para um registro: Toda pedalada que se preza tem que ter um cachorro gaiato, um bêbado engraçado e um cara com a camisa do Flamengo.
O dia amanhecia quando entramos em Passa e Fica/RN. Paramos no primeiro restaurante dentro da cidade e comemoramos com um delicioso café interiorano: ovo, pão, cuscuz, queijo, tapioca, café, leite e suco.
Dali para o Parque da Pedra da Boca apenas 3 Km nos separavam. No caminho avistávamos a “Boca”a encoberta por uma névoa. Era inverno e estava tudo verdinho. Valeu à pena cada metro pedalado. Chegamos aproximadamente às 06h30min na casa de Seu Tico e fomos muito bem recebidos por toda sua família. Dali pra frente foi “só alegria!!!”. Banho tomado, uma rede armada e tome relaxamento.
Claudia nessa época não pedalava e chegou cedinho na Pedra da Boca juntamente com Amanda e Guilherme para me trazer de volta para casa.
Daquele dia em diante tive a certeza que muitas viagens ainda estavam por vir.
Obrigado aos companheiros de viagem e ao apoio da família.

19/10/2010

Relatos de Viagens...


De João Pessoa/PB a Natal/RN de bicicleta – pelo litoral


Nos dias 04 e 05 de julho de 2009 o Grupo de Ciclismo RAPADURA BIKER, do qual participo com muito orgulho, fez o percurso de João Pessoa, Capital paraibana, a Natal, Capital do Rio Grande do Norte.
O grupo foi composto de dezesseis ciclistas, sendo três mulheres e treze homens, com diferentes idades. Eis a turma: Antonino, Afonso, Artur, Benilton, Evandro, George, Jadson, Janiara, Márcio, Othon, Pollyana, Richard, Raimundo, Sérgio, Virgínia e Uziel.
O grosso da equipe composta de quatorze pessoas saiu de Natal no dia 03 de julho de 2009, às 15h45min, chegando em João Pessoa às 19h15min. Fomos direto para a Pousada Manaira, hospedamo-nos e saímos para jantar. Os dois integrantes restantes do grupo chegaram por volta das 21h00min. Dormimos e a noite foi de intensa chuva, um prenúncio do que nos aguardava no dia seguinte.
1º dia: Acordamos às 05h15min, tomamos café da manhã, fizemos os ajustes finais e saímos por volta das 06h30min com destino a Cabedelo/PB, localizada a 17 km, onde embarcaríamos em uma ferry boat com destino à praia de Costinha/PB. A chuva era intensa, mas não tínhamos opção, pois o nosso propósito era embarcar às 08h00min. Aceleramos o ritmo e conseguimos chegar dentro do horário. No caminho tivemos o primeiro incidente, quando a colega Virgínia não viu um buraco e caiu, machucando o polegar de uma das mãos. Nada muito grave, seguimos.
Chegamos à Costinha e procuramos um local para abastecimento de água, o que fizemos no primeiro mercadinho que encontramos. Até meias vendia no lugar e Jadson, o mecânico oficial do nosso grupo, tratou de adquirir um par, pois as que tinha trazido estavam molhadas. Seguimos nossa viagem por um trecho de asfalto, seguindo no sentido do Santuário da Guia, um local muito bonito, mas que não foi possível visitar, pois a chuva continuava a castigar e tínhamos pressa em seguir o nosso rumo.
Pedalamos uns 10 km no asfalto e iniciamos um trecho de areia fofa, com muita lama, entre os canaviais. O estrago da chuva na estrada de areia e barro foi tremendo, com grandes erosões, o que tornou a pedalada perigosa, pois em alguns trechos os declives eram intensos, sendo necessário descer da bicicleta. Aqui começaram os problemas com os freios, pois o atrito da areia e lama nas pastilhas e sapatas causaram grandes desgastes. Após 10 km passamos ao lado de uma pequena comunidade chamada Paçaré. Os moradores do lugar, em sua maioria trabalhadores dos canaviais, observavam curiosos nosso grupo e respondiam com muita simpatia aos nossos cumprimentos.
Continuamos na estrada de areia e barro e após 1,5 km encontramos uma barragem, passando por cima de sua parede, para logo a seguir deixarmos a estrada e entrarmos numa trilha estreita, passando inclusive por uma ponte improvisada com uma viga de madeira, sobre um canal dentro do canavial. Saímos da trilha e voltamos para a estrada de areia. Fomos orientados por um morador local para seguirmos em frente até encontrarmos fios de alta tensão, onde teríamos que seguir a posteação, margear a mata até encontrarmos uma porteira de uma fazenda. Assim fizemos. Adentramos na porteira e seguimos por uma linda trilha, sempre descendente, de aproximadamente 2,5 km. A mata em alguns pontos era fechada, de forma que era difícil ver o céu. O cheiro da natureza entrou com força em nossas narinas. Encontramos uma pequena casa e ali um morador nos orientou que dobrássemos na primeira curva a esquerda, pois sairíamos na praia do Oiteiro. Nesse ponto mais um incidente: o passador traseiro de uma das bikes quebrou, de forma que Jadson grupo teve que empurrar a bicicleta por uns 6 Km.
Nesse ponto o visual é incrível, estávamos numa trilha em cima das falésias, com o mar todo tempo ao nosso lado e ao fundo uma linda vista da praia de Lucena. Chegamos a Oiteiro e encontramos um grupo de rapazes e moças jogando voleibol. Aqui tivemos uma parada estratégica para tomar água de coco oferecida pela natureza. Pedalamos mais um pouco e chegamos à praia de Campina, onde sabíamos existir um local para refeição. Comemos, abastecemos nossas garrafas e seguimos por aproximadamente 5 km até Barra de Mamanguape, onde faríamos a maior travessia da viagem.
Chegando na Barra de Mamanguape, dessa feita a chuva menos intensa, tivemos uma boa surpresa. Esperávamos encontrar pequenas balsas que levariam três ciclistas e três bicicletas por vez, mas encontramos um barco a motor, suficiente para conduzir de uma só vez todos os ciclistas e suas bikes. Negociamos o preço em R$ 6,00 (seis reais) por cabeça e pedimos que nos deixassem na praia mais próxima à Baia da Traição/PB. Assim foi feito e após uma tranqüila e relaxante viagem de barco de aproximadamente meia hora, visualizando uma paisagem cinematográfica, chegamos à praia de Camurupim/PB, onde desembarcamos. Aqui tivemos duas baixas no grupo, um colega com problema de saúde (Uziel) e outro com problema na bicicleta (Richard), aquele do passador traseiro. Sem muita dificuldade contrataram um carro que foi deixá-los na pousada em Barra de Camaratuba/PB, local que reservamos para dormir. Seguimos então quatorze ciclistas.
De Camurupim saímos por uma estrada de barro até o asfalto de uma rodovia estadual paraibana que vai até o Município de Baia da Traição. O lugar é habitado por descendentes dos índios Potiguaras e é muito fácil identificá-los entre os habitantes. Entramos na cidade e paramos em uma padaria, onde degustamos um pão doce com suco. Aqui tem muitas opções de pousadas, sendo também uma boa opção para pernoitar. Passamos por dentro da cidade, pedalamos por ruas de paralelepípedo, enfrentamos uma extensa subida, passamos nas aldeias indígenas e seguimos por estrada de areia até o local de embarque na próxima balsa.
Chegamos no ponto de embarque às 18h00min e já éramos aguardado, pois minha esposa e as de outros colegas que estavam na pousada haviam avisado da chegada do grupo. Pagamos R$ 3,00 (três reais) por cabeça e fizemos a rápida e tranqüila travessia.
Em Barra de Camaratuba seguimos direto para a pousada Porto das Ondas, onde tivemos mais uma grata surpresa: Fomos recepcionados com foguetões por nossos familiares (Claudia, Guilherme, Celita, Regina, Alda, Júlia e Fernanda), o que foi muito gratificante e confesso foi muito emocionante.
Hospedamo-nos, jantamos, conversamos sobre o dia e constatamos no GPS o total de 84 Km pedalados. Fomos dormir.
2º dia: Café da manhã às 07h00min, limpeza das bicicletas, ajustes finais, tala no dedo polegar de Virgínia, despedidas e hora de seguir o nosso destino. As duas baixas do dia anterior persistiram e mais uma surgiu, desta feita a causa foi um problema no joelho de um colega (George). Seguimos em treze.
Saímos pela beira da praia por volta das 09h00min. A maré estava enchendo, implicando em areia muito fofa. Pedalamos por cerca de 11 km, tendo de um lado o mar e do outro lado enormes cataventos das usinas eólicas. O visual lembra muito filmes de ficção ciêntífica. Muito bonito!
Encontramos uma estrada de piçarro margeando o litoral e preferimos seguir por ela para descansar um pouco da areia da praia que somente “amolecia” mais. Pedalamos um pouco e nos descobrimos em cima de uma enorme duna. Chegamos ao rio Guaju, divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte. A visão é simplesmente maravilhosa. Descemos a duna, fizemos mais uma travessia, mais R$ 2,00 (dois reais) per capita e colocamos os pés de volta ao nosso RN. Aqui tem uma barraquinhas na beira do rio, com guias locais, dentre os quais se destaca “Toreba”, uma figura muito simpática que nos aconselhou a deixarmos de seguir pela beira da praia, pois seria muito exaustivo. Após tomarmos água de côco e mineral continuamos nossa viagem, seguindo por mais 3 Km até Sagi, a primeira praia do litoral sul do Rio Grande do Norte.
Seguindo a dica de “Toreba” entramos em Sagi, subimos uma enorme ladeira (calçamento), descemos e encontramos um estradão de barro. Pedalamos por entre os canaviais por aproximados 20 Km até o asfalto da rodovia estadual que acessa Baia Formosa/RN. Antes de entrar na cidade encontramos à esquerda a porteira da Fazenda Estrela, entramos e seguimos uma trilha de quase 8 Km até a balsa que nos atravessaria para Barra de Cunhaú/RN. Aqui cada um pagou R$ 2,00 (dois reais). Novamente fomos acolhidos por nossos familiares.
Rapidamente chegamos do outro lado e pedalamos por dentro da cidade (cerca de 3 Km) até o local da próxima travessia, não sem antes saborearmos um delicioso pastel. Nesse ponto tivemos mais uma baixa, pois um colega (Raimundo) preferiu seguir de carro. Agora estávamos em doze.
Mais uma travessia rápida e chegamos em Simbaúma/RN, pedalamos por curto trecho de areia, com uma boa e escorregadia subida e logo chegamos ao asfalto. Passamos na entrada de Pipa e após 12 Km chegamos em Tibau do Sul/RN, onde faríamos nossa última travessia de balsa da viagem, desta feita até Malembá/RN. Pagamos R$ 3,00. A beleza do lugar é avassaladora. No rosto de cada um dos ciclistas já era perceptível uma sensação de alívio.
Descemos em Malembá por volta das 16h00min e como a maré estava alta foi impossível pedalar nos 5 Km até a praia de Barreta/RN. Empurramos as bicicletas em areia extremamente fofa. Totalizamos 1h20min de caminhada, logicamente empurrando o nosso meio de transporte.
Às 17h20min estávamos em Barreta/RN, pegamos um pequeno trecho de barro até o asfalto de acesso a nossa conhecida Rota do Sol. Passamos pelas praias de Camurupim (a segunda praia com esse nome em nosso caminho), Tabatinga, Búzios, Pirangi, Cotovelo e finalmente por volta das 19h30min, após pecorrido os tão almejados 184 Km, chegamos na Toca do Açaí, em Ponta Negra, Natal/RN, onde mais uma vez fomos recepcionados por nossos familiares. Após uma merecida tigela de açaí, sessão de fotos e resenhas sobre a viagem, despedimo-nos e seguimos nossos caminhos.
Foi bom demais! Quero fazer novamente, acompanhar novos amigos, proporcionar as emoções, alegrias e sensações incríveis que senti. Tenho orgulho de dizer aos meus filhos que fui um dos poucos que fez essa maravilhosa viagem de bicicleta, ajudando a conduzir a bandeira do Rio Grande do Norte por toda extensão litorânea e provando que o poeta estava certo quando disse: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Natal/RN, 13 de julho de 2009.

Benilton de Lima Souza, do Grupo de Ciclismo Rapadura Biker. E-mail: bdlima4.0@pop.com.br e http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=52577748


CUSTOS:
- Deslocamento de carro de Natal/RN-João Pessoa/PB................................R$ 30,00
- Uma diária na Pousada Manaira em João Pessoa/PB.................................R$ 27,50
- Jantar em João Pessoa/PB...........................................................................R$ 20,00
- Passagem no ferry boat de Cabedelo/PB a Costinha/PB............................R$ 1,70
- Balsa de Barra de Mamanguape/PB............................................................R$ 6,00
- Balsa de Baia da Traição a Camaratuba/PB................................................R$ 3,00
- Uma diária na Pousada Porto das Ondas em Camaratuba/PB.................... R$ 40,00
- Jantar em Camaratuba/PB............................................................................R$ 12,50
- Barco no Rio Guaju na divisa da PB com o RN.........................................R$ 2,00
- Balsa de Baia Formosa/RN a Barra de Cunhau/RN...................................R$ 2,00
- Balsa de Barra de Cunhau/RN a Simbaúma/RN.........................................R$ 2,00
- Balsa de Tibau do Sul/RN a Malembá/RN..................................................R$ 3.00
- Lanches e água no caminho........................................................................ R$ 13,00

TOTAL...........................................................................................................R$ 160,70

Dia 28/01/2011, às 19h00min, na Livraria Siciliano do Midway Mall


PELOS CAMINHOS DE NUESTRA AMÉRICA - Uma pedalada poética pelos confins do continente.
"No dia 30 de outubro de 2002, Rafael Limaverde tinha 26 anos, oito deles dedicado à rotina de ilustrações e infogravuras numa redação de jornal. Um terço da vida imerso em estressante rotina. Passarinho engaiolado, começou a planejar, em 2000, um sonho de liberdade: ganhar o mundo em bicicleta, cumprir aventura solitária dos pássaros migrantes. Naquele outubro, pôs em prática seu plano. Com a velocidade de seus músculos e o tempo de seu coração, conehceu terras e gentes, suas cores e sabores, com o calor se comoveu e se indignou com a frigidez. Ao norte, foi até o México; ao sul, até a Argentina; de lá, voltou a Fortaleza..."
Leia mais...
O livro do cearense Rafael Limaverde é leitura obrigatória para que pensa um dia fazer uma viagem de cicloturismo. O autor conseguiu fazer um relato cronológico de sua viagem de dois anos pela América Latina. As 316 páginas do livro foram percorridas na coroa grande, pois a "estrada" é muito boa de pedalar.
O autor, que tive o prazer de conhecer em Sacramento/MG, é uma figura. O cara é de uma simpatia contagiante e nos poucos dias que convivemos juntos demonstrou que além de ser um corajoso cicloturista é também um poeta insaciável.
Quem adquirir o livro não vai se arrepender. O meu tá aqui devidamente autografado e disponível para empréstimo.

No próximo dia 28 de janeiro de 2011, às 19h00min, na Livraria Siciliano do Midway Mall o Grupo de Ciclismo Rapadura Biker, com apoio da ACIRN promoverá o lançamento do livro, seguido de palestra do autor. Divulguem e não percam!!!

18/10/2010


Fotos do 9º Encontro Nacional de Cicloturismo
A Viagem do Elefante:
Caros Rapaduras: Pretendo realizar em janeiro de 2011 um sonho que acalento já há algum tempo. Vou contornar o Rio Grande do Norte de bicicleta. Fiz um estudo preliminar e cheguei a aproximadamente 1.140 Km, que pretendo cobrir entre 15 e 20 dias. É uma proposta ousada, que somente pode encarar que dispõe de tempo. No meu caso estarei em férias e por tal motivo tenho uma boa oportunidade para realizar a empreitada. Será uma viagem de cicloturismo, com direito a carregar alforge na bike e tudo mais. O trajeto preliminar é o seguinte: Natal-Touros; Touros-Jandaira; Jandaira-Macau; Macau-Ponta do Mel; Ponta do Mel-Mossoró; Mossoró-Apodi; Apodi-Pau dos Ferros; Pau dos Ferros-Patu; Patu-Caicó; Caicó-Currais Novos; Currais Novos-Tangará; Tangará-Pedro Velho; Pedro Velho-Natal. Pretendo registrar com fotos e textos as belezas do nosso Estado, bem como sentir na pele as dificuldades de uma viagem desse porte. Quem quiser fazer parte, seja no trajeto total ou apenas em algum trecho, será com certeza muito bem vindo. A viagem será planejada, pois pretendo estabelecer os locais de dormida, entretanto, não será nada previamente reservado, ou seja, em alguns locais dormirei em pousadas e em outros na casa de um amigo ou quem sabe acamparei.

9º Encontro Nacional de Cicloturismo


Desde que iniciei minhas pedaladas tinha vontade de viajar para um evento em que pudesse conhecer pessoas que compartilham da mesma "mania", ou seja, viajar de bicicleta.
Aproveitei o inicio das férias e não contei conversa. Viajamos Claudia e eu no dia 08 de outubro de 2010 e participamos até o dia 12 seguinte do 9º Encontro Nacional de Cicloturismo em Sacramento/MG, na divisa com o Estado de São Paulo.
Afora a dupla potiguar somente mais três nordestinos e, logicamente, tinham que ser do Ceará, pois cearense tem em todo lugar.
Tivemos a oportunidade de conhecer pessoas de vários Estados. Pedalamos juntos, trocamos muitas informações e descobrimos que a nossa comunidade é imensa.
Foi uma experiência muito satisfatória e que pretendo repetir. Recomendo a todos.