29/06/2011

Participe comigo do Blog do Rapadura Biker

Caros Seguidores:
Parece fácil, mas não é. Manter um blog, por mais descompromissado que seja, é uma tarefa que exige esforço, pois mesmo sem querer você acaba "obrigado" a alimentá-lo com "posts".
Procuro ser o mais seletivo possível e tento fazer atualizações em prazos não muito longos, de forma que os seguidores não percam o vínculo com a "instituição" Rapadura Biker.
Dentro desse espírito democrático que permeia o blog é que venho solicitar a contribuição de todos para ampliar as nossas postagens. A ideia é a seguinte: Se você tem alguma coisa interessante relacionada com o nosso ciclomundo e deseja compartilhar, mas por algum motivo não dispõe de tempo para tanto, manda para as minhas caixas postais: bdlima4.0@pop.com.br ou beniltondelimasouza@yahoo.com.br que terei o maior prazer em publicar no blog do Rapadura, atribuindo ou não os créditos (você quem decide se o seu nome deve aparecer). Acredito que essa é uma forma de incentivo ao ato de escrever, bem como um modo de possibilitar aos outros o compartilhamento de um fato marcante de nossa(s) vida(s).
Aguardo cartas.
P.S.: Quem sabe não vai rolar uma surpresa para quem enviar material.

Pedalando na Natal de antigamente

Caros seguidores:
Navegando nos mares profundos da Net encontrei um excelente artigo do Professor Geraldo Batista (lembram dele na COMPERVE) relatando seus amores pela "magrela". Compartilho com vocês: http://www.riototal.com.br/coojornal/geraldobatista007.htm

Geraldo Batista  

Minhas bicicletas

Peço permissão aos meus pacientes leitores para falar de algumas lembranças de antigamente que ficaram impregnadas na alma desse menino grande como se minha infância tivesse durado até hoje. Foi assim a história de minhas bicicletas.
Quando menino, no meu pequeno Acari, vivia dizendo a Dona Amélia, minha mãe, que um dia ainda compraria uma bicicleta.

- “Menino, deixe de sonhar, bicicleta é para menino filho de gente rica.”

Quando vim morar em Natal, continuei alimentando aquele sonho. Via com tristeza nos olhos os rapazes de minha idade passeando de bicicleta, fazendo bonito diante das meninas. Aquilo me dava uma inveja dos diabos. Comecei, então, a trocar o sonho por um projeto. Parecia até coisa da SUDENE, a rainha dos projetos e das ruínas.

Fui à luta trabalhando duro na tipografia do Abrigo Melo Matos. Fazia extra nos sábados, nos feriados e à noite quando entrava de férias do colégio. No carnaval de 1956, trabalhei todos os dias e completei o dinheiro para comprar uma bicicleta de segunda mão de um rapaz que havia comprado uma motocicleta, como se chamava moto naquele tempo. Era uma bicicleta sueca. Tinha até os raios de inox e freio contra-pedal. Um luxo. Parecia até que tinha conseguido uma nova namorada, coisa muito rara para um jovem que morava no Abrigo Melo Matos. Quando eu dizia a uma garota que morava no Abrigo, invariavelmente levava um fora. Mesmo assim, nunca neguei o meu endereço, pois sabia que a mentira tem pernas curtas.

Como sempre tive um bom preparo físico, desafiava os velhos ônibus que subiam resfolegando as ladeiras da cidade. Nos feriados, saía de Petrópolis com meu colega Paulo Gurgel e ia chupar manga no sítio de Dona Adélia, na atual Rua Nascimento de Castro, que nem nome tinha na época, pois a cidade terminava na Avenida 15. O sítio ficava lá no fim do mundo, onde hoje funciona uma universidade particular.

Usei a velha bicicleta até vendê-la por quase nada e comprar uma Lambreta. Sou da geração que cantava “Hoje tenho uma lambreta para ver o meu amor.” Como os leitores podem perceber, sou do tempo em que havia músicas de carnaval, atualmente, mortas e sepultadas pela famigerada “Axé music”.

Depois entrei na moda de correr pelas ruas. Fundei, juntamente com alguns malucos, a Associação dos Corredores de Rua de Natal.

Em outubro de 1980, parei de correr. Comprei uma Caloi e passei a pedalar de madrugada. Um verdadeiro vício. Um dia, fiz uma extravagância e comprei uma Cadex, o topo de linha na época. Durante o veraneio de 2000, um garoto levou minha bicicleta. Batei-me uma tristeza como se tivesse perdido uma namorada. Devido a alto do dólar, contentei-me com outra mais modesta.

Em junho de 2005, seguindo o conselho do meu urologista, aposentei a bicicleta e passei a caminhar e a correr com a “mundiça” do Bosque dos Namorados. Mas fiquem certos de que guardo pela minha bicicleta uma certa roedeira de quem perdeu um grande amor. Por isso, ela continua na família para eu poder pelo menos olhar para ela de vez em quando.

E essa “mundiça”?. Isso é outra história. Fica para um futuro encontro com os leitores.




(23 de dezembro/2006)
CooJornal no 508

Geraldo Batista
bacharel e licenciado em História, professor e escritor
Natal, RN
geraldo@concursos-rn.com.br
geraldo@talento-rn.com.br

27/06/2011

Trilhas Juninas em Bananeiras-PB

Foram quatro dias, três trilhas e muito forró pé de serra.
Na quinta-feira (23/06/2011) a cidade estava bastante agitada e as pessoas ainda estavam chegando e se acomodando. Nesse dia fui juntamente com Claudia Celi realizar uma trilha leve de aproximadamente 13 Km, saindo do condomínio e seguindo pela estrada de terra no rumo da Chã do Lindolfo. Fomos no rumo de Solânea e antes da bifurcação do Bar do Buraco entramos à esquerda passando por dentro do condomínio Yes Banana e saindo por trás do condomínio Serra Nevada. Aqui paramos para fotos e desfrutamos de um lindo visual, possibilitando uma visão geral de Bananeiras. Descemos uma intensa ladeira e saímos dentro da Universidade. Pedalamos dentro do estabelecimento de ensino e seguimos em direção ao centro da cidade. Uma pequena parada para cafezinho e água na casa dos pais de Naldo, Dona Deusinha e seu Edvaldo. Nos despedimos e seguimos o trajeto enfrentando a famosa ladeira do "para veio", cujo nome já diz tudo. De volta ao lar foi a vez de receber os amigos vindos de Natal. A noite chegou e fomos apreciar a festa na rua. Muita gente teve a mesma iniciativa e por tal motivo a festa perdeu um pouco do seu brilho. Fui embora cedo e soube que Jorge de Altinho somente apareceu por volta das 03h00min. Se o povo falar, falar, nem ligue...
Na sexta-feira quem ficou de aparecer foi Fernando Amaral, mas soube que foi até tarde no forró e acabou levando falta. Saímos Claudia Celi e eu até o local em que ficaram hospedados os amigos de Natal. Ali encontramos Neide do Gás e Luciano Cambraia, que a partir de hoje também passa a ser conhecido como Luciano Chumbinho (explico já). A trilha do dia tinha que ser especial, seja pelo fato de tratar-se da inauguração da bicicleta de Neide, seja pelo fato de que Luciano tava na maior secura para tirar uns "retratos" e levou uma máquina cuja lente precisou de uma mochila somente para guardá-la.
A minha escolha foi a Trilha dos Tropeiros, saindo de Solânea e seguindo pela parte de trás de Bananeiras. No começo foi tudo uma maravilha, mas não demorou muito e acabou a estrada, começando um "single track" irado. Quando passei da outra vez por lá era período de seca e a trilha permitia pedalar legal, testando a suspensão e os freios da bicicleta. Desta feita o inverno chegou com força e o mato tava fechado, de forma que o "juremal" tava terrível. Foi arranhão pra caramba e em muitos trechos tivemos que empurrar as bicicletas. Claudia Celi reclamou mais que funcionário em greve do Estado do RN. Neide do Gás tava com o maior cuidado para não arranhar a bicicleta, preferindo arranhar a própria pele. Luciano só fazia rir e em determinado momento foi batizado com o apelido de Chumbinho, pois sofreu uma queda e quando chegou ao solo já foi estalando, ou seja, foi um verdadeiro festival de peido. Quando as juremas deram uma trégua chegamos a um lajedo na parte mais baixa da trilha e ali retomamos o caminho em estrada de barro. Começou então o trecho de subida de volta até Bananeiras e para compensar os arranhões da trilha sugeri uma descida até a cachoeirinha, que tem uma vista deslumbrante do vale. Fiquei do lado de fora esperando e tomando conta das bicicletas e os três foram fazer uma sequência de fotos e voltaram maravilhados com a beleza do lugar. Continuamos subindo e chegamos finalmente a um barzinho de beira de estrada onde fizemos a farra com um guaraná estupidamente gelado e um pacote de bolacha cream-cracker. Agora era só chã e logo chegamos em casa para degustarmos um bom caldo de feijão preto, com macarrão e farofa. Não demorou muito e chegou seu Cuca com a galera de Natal (uma turma extremamente animada e bonita). Descemos até o clube do condomínio e ficamos no pé de serra até a hora do sanfoneiro ir embora. Quem já nos aguardava era o Ministro Afonso Bial, que desta feita deixou a bicicleta repousando em Natal.
Chegou o sábado e Fernando Amaral apareceu lá em casa relativamente cedo. Veio todo arrumado e disposto a pedalar. Não demorou muito e chegou Neide, também pronta para encarar mais um dia de pedal. Em pouco tempo Claudia Celi já estava arrumada e seguimos para um novo percurso. Optamos pela trilha do Bar do Buraco, passando em frente ao Hotel Eco Spazio. Mais uma vez passamos na Universidade e entramos na cidade para comprar um remédio. Já era tarde e resolvi voltar com Claudia, ao passo que Neide e Fernando seguiram a trilha até o Lajedo Preto, passando pelo túnel.
No final da tarde foi a vez do Forró do Grilo e mais uma vez somente saímos na vassoura.
Chegou a noite e descemos para a festa na praça. Amazan chegou pontualmente e deu um show. Todo mundo animado e satisfeito. É hoje que eu só chego amanhã!!!
Confiram algumas fotos minhas e aguardem os retratos de Luciano Chumbinho:















20/06/2011

Como aumentar a vida útil de seu câmbio

Encontrei uma dica interessante acerca de como aumentar a vida útil do câmbio da bicicleta e como sempre estou compartilhando com vocês.

Não deixem de visitar o blog que forneceu a dica: http://www.bikedicas.blogspot.com/

COMO AUMENTAR A VIDA ÚTIL DE SEU CÂMBIO.

   Como qualquer outra peça móvel da bicicleta, para ter um correto funcionamento, os câmbios necessitam estar  limpos, regulados e lubrificados.

   Além destes cuidados básicos, a observação de um outro simples detalhe pode aumentar muito a vida útil de seu equipamento.
   O funcionamento de um câmbio é baseado na força de molas que deslocam a correia para determinado sentido, então quanto menos resistência estas molas sofrerem, maior será a durabilidade do produto.
   Em um câmbio traseiro existe uma mola que puxa o braço do câmbio, por  onde passa a corrente, em direção ao lado externo da bike (nos câmbios invertidos o sentido é o contrário). 
   Sempre que utilizamos uma marcha mais leve, o braço do câmbio traseiro fica mais para dentro, próximo da roda da bike, posição em que a mola que puxa o câmbio para fora está mais tensionada (fotos 2 e 3).

  

   Quando utilizamos uma marcha mais pesada, o câmbio traseiro fica com seu braço mais para o lado externo da bike, afastado da roda traseira. Nesta posição a mola que puxa o câmbio para fora sofre menos tensão, ficando em uma posição "mais relaxada" (foto 4 e 5). 

 
  
  Como infelizmente nossas bicicletas permanecem mais tempo paradas do que sendo utilizadas, se deixarmos o câmbio traseiro na marcha mais pesada (foto 4) quando não estiverem em uso, a mola sofrerá menos tensão e um menor desgaste, dando ao câmbio uma vida útil infinitamente maior.
  Salientamos que seu câmbio for de mola invertida, o raciocínio é ao contrário, devendo permanecer o maior tempo possível em uma marcha leve conforme a foto 2. 
   Esta regra também é aplicável ao câmbio dianteiro. Ao contrário do traseiro, a mola do dianteiro empurra o câmbio para o lado de dentro da bike, em direção à coroa menor (foto 6).

                                     
   Sendo assim, para aumentar a vida útil de seu câmbio dianteiro, quando a bike não estiver sendo utilizada, é  necessário deixá-lo o mais para dentro possível, com a mola sem tensão, posicionado na coroa menor (mais leve), conforme a foto 7. 


                                                         
  

Pedal da Lua Cheia: 16 de julho de 2011

Dia a lenda que nas noites de lua cheia uma "lobisoma" vagueia pelo litoral norte das terras potiguares, correndo e saltando feito uma louca em busca do seu companheiro lobisomem que há muito se foi. Muitos são os relatos sobre a criatura. Alguns afirmam que ela tem uma acentuada protumberância na caixa peitoral, pernas tão grossas feito tronco de baobá, pelos multicores espalhados por toda região corpórea e um rabo que deixa dragão de Komodo no chinelo.
Como ciclista não tem medo de nada é que saíremos no dia 16 de julho de 2011, às 22h00min, da Praça Augusto Leite, no Tirol, em Natal-RN, no rumo da Praia de Touros, pedalando sob a luz da lua e dispostos a enfrentar a fúria da "lobisoma". Ao invés da bala de prata levaremos o alumínio de nossas magrelas. Em substituição a foice nova levaremos o canivete multiuso. Para alumiar as fuças da "bicha" estaremos munidos de lanternas e para confundi-la à distância levaremos pisca-piscas e roupas com cores claras e chamativas.
Esperamos não ter que enfrentar a criatura, mas se necessário for estaremos prontos para o embate e com certeza faremos um churrasquinho diferente.
Se você acredita em lendas, não tem medo do improvável, gosta de pedalar, curte uma boa companhia, tem insônia ou não tem o que fazer na madrugada do dia 16 para 17 de julho, pule de dentro dessa rede mofada e venha pedalar conosco

17/06/2011

Como nasce uma estrela...

No próximo domingo (19/06/2011) é o aniversário de Neide, integrante da Bicicletada, Bike Tirol, Rapadura Biker e quantos mais grupos de ciclistas existam.
Neide foi uma das mulheres que nos acompanhou em diversos trechos da Viagem do Elefante e somente não concluiu todo trajeto em razão de questões profissionais.
É uma pessoa de sorriso fácil e que tem energia suficiente para iluminar uma cidade com aproximadamente 10.000 habitantes. Revelou-se uma pessoa bastante solidária e tem um papel primordial no Movimento Bicicletada, funcionando como um fiel da balança. Não é à toa que os meninos a chamam de "mãe".
Pois bem, no dia do pedal para Barra de Cunhaú Neide revelou que o seu sonho era ser acrobata, mas teve a carreira truncada por uma dessas coisas que acontecem na vida e que não tem explicação.
Bastante emocionada e muito provavelmente inspirada pelo clima tropical de Barra de Cunhaú Neide resolveu demonstrar os seus dotes acrobáticos, ensaiando a execução de uma "estrela", que também pode ser chamado de "meia-sola de tríplice mortal carpado". A exibição foi registrada em vídeo e em homenagem a aniversariante vamos compartilhar com vocês:

Dica de filme: "antes que o mundo acabe".

Compartilho com vocês mais um filme que descobri sem querer nas minhas andanças.
O título é "antes que o mundo acabe" - a descoberta de que o mundo é muito maior do que a gente pensa. Trata-se de mais uma boa produção nacional, que não deixa nada a dever aos "enlatados" que invadem nossas telinhas e telonas todos os dias.
O enredo explora a vida de três adolescentes em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul, mostrando o quão complicada é essa fase da vida. O mais interessante é que a mobilidade urbana é abordada com bastante sutileza, de forma que você tem a forte presença da bicicleta em diversas cenas do filme. Não bastasse isso há também um enfoque acerca do mundo da fotografia, abordando o tema de uma forma poética e ativista. Para completar a tilha sonora é excelente e permite que você entenda o que se canta. Ademais, é possível visualizar as diferenças regionais do nosso imenso País, pois o filme explora bem o modo de falar próprio do povo gaúcho.
É um filme para ser visto com toda família, pois não contempla cenas de sexo explícito ou violência gratuita.
Recomendo e peço a quem já assistiu ou por acaso venha assistir que faça um comentário aqui no blog.
Segue a ficha técnica:
Diretor: Ana Luiza Azevedo
Elenco: Pedro Tergolina, Eduardo Cardoso, Blanca Menti, Janaina Kremer, Mauro Grossi.
Produção: Ana Luiza Azevedo
Roteiro: Paulo Halm
Fotografia: Jacob Solitrenick
Trilha Sonora: Leo Henkin
Duração: 102 min.
Ano: 2009
País: Brasil
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Casa de Cinema de Porto Alegre
Classificação: 10 anos

15/06/2011

Mais um "causo" do Rapadura.

Quem me contou não pediu segredo, mas por razões de ética blogacional vou nominar o protagonista do "causo" de Forrester Gump, deixando ao critério do leitor descobrir de quem se trata. Asseguro, no entanto, que é ciclista e que já pedalou conosco algumas vezes.
Foi assim: O cara saiu de casa pra procurar uma Puma GTB em uma cidade do interior nas proximidades da Capital. Não foi sozinho e chegando no local marcado o pretenso vendedor da Puma GTB demorou a aparecer. Para não perder a viagem Forrest começou a tomar umas cangibrinas e o tempo foi passando. De repente passou de meio dia e o vendedor do carro não deu o ar da graça. Chegou o final da tarde e nada do infeliz. Resultado: Forrest voltou pra casa e chegou mais melado do que pau de galinheiro. Foi direto pra cama e entregou-se aos braços de Morfeu.
Acordou por volta das 19h00min e foi logo perguntando se a mulher já estava pronta, pois tinham sido convidados para uma festa junina na granja de um amigo em Macaiba-RN. A mulher quando olhou para Forrester foi logo dizendo: "Eu mesmo não vou pra lugar nenhum, pois quem gosta de bêbado é dono de bar...Continue dormindo que é o melhor que você faz".
Forrester não aceitou a negativa da mulher e disse que ia sem ela, mas a mulher (muito cuidadosa e ligeira) tratou de esconder as chaves do carro, deixando Forrester feito um doido dentro de casa.
Quando a mulher achou que tinha vencido a batalha, eis que vem a surpresa: Forrester vestiu uma camisa quadriculada e uma calça us top, montou na bicicleta e seguiu seu rumo para Macaiba-RN. No caminho ainda tomou umas duas e chegou na festa por volta das 21h00min, sem um pingo de suor, pois o frio era grande. Aproveitou a festa, tomou todas e veio embora de carona, deixando sua bicicleta no local.
Diz a lenda que até hoje a sua bicicleta continua em Macaiba e de fato desde o dia do ocorrido eu não vi mais Forrester pedalando entre nós.
Ganha uma rapadura que adivinhar a verdadeira identidade de Forrester.

14/06/2011

De bicicleta na Câmara Municipal de Natal

Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido" (Constituição da República do Brasil).


Hoje o movimento dos ciclistas do Rio Grande do Norte marcou mais um ponto.
Tudo foi organizado em pouco tempo, mas nada impediu que em plena noite de segunda-feira mais de 100 (cem) ciclistas vindos de todas as partes da cidade "invadissem" de forma ordeira e pacífica o Palácio Frei Miguelinho, prestando solidariedade ao grupo de ativistas que ali estão acampados em busca de um objetivo comum: transparência na administração pública de nossa querida cidade do Natal.
O que ensejou o deslocamento de tantos ciclistas (ACIRN, Bicicletada, Bike Tirol, Rapadura Biker, Mundial Ciclo, Satélite Bike, Santana e outros que pedalam sozinhos) foi um sentimento de solidariedade e de apoio a uma causa que atende aos anseios do povo.
Ninguém melhor do que o ciclista para reconhecer o quanto nossa cidade vem sendo abandonada. Somos testemunhas oculares da má conservação de nossas ruas e do passeio público. Protagonizamos todos os dias as agruras de um trânsito caótico e que somente objetiva arrecadar fundos por intermédio de multas questionáveis. Vivenciamos as agonias dos que necessitam dos serviços básicos de saúde pública e são abandonados em corredores ou filas intermináveis. Sabemos por meio da mídia e dos reclamos dos ciclo-professores que a educação continua capenga e sem valorizar os seus profissionais e os alunos.
Por tudo isso e muito mais é que tiramos os nossos capacetes e óculos e resolvemos mostrar a cara, como aliás deveriam fazer os nossos governantes.
Se somos obrigados a exercer o direito de voto, devemos também ter a obrigação de exercer o "desvoto". Se a população foi às urnas e elegeu alguém que esqueceu seus compromissos, essa mesma população tem a obrigação de vir às ruas desconstituir o seu ato, exigindo que o mau governante volte para o lugar de onde veio e do qual nunca deveria ter arredado o pé (ou será a pata?).
Ciclista não quer somente ciclovias, pois antes de tudo somos cidadãos. Queremos o pacote completo: saúde, educação segurança, probidade e acima de tudo o direito de reinvidicar, sem que a polícia necessite ser acionada para retirar o cidadão de sua própria casa.
Se você pedala e por algum motivo justo não compareceu ao "ato ciclístico reinvidicatório" de hoje, não desanime. Estamos apenas começando. Muitas lutas ainda serão travadas e precisaremos utilizar todas as marchas para vencer os obstáculos.
Ciclovias já!!! Probidade administrativa para ontem!!!