24/05/2013

Encontro dos Pedais 2013: Juripiranga-PB.


 "O município de Juripiranga tem uma área de 122 Km². Fica situada na micro-região Agro-Pastoril do baixo da Paraíba. Sendo seus limites: Itabaiana (12 Km), Pilar (18 Km), São Miguel de Taipú (21 Km), Pedras de Fogo (14Km) e Itambé-PE (14Km).
 A cidade fica distante do município de João Pessoa, - Capital do Estado da Paraíba cerca de 64 Km, e de Recife Capital do Estado de Pernambuco 107 Km -.
 O estabelecimento humano está dividido pela fronteira estadual em duas partes: de um lado está Juripiranga/PB com categoria de Município e do outro está Ibiranga com categoria de Vila pertencente ao município de Itambé/PE." (http://www.cmjuripiranga.pb.gov.br/historia/historia-cidade).

ENCONTRO DOS PEDAIS 2013 - JURIPIRANGA/PB

1º DIA:

No dia 18 de maio de 2013 uma representação (Alex França, Bené, Benilton, Fabinho Bom Todo, Sargento Josias e Sérgio Teda) seguiu no rumo da Paraiba com a finalidade de representar o grupo no tão esperado Encontro dos Pedais, organizado pelo JuriBike.
No local da concentração quem apareceu foi o Cabo Dantas, integrante do Rapadura Biker que se encontra sob investigação por suspeita de deserção. Veio com as desculpas de emprestar uns radios a Fabinho e pretendendo receber o manto sagrado do Rapadura. Pra sorte dele o seu "adevogado" estava presente, Doutor Bené, que fez um pedido de urgência e conseguiu a liminar para a entrega das camisas. 
Saímos de Natal-RN por volta das 15h30min e por dois motivos escolhemos seguir pela BR 101: o primeiro, muito óbvio, é o fato de ser uma rodovia duplicada, permitindo maior mobilidade. O segundo, por razões de segurança "privada", pois Fabinho Bom Todo estava acometido de uns desaranjos e a possibilidade de encontrarmos banheiros disponíveis na BR 101 é com certeza bem maior.
Por incrível que pareça o chá de cortiça receitado por Doutor Bené (ginecologista de plantão nesse final de semana - escala vermelhíssima)  na saída de Natal surtiu efeito, pois Fabinho somente parou em Mamanguape para fazer um "download", tendo descido do carro com três pacotes de papel higiênico neve, cada um com 40 metros. Voltou todo sorridente, somente com os cilindros dos papelões nas mãos.
Deixamos Mamanguape e logo na saída apareceu um Voyage 82 que emparelhou com o carro de Fabinho e chamou pra briga. Não sei se pelo fato de ainda encontrar-se recuperando dos "downloads", mas o fato é que o Voyage passou igual um foguete, deixando no ar um cheiro forte de querosene e gás de cozinha.
Já estava anoitecendo quando chegamos em Pilar-PB. A placa indicava uma distância de 13 Km de Juripiranga. No início a estrada (em obras) estava uma beleza, mas quando faltavam uns 3 Km nos deparamos com um "barro de loiça", daqueles que os carros rebolavam mais do que dançarina do Calypso. Foi um momento Off-Road que não estava na programação. Dentro do carro o Sargento Josias torcia para o carro atolar, pois estava doido pra colocar os pés na lama.
Entramos na cidade e fomos buscar nossa "pousada". Procuramos e não encontramos. Liguei então para Dona Marinalva e ela marcou um ponto de encontro: "estou de moto esperando em frente a igreja". Fomos ao local e a mulher já estava esperando, com a moto ligada. Saímos no encalço dela e começamos a sair da cidade. Dentro do carro a expectativa era grande. Em pouco tempo avistamos de longe a nossa "pousada" e as nossas suspeitas se concretizaram. Tratava-se na verdade de um motel com o singelo nome de "Pousada Afrodite". O muro todo vermelho, lembra muito o antigo "Panelão", um dos mais tradicionais cabarés de Mossoró. Estacionamos na garagem típica de motel, com direito a cortinado e tudo mais. Adentramos o quarto e nos deparamos com uma enorme cama forrada com lençóis brancos e adornada com toalhas vermelhas em forma de coração. Não bastasse isso encontramos um kit de boas vindas, contendo chocolates, camisinhas, todo tipo de óleo lubrificante e um substancioso "maranhão" verde, imediatamente apelidado de Incrível Hulk. O banheiro no estilo "meia-parede", de forma que logo estabelecemos a regra: quem quiser cagar vai no mato.
Feito o "chek-in" e depois de cada um pegar o seu colchão, coube a cama de casal aos irmãos do grupo (Bené e Benilton), acostumados a dormir de beliche desde à época da novela Irmãos Coragem. Convencionamos que seria mais seguro assim, pois se acontecesse algo de anormal, estaria tudo em família.
Seguimos então para o local de entrega dos kits e nos posicionamos de forma estratégica de modo a ver todo o movimento da cidade. O cardápio do jantar foi estrategicamente escolhido pelo "chef de cuisine" Bené, optando por algo leve e rico em carboidratos: um suco de "Matuta", cabeça de galo e espetinhos de preá. Tudo muito bom e barato.
Aos poucos os diversos participantes do pedal foram chegando e tivemos a oportunidade de encontrar/reencontrar com colegas de João Pessoa, Guarabira, Solânea, Bananeiras, Santa Luzia e outras cidades.
Em frente ao local escolhido por nós iniciou uma apresentação cultural, seguida de um trio de forró. Era muita gente e a cidade estava em festa.
Recebemos nossos kits, nos juntamos ao Rapadura Marcelo Meireles (um misto de Guará da Serra e Rapadura Biker) e com a delegação de Bananeiras (Fernando Amaral, Vanderleia, André, Chico do Gás e outros). 
O forró continuou, mas optamos por voltar ao "motel" e dormir para acordar cedo. 
A dormida superou as expectativas e com menos de três minutos de apagadas as luzes já tinha gente roncando. Durante a madrugada escutou-se um barulho de passos dentro do quarto. Uns dizem que era alguém procurando um chocolate Diamante Negro, outros alegam que era algúem procurando saber se o Incrível Hulk continuava no mesmo estado ou se tinha voltado a ser David Banner.

2º DIA: HORA DE PEDALAR DOIDÔÔÔÔÔÔÔÔÔ

Às 04h50min o Sargento Josias tocou alvorada. Devagar fomos levantando e iniciando os preparativos para nosso desafio.
No horário marcado já estávamos no local do café da manhã e como chegamos cedo sequer enfrentamos fila. Comida farta e tudo dentro do padrão.
Nos juntamos aos Rapaduras Júnior Câmara e Odete Mel (adida cultural do Rapadura Biker em João Pessoa e Souza), trocamos ideias e tiramos alguns "retratos".
Logo o local ficou tomado por ciclistas e suas bicicletas. As cores da camisa formaram um belo painel.
Por volta das 07h00min teve início o pedal. Deixamos a cidade sob os olhares de populares estupefatos e felizes. A quantidade de bicicletas era tanta que mal dava pra enxergar a ponta do pelotão. 
Deixamos a zona urbana e já adentramos os canaviais, começando a subir. O tempo estava úmido e a brisa era por demais agradável.
Depois da subida aproveitamos para reagrupar, mas percebemos que seria complicado manter todo mundo junto. Em menos de 5 Km percorridos já não encontramos mais alguns colegas. Ficamos despreocupados pois a equipe de apoio estava sempre presente, de motocicleta ou de carro. 
Iniciamos a descida da usina e o barro estava molhado e muito escorregadio. Nesse ponto me arrependi profundamente de não ter levado minha GoPro, pois o Sargento Josias entusiasmou-se e "botou pra descer". Deu uma derrapada, foi ao chão, mas levantou-se mais rápido do que The Flash, já subindo na bike e continuando o trajeto. Um casal que assistiu a "aterrisagem" indagou a Alex França se ele não ia fazer nada para ajudar o amigo, obtendo como resposta: "eu não, vai que é uma simpatia". O fato é que o Sargento Josias não teve nenhum empeno, muito menos na bicicleta. Ficou, entretanto, muito chateado por não ter sido filmado, pois queria usar a imagem pra mostrar como foi seu batismo ao Cabo Dantas.
Depois da usina pegamos um pequeno trecho de asfalto e chegamos a cidade de Camutanga-PE e passamos no meio da feira. Fiquei me coçando pra comprar uma camisa no estilo Agostinho, mas sabia que chegando em casa a briga ia ser grande, principalmente com a minha personal style, Amanda Lima.
Logo na saída da cidade encontramos mais um ponto de hidratação, com água, gelo e frutas abundantes. O mais importante é que sempre tinha alguém do JuriBike com um sorriso e pronto para ajudar.
Seguiu-se um dos trechos mais bonitos do trajeto, com uma paisagem incrivelmente verde, açudes cheios e gado gordo. Uma placa indicou que estávamos dentro dos limites de Itabaiana-PB e de imediato lembrei do conterrâneo Jessier Quirino e sua "Paisagem do Interior". Com certeza ele passou por ali antes de parir o poema.
Atingimos os 20 Km e paramos para esperar Bené. O tempo foi passando e nada do homem chegar. Apareceu Marcelo Meireles e disse que ele tinha sido visto pela última vez querendo saber quem foi o "filho da p..." que disse que não tinha mais subida. Quando soube que fui eu, refez a pergunta, provavelmente por lembrar que temos a mesma mãe.
Finalmente Bené chegou. Vinha com cãimbras até na garrafinha. Disse logo que não pedalava mais pra ninguém. Falei com Hellen Evelyn (essa só queria saber de dirigir um carro vermelho e pelo jeito não vai mais pedalar) e ela conseguiu uma vaga na carro. A partir de então passou a ser expectador e toda vez que passava por nós a vaia comia, de ambos os lados. Disse-me depois que pelo jeito Hellen aprendeu a dirigir com Neide do Gás, pois passava nos buracos com a velocidade da luz.
Voltamos por Camutanga e dessa vez resolvemos imprimir um ritmo mais rápido. De repente passou um magrinho de Sapé por nós e nem olhou de banda. De imediato olhei para o Sargento Josias e disse: "esse cabra não conhece o Rapadura Biker? Passa no meio e não pede nem licença". O Sargento respondeu: "vamos buscar o homem e dizer a ele que lá em nós também tem abacaxi". Subimos os "corões", apertamos os "cintos de castidade" e fomos atrás do Magrinho, alcançando-o em pouco tempo. Conversamos e surgiu um convite para pedalar em Sapé-PB.
Quando já tínhamos Juripiranga ao alcance dos olhos apareceram dois "elementos" que passaram por nós e novamente não deram nem bom dia. Desta feita o Sargento não esperou nem o comando, foi em cima e logo alcançou os cabras.
Chegamos às 11h10min, tiramos fotos no pórtico da cidade e depois na igreja matriz. Reagrupamos e fomos ao "motel" para pagarmos a conta e nos despedimos do Hulk.
Depois de arrumados e cheirosos seguimos para o local do almoço - Casa de Campo - um hotel instalado onde outrora foi um engenho. Local muito bonito e agradável. A organização fechou com chave de ouro o evento, pois o almoço foi muito bem servido e a banda de forró era de primeira. Levaremos ótimas lembranças do lugar e uma coisa nos chamou a atenção. Lembram que na Viagem do Elefante conseguimos encontrar uma coca-cola por R$ 7,00? Pois o recorde foi quebrado. Na Casa de Campo pagamos R$ 10,00 e teve até quem guardasse um pouquinho de lembrança.
Foi seguramente (e essa opinião ouvi de todos do grupo) um dos melhores pedais que participamos. O trajeto muito diversificado e possível de ser cumprido integralmente. Equipe de apoio sempre presente e solícita. Uma cidade acolhedora e com pessoas simpáticas.
Parabéns ao pessoal do JuriBike, especialmente a LUCAS MARINHO, HELLEN EVELYN e ERALDO pela atenção desde a inscrição até a despedida no almoço. Encerro deixando algumas fotos e afirmando: quem perder o próximo Encontro dos Pedais em Juripiranga é no mínimo DOIDÔÔÔÔÔÔÔÔÔ.
Concentração: Bom Todo, França, Teda, eu, Josias, Bené e Cabo Dantas.

Resort é para os fracos,

Café da manhã: uma parte.

A coca de 10 contos,

Ainda o café.

Josias após a queda.

Parte dos Rapaduras.

A Rapadurada toda.

No hotel do almoço.

Bené: de ciclista a caga-lona.

Visão geral da concentração do pedal.

Bené com fastio.

Josias mostrando que não empenou nada.

Com seu Manuel, motorista da ambulância.

Paisagem do interior.

Verde que te quero verde.

Posição Rapadura.

Mais uma missão cumprida.
Kit de boas vindas: destaque para o Hulk. Ecologicamente correto.