23/09/2016

Rapaduras no Circuito do Vale Europeu em Santa Catarina - 2ª Parte

POMERODE-INDAIAL - 48 Km - Dia 11 de setembro de 2016

Após o café da manhã e a tradicional foto na saída do hostel, subimos nas bicicletas e voltamos até às proximidades da entrada da cidade, pois ali fica a placa sinalizando o início do segundo dia. Também fizemos o devido registro fotográfico, deixando a zona urbana com um sentimento de ter de voltar algum dia para conhecer melhor a simpática Pomerode.
Saída do Hostel Stettin.

Placa sinalizando o início do 2º dia.

O clima estava propício para pedalar e seguimos pela estrada de barro. Apesar de ser manhã de domingo as pessoas estavam trabalhando normalmente e sempre respondiam gentilmente aos nossos cumprimentos.
As primeiras subidas surgiram e foram transportas sem muito esforço. Em alguns trechos alguns desciam e empurravam. Faz parte.
O trecho é bem sinalizado, praticamente margeando um rio e é muito gostoso pedalar ouvindo o som da água corrente. Quando chegamos no ponto mais alto e antes de iniciarmos a descida fizemos uma parada para reagrupar, lanchar e beber uma água.
Teve até quem subisse empinando.

Sinalização padrão.

A água sempre ao nosso lado.

Hora do recreio.
É muito comum o encontro entre cicloturistas durante o Circuito. Nesse ponto encontramos alguns em sentido contrário e dois (Mato Grosso e Goiás) no mesmo rumo nosso.
Começamos então uma descida e logo tivemos a notícia de Patrícia tinha entrado numa vala, perdeu o equilíbrio e beijou o solo sagrado catarinense. Rapidamente a equipe médica (Paulo e Jodrian) examinaram a situação e concluíram que nada grave aconteceu, sempre sob o olhar atento do Professor Carlson. Após o atendimento cheguei perto para ver se estava tudo bem e ouvi a seguinte pérola de Patrícia: "Benilton me desculpe!". Indaguei por qual motivo e ela disse: "porquê eu cai". Foi estabelecido o primeiro bordão da viagem e acrescido mais um artigo ao nosso regimento: "em caso de queda do ciclista, desde que sobreviva, fica obrigado a pedir desculpas".
Seguimos o trajeto e logo alcançamos um simpático estabelecimento comercial, cujo nome na placa nos chamou a atenção. Paramos, invadimos literalmente o lugar, fizemos sanduíches e tomamos algumas cervejas pretas. Aproveitamos para conhecer uma pista de bocha, esporte muito comum na região. Nesse momento conhecemos Márcia, ciclista paulista que vinha sozinha e já havia recebido a informação lá atrás do nosso grupo. A partir de então ela nos acompanharia até a entrada do Zinco.
Bar já conhecíamos, mas cancha...

Seu Kuka arrumando as bicicletas.

Nosso representante da International Federation of Bocha dando uma conferida na pista

Momento da chegada de Márcia.

Nossos jogadores de bocha disfarçados para evitar tumulto.
Pedalamos um pouco e logo alcançamos o asfalto, atravessando a rodovia e fazendo uma parada em uma loja de conveniência para carimbarmos os passaportes. A essa altura o sol surgiu com força e iniciamos um trecho de subida, exigindo um certo esforço do grupo.
Novo trecho de descida e aqui é importante muito cuidado, pois a empolgação pode fazer com que você não observe a seta amarela sinalizando a entrada à esquerda. 
Nas proximidades de Indaial tem uma ponte e ali nos reunirmos para entrarmos juntos até o ponto sinalizado do término daquele dia. Fomos até o local, fizemos o registro fotográfico e nos dirigimos ao Hotel Indaial, local reservado para hospedagem. Apesar de não ficar no centro da cidade o hotel tem a vantagem de ser ao lado de um supermercado, permitindo assim facilidade no abastecimento de água e lanches.
Descidas empolgantes, mas exigem muita atenção.

Ponte em Indaial.

Mais um dia pra conta.

O calor pediu o chapéu de vaqueiro.

Nossa hospedagem em Indaial.
Como era domingo, resolvemos ficar no hotel. Compramos umas cervejas, uns vinhos, uns queijos, umas linguiças e fizemos a festa.

INDAIAL-RODEIO - 30 Km - Dia 12 de setembro de 2016

Tínhamos em mente que esse seria o dia mais tranquilo do Circuito, pois as subidas dariam uma trégua.
Devidamente abastecidos, saímos pelas ruas da cidade em direção ao ponto de partida do terceiro dia. Passamos por debaixo da ponte e seguimos inicialmente pelo asfalto e logo a seguir por um calçamento terrível.
Placa convidativa.

Sorry Benilton!!!
O nome do Bairro é Warnow e a arquitetura do lugar é muito linda. Nesse ponto é interessante prestar atenção pois existe a indicação de uma entrada à direita (700 metros) para visitar a ponte pênsil. Como o trajeto do dia é muito tranquilo, vale à pena ir até o local, atravessar a ponte e voltar ao trajeto. Logo adiante temos que transpor mais uma ponte de madeira coberta.


Casal de periquitos na ponte.

A ponte é utilizada normalmente por carros, bicicletas e pedestres.

Construções lindas.

Adoro uma casa velha.


O trecho seguinte é passando por fazendas e a estrada é muito tranquila, exceto por um ou outro motorista mais apressado.
Antes que você perceba já chegou em Ascurra e aqui você tem a opção de conhecer Apiúna, saindo 13 Km do trajeto. Na sinalização que indica a opção de desdobramento do caminho tem um supermercado na esquina, permitindo abastecimento e carimbo no passaporte.

Em Ascurra tem uma igreja muito linda e vale registrar uma foto nos seus degraus. Rapidamente você atravessa a cidade e vai encontrar o pórtico de Rodeio. Basta entrar um pouquinho à direita para fazer uma foto legal e depois continuar no trajeto.


Na chegada em Rodeio você já começa a perceber outra energia do Circuito. Aqui estamos deixando de lado as cidades maiores e entrando em Municípios que remontam as férias nas casas dos avós "no interior".
Fizemos o registro da chegada nas proximidades da Prefeitura e seguimos para o local de hospedagem: Cama e Café Stolf, uma hospedaria demasiadamente simpática e acolhedora. Somos recebidos por Marcelo Stolf, filho de Dona Irene e seu Dandi, que nos direciona aos quartos e nos orienta sobre local para almoço.



Depois do almoço (comida gostosa, franca e preço justo) fizemos um passeio pela cidade, tendo Paulo Cabral aproveitado para comprar pau de selfie, item que seria de muita utilidade doravante.
Fomo então visitar a "cascata" do Bairro Ipiranga e a Vinícola San Michele, situada no mesmo bairro. De início pensamos em ir pedalando, depois alguém sugeriu que fossemos caminhando e, finalmente, Marcelo Stolf apresentou a sugestão mais sensata: ele nos deixaria de carro e voltaríamos a pé. Aceitamos sem pestanejar.




Voltamos andando da Vinícola, cada um com uma garrafa de vinho e um pedaço de queijo. A noite optamos por ficar na hospedaria e de imediato Dona Irene nos arrumou uma mesa e cadeira. Tomamos todos os vinhos comprados e o único que escapou foi o que Fabinho comprou para tomar no aniversário da esposa Giulianna.
O terceiro dia tinha terminado.














22/09/2016

Rapaduras no Circuito do Vale Europeu em Santa Catarina

Caros Rapaduras:

Os dez anos do Grupo Rapadura Biker coincidiram com os dez anos de criação do Circuito do Valeu Europeu Catarinense e não poderíamos deixar passar a oportunidade de conhecer o lugar.
O roteiro elaborado foi de oito dias de pedaladas, de modo a possibilitar a todos integrantes concluírem todo o trajeto.
Formamos um grupo inicial de doze pessoas (Benilton, Cláudia Celi, Carlson, Fabinho, Helena, Jodrian, Kuka, Neide, Paulo Cabral, Patrícia, Rosana e Virgínia Cabral) e tratamos de escolher a data da viagem, fazendo em seguida as reservas das hospedagens e contratação do transfer entre o aeroporto de Florianópolis e Timbó, tudo com cinco meses de antecedência, pois depois da reportagem exibida pelo Globo Repórter a procura pelo Circuito teve um incremento. No meio da preparação tivemos o acréscimo do casal Railton e Lilian ao grupo, pois estavam com um viagem planejada de carro e aproveitaram a presença dos Rapaduras em terras catarinenses para a realização de um sonho de Railton, ao passo que Lilian acompanharia de automóvel.
O relato a seguir será bastante resumido, mas vou tentar apresentar as informações mais interessantes para quem desejar fazer o Circuito sem o apoio de guia ou agência especializada, como foi o nosso caso.
O primeiro aspecto a ser considerado é o tamanho do grupo. Quanto maior, mais difícil é a obtenção de hospedagem, mormente na parte alta, pois ali as opções são mais restritas. Em segundo lugar considero a questão de pedalar ou não com alforges. Se for uma viagem solo ou em dupla, certamente os alforges caem bem, entretanto, no caso do grupo o melhor é contratar um serviço de transporte de bagagens, alugar um carro ou, como no nosso caso, ter a sorte de contar com um participante acompanhando de carro. Um terceiro fator a ser considerado é a escolha da época do ano. Fomos na primeira quinzena de setembro (primavera), mas mesmo assim ainda enfrentamos um pouco de frio e chuva fina, principalmente nas primeiras horas da manhã.
Mais adiante vou postar quais foram nossos custos, servindo assim de referencial para quem pretende fazer o Circuito.
Vamos então ao relato.

NATAL-SÃO PAULO-FLORIANÓPOLIS-TIMBÓ - Dia 09 de setembro de 2016

Deixamos Natal na madrugada do dia 09/09/16, voamos até Guarulhos e dali fizemos uma conexão até o aeroporto de Florianópolis. A viagem foi tranquila e sem nenhuma intercorrência. Nos semblantes de cada um era perceptível uma certa ansiedade, mas a alegria era bem mais nítida.
Parte do grupo no aeroporto de São Gonçalo do Amarante-RN
Chegada em Floripa. Tempo bom.
Após um pequeno atraso oportunamente justificado o veículo que nos levaria até Timbó chegou ao aeroporto. Apesar de ser um carro para 15 passageiros, foram necessários alguns ajustes para acomodarmos os doze ciclistas, as respetivas bicicletas e bagagens. Tinha tudo para gerar um estresse, mas a vontade de chegar era tanta que superamos aquela primeira adversidade, compensada com uma parada para o almoço em um restaurante de excelente astral e excelente comida.

Na Van no rumo de Timbó. Olha a minha cara de felicidade, o cansaço de Cláudia e Neide dormindo de boca aberta.

Parada para o almoço.

As irmãs Cajazeiras.
Depois de enfrentarmos muito trânsito, chegamos finalmente ao Timbó Park Hotel, local escolhido para nossa hospedagem do início e fim do Circuito. De imediato chamou a atenção o fato do hotel ser voltado a atender o cicloturista, com um local exclusivo para as bicicletas, inclusive com estrutura para montagem, desmontagem e lavagem. Ah, também tem um serviço de aluguel de bicicleta para quem não trouxe a sua e resolva conhecer a cidade pedalando.
Local destinado às "magrelas".

Aluguel de bicicletas no hotel.
Após hospedados, adquirimos o nosso passaporte, deixamos as bicicletas prontas para o dia seguinte, descansamos um pouco e fomos conhecer o Restaurante Thapyoca, que também é um local de credenciamento e o ponto final do Circuito. Para nós nordestinos foi um pouco frustrante, pois a única tapioca que tem lá é o nome do local. Afora esse pequeno detalhe, o cardápio é bem variado, com a típica culinária catarinense, além de excelentes opções de bebidas para quem quiser "aguar as palavras".

Uma taça de vinho e um chopp somente para dormir mole. 

Aquela ponte ao fundo será o término do Circuito.

Cláudia Celi no Thapyoka.
Agora é só dormir e acordar com disposição para iniciar o Circuito.


TIMBÓ-POMERODE - 50 Km.

Acordamos cedo e tomamos o excelente café da manhã do Timbó Park Hotel. Ao término recebemos lanche a ser consumido durante o trajeto.
Ainda com sono.

Logo na saída uma primeira notícia boa: Carlos Beppler e família (Malu e as meninas) e Sergio Luiz Nones, pessoas que foram peças fundamentais na criação do Circuito, estavam presentes, oferecendo assim um significado maior ao nosso momento. Não bastasse isso, Carlos nos acompanhou pedalando até Pomerode. Também conhecemos um simpático casal de São Paulo (Luiz Carlos e Cláudia), que nos acompanhou por um bom tempo.
Rapaduras com Carlos e Sérgio: precursores do Circuito.


Fomos até o ponto inicial e seguimos pela ciclovia, percebendo então que a cidade de Timbó não é tão pequena. Logo deixamos de lado a urbe e começamos por um estradão que nos acompanharia por vários dias. Quando passava um carro subia uma poeira fina que adentrava nossas narinas. Foi imprescindível o uso da balaclava e de uma bandana fazendo às vezes de lenço. Outra coisa importante é que para amenizar a poeira, tem sempre um carro pipa molhando a estrada. Logo encontramos a primeira ponte, de muitas pelo caminho. Ao longe avistávamos os morros encobertos por nuvens e até aquele momento não tínhamos dado conta de que iríamos subi-los em algum momento. 
Uma das várias pontes do caminho.


De olho nos morros.

Foi unânime a admiração de todos: as belezas dos jardins e as pessoas trabalhando intensamente em suas propriedades. As primeiras casas com arquitetura enxaimel já começaram a surgir, sempre tendo como plano de fundo uma linda paisagem verde e muita água.
Não demorou e chegamos em Rio dos Cedros, fizemos uma parada em um supermercado e abastecemos com água, aproveitando para carimbar o passaporte.
Quando avistamos a placa do Rio Ada e chegamos a uma comunidade com uma linda igreja ocorreu do pneu dianteiro da bicicleta de Fabinho rasgar no contato com uma pedra. Foi um rasgo considerável e como era pneu sem câmara, o selante não resistiu. Rapidamente retiramos todo o líquido selante que restou, fizemos uma boa limpeza, aplicamos um manchão e colocamos uma câmara de ar nova. Problema resolvido e excelente trabalho em equipe.
Paradinha para consertar o pneu. Aproveitamos para conhecer a igreja.

Deixamos a pequena comunidade e logo na saída encontramos uma ponte de madeira coberta, também muito típica da região. Até então a subida do Rio Ada ainda não tinha mostrado todo o seu corpo, apenas os pés. Chegamos a uma pequena comunidade e encontramos um mercadinho e foi aí que a proprietária salientou: "vocês vão começar a subir agora".
Muito comum esse tipo de ponte na região.

Muito verde e muita água.

Paradinha para abastecer o tanque.

Depois do aviso, chegou então o momento de conhecer as subidas do Circuito - o Rio Ada - ela começa bem sutil e de repente vai ganhando corpo. Quando você olha para trás e observa o colega lá embaixo é que percebe o tamanho da "brincadeira". Devagar e sempre, parando, sorrindo, curtindo a paisagem, subimos todos. Confesso que senti um pouco de saudades da ladeira de Tabatinga.

Vamos subir.
Como dizia Pranxú: "Toda subida tem a descida que merece". Depois de um boa subida e um clima gostoso, sem  o calor escaldante típico aqui do Nordeste, tem início o processo de descida. Nada de relaxar, pois apesar de não existir erosões no terreno, qualquer desatenção pode resultar em queda. 
Descemos, fizemos uma rápida parada para reagrupar e verificar o que restou de ar nos pulmões. Tudo em ordem e seguimos as plaquinhas amarelas, logo chegando na zona urbana de Pomerode. 

Casas típicas da região.


Chegando em Pomerode.


Não demorou e encontramos uma ciclovia, adentrando o centro da cidade e finalmente encontrando o Hostel Stettin, nosso local de hospedagem na cidade. Local limpo e agradável, com atendimento muito bom pelo simpático casal de proprietários. Feito o chek-in e após um banho merecido partimos para conhecer um pouco da cidade, conhecida como a "Pequena Alemanha". Não demorou e encontramos um local para comer, beber e resenhar sobre o nosso primeiro dia. Todos cansados, porém inteiros e satisfeitos.
Nossa hospedagem em Pomerode. 

Hora de relaxar.

Jodrian no WhatsApp.









25/07/2016

Rapaduras de Santana 2016 - 4ª viagem de bicicleta Natal-Caicó

Caros Rapaduras;

Foi a nossa quarta viagem Natal-Caicó para homenagear os festejos de Nossa Senhora de Sant´Ana.
Desta feita saímos do Posto Emaús às 05h45min, seguindo pelas BRs 101/304 até Macaíba. Entramos à esquerda na RN 160 e fizemos nossa primeira parada após 17 Km, no Baobá de Jundiaí. Todo mundo animado, pedalando ritmado, seguimos viagem pela rodovia. Mais adiante, aproveitando uma sombra de uma igrejinha na comunidade de Cana Brava, fizemos nossa primeira parada de apoio e tivemos a oportunidade de conhecer o primeiro produto orgânico da Macadâmia, empreendimento do nosso amigo Paulo Victor, que escolheu nosso grupo para experimentar deliciosos alimentos preparados para quem pratica atividades esportivas e curte uma comida saudável, sem glúten/lactose e forte teor de energia. Em breve os produtos estarão sendo comercializados e por enquanto quem tiver interesse em conhecer é só manter contato via WhatsApp (Paulo Victor (84)98811-1110).
Energizados e motivados entramos à direita na RN 315, passamos por Traíras e fomos até o final do asfalto, iniciando o trecho de trilha, programado para evitar as obras na Reta Tabajara, diminuindo assim os riscos no trânsito. Pedalamos cerca de 11 Km em trecho arenoso e alcançamos o Sítio de Dona Alice (vó da nossa colega Juliana Cantero), local em que fomos recepcionados com um café da manhã que nos fez esquecer todas as agruras do trajeto. Com muita luta conseguimos deixar o lugar, mas tínhamos ainda uns 8 Km de areia pela frente, desta vez com a companhia de Flávio Cabelinho, que tinha ido antes para matar o bode, extrair os ovos das galinhas, fazer os sucos, coar o café, tirar o leite da vaca e fazer o cuscuz, tudo pensando no bem estar do grupo. 
Saímos de buchos cheios, debaixo de um sol escaldante e foi um alívio quando avistamos o asfalto da BR 226. Ouvi alguns comentários entre os ciclistas acerca de qual o nome mais adequado para batizar o trecho de trilha. Uns mencionaram Trilha Dona Inês (homenagem a minha mãe que foi muito lembrada durante o trajeto). Outros sugeriram Trilha do Arroz (em razão de uma plantação de arroz que foi vista na região. Confesso que não vi. Acho que foi mais o pessoal da Vassoura).
No caminho até Serra Caiada uma pequena parada na entrada de Elói de Souza para reagrupar. Ali encontramos o Pinto (Alexandre), cujo destino era Cruzeta para encontrar os Rapaduras Peregrinos. Foi logo avisando: "Se Helena não chegar na hora marcada vou atravessar a rua e dormir no cabaré".
Adentramos à cidade de Serra Caiada por volta de 11h30min, seguindo direto para a residência de nossa amiga Neta (a Fôia), que já nos esperava com familiares e amigos. Mais uma vez fomos brindados com muito suco, cocada, sanduíches, frutas e os ovinhos de Paulo Victor, mais um produto orgânico da Macadâmia. Deitamos no alpendre da casa, esperamos o sol baixar um pouco e deixamos o lugar com a maior preguiça.
A próxima parada foi em Tangará. Hidratação rápida e prosseguimento para enfrentar os 30 Km restantes. Nas proximidades do assentamento (cerca de 15 Km de Tangará) fizemos uma parada para reagrupar e encontramos nosso colega Marcelo, vindo de mais um dia de trabalho. Aproveitamos também para um banho gostoso no chafariz existente na comunidade.
O sino da igreja badalava distante quando entramos em Santa Cruz, algo em torno de 16h30min. Fizemos a tradicional foto da chegada e seguimos direto ao local de hospedagem (pousada Nova Aliança). O ponto de encontro foi o Bar do Galo, já tradicional local de resenhas dos Rapaduras de Santana. O momento agora foi para relaxar e a pedida principal foi tripa de porco, pois além de ser saborosa, a camada de sebo que fica armazenada no céu da boca serve para lubrificar a corrente da bicicleta no restante do trajeto.
Quando nos encaminhávamos para o Bar do Galo ouvimos uma incessante e insistente sirene anunciando a chegada de Alexandre Coveiro, ciclista de Carnaúba dos Dantas, que montou uma estação de rádio móvel em sua bicicleta (Bravo Charlie) e veio juntar-se aos Rapaduras. Cada integrante do grupo que chegava ao estabelecimento era saudado pelo locutor da Araponga.
A dormida foi tranquila e dessa vez não tivemos nenhum registro de intercorrências, talvez por ser época de defeso do suné em Santa Cruz do Inharé.
O segundo dia chegou e já estávamos no café da manhã da Panificadora Elite quando recebemos a visita do Frango Bom Todo (Fabinho), mais arrumado do que sacristão em dia de procissão. Cabelo puxado na brilhantina borora e todo perfumado no cacharel. Fizemos a foto da largada e deixamos Santa Cruz para mais uma perna da viagem.
No pé da Serra do Doutor (17 Km de Santa Cruz) fizemos uma parada para reagrupar e abastecimento com água, gelo e frutas, deixando todo mundo com mais disposição para encarar a subida. Chegamos no cume em grande estilo e o destaque foi para Erimar (Cabo TPM) pedalando a Bravo Charlie, devidamente escoltado por mim, Cabelinho do Bode e Alexandre Coveiro. Cláudia Celi gravou tudo em vídeo e fez até a locução. Se eu encontrar eu posto aqui.
A entrada em Currais Novos foi na maior "quentura" do mundo. Foi o maior alívio entrar na Churrascaria São Sebastião e aproveitar o ambiente climatizado. Mais uma vez o atendimento impecável, com comida boa e preço justo. 
Além do calor intenso outro fator contribuiu para sairmos mais tarde de Currais Novos. Houve um protesto de motociclistas, fechando as pontes da entrada e da saída da cidade, incendiando pneus e atravancando todo trânsito. Basta dizer que na saída para Acari tivemos que literalmente transpor o bloqueio, ao passo que os carros de apoio foram forçados a pegar um atalho por uma antiga estrada.
O trecho até Acari foi marcado pelo mormaço e pneus furados. Outro registro digno de nota foi a acentuada consciência ecológica de Doutor Othon. Saibam vocês que o nosso especialista em arrancar dente queixar ficou demasiadamente tocado com o processo de desertificação do Seridó e resolveu sair adubando tudo que era pé de algaroba no caminho, deixando a região toda fertilizada.
Em Acari fomos recepcionados por um grupo de radioamadores, os quais cuidaram de deixar o vendedor de picolé de prontidão, permitindo assim um "refresco" na viagem.
A próxima parada foi na Serra da Rajada (entrada de Carnaúba dos Dantas e Parelhas) e ali abastecemos nossas garrafinhas para enfrentar os quilômetros restantes até Jardim do Seridó.
Chegamos em Jardim por volta das 17h00min e como sempre fomos fazer a assepsia capilar com Zé Leite, o barbeiro mais tradicional da cidade. A noite fomos jantar na Rua do Canal e no retorno ao hotel ainda tivemos uma rápida noite de vinhos e queijos, somente interrompida pelo fato das duas garrafas trazidas por Doutora Vera Lúcia terem "evaporado" rapidamente. Registro, no entanto, os esforços de Cabelinho do Bode e Marcos Charuto procurando nas adegas de Jardim do Seridó algum vinho digno de consumo, mas achando somente San Marino e Padre Cícero da safra 2016. Se ao menos fossem de 2015 ainda teríamos coragem de encarar. 
Às 07h20min deixamos Jardim do Seridó e dava gosto de ver o azul das camisas dos Rapaduras de Santana contrastando com o cinza da caatinga. Agora, além da companhia de Alexandre Coveiro, contamos também com a presença de Virna Holanda, ciclista caicoense, que veio juntar-se ao grupo.
Pedalamos todos muito bem e chegamos em Caicó antes das 09h30min, sendo recepcionados na entrada pela Família Paraú e por parentes de Rossana Guessa. Fizemos os devidos agradecimentos, brindamos com água nossa chegada e seguimos no rumo da ASSEC, local em que nos juntamos aos demais ciclistas e fomos em cicloromaria à Catedral de Sant´Ana para recebermos as bençãos do Bispo de Caicó. No pátio da igreja tivemos a satisfação de encontrar com a Garota Molhada do Rapadura Biker (Marice), que sempre nos recebe com um caloroso abraço, seu Bira (pai de Uila), Doutor Eloísio (amigo de Verinha e Juninho) e com os Rapaduras Peregrinos, estes adentrando o oitão no exato momento em que Claudia Celi expressava as palavras de agradecimento em nome dos ciclistas. Foi tudo muito emocionante.
Após as bençãos voltamos à ASSEC, almoçamos e tomamos o rumo de casa.
É isso, mas uma viagem de sucesso do Grupo Rapadura Biker. 
Ciclistas que participaram: (Álvaro, Alzinália, Bené (carro de apoio) Benilton, Berg, Carlson, Claudia Celi (carro de apoio), Eduardo Campos, Erimar, Flávio Abeane, Gislaine, Graco, Josias, Juninho, Marcos Costa, Márcio Diógenes, Milena, Neto Palhares, Othon, Patrícia, Rochinha, Rossana Guessa, Suzy, Serginho, Uilamy e Wagner) Juntaram-se ao grupo ad referendum da "Deretoria": Aline, Alexandre (apoio) e Wolney.
Reunião preparatória no dia 20 de julho de 2016.

Saída do Posto Emaús em 22 de julho de 2016.

Baobá de Jundiaí.

Igrejinha em Cana Brava.

Café da manhã no Sítio de Dona Alice.

Lanche em Serra Caiada.

Serra Caiada.

Chegada em Santa Cruz.

Parada do apoio na BR 226 - casa de Dona Suzete.

Na estrada.

Currais Novos pegando fogo.

Serra da Rajada.

Chegando em Jardim do Seridó.

Por do sol no Seridó.

Tradicional serviço de barbeiro com o senhor Zé Leite.

Saída em Jardim do Seridó.

Na Matriz de Sant´Ana.

Chegada na ASSEC.

Almoço na ASSEC.

Retorno na van de Wagner Marcelino.

Bando de Rapaduras invadindo o Caicó.
Agradecimentos:
Riograndense Distribuidora (patrocínio das camisas dos Rapaduras de Santana)
Radiocom (disponibilização dos rádios de comunicação para os carros de apoio)
Verona Veículos (disponibilização de carro de apoio)
Macadâmia (disponibilização de lanches orgânicos durante o trajeto)
Clínica Santa Clara (disponibilização de protetores solares durante o trajeto)
Gato do Mato - Estúdio de Animação (criação da arte da camisa Rapaduras de Santana) www.fb.com/gatodomatoestudio
Grupo Guaraves - Frango Bom Todo (transporte das camisas)
Printing Company (disponibilização de adesivos para ciclistas e carros de apoio)
Equipe de Apoio (Claudia Celi, Bené, Doutora Vera Lúcia, Mariane, Paulo Victor e Alexandre)
Família de Juliana Cantero/Cabelinho (café da manhã em Bom Jesus)
Neta (Fôia) e família (lanche em Serra Caiada
Pousada Nova Aliança (Santa Cruz)
Bar do Galo (Santa Cruz)
Hotel Conceição Palace (Jardim do Seridó)
Virna Holanda (apoio na chegada em Caicó)
ASSEC (disponibilização da sede para receber os ciclistas)
Wagner Marcelino e Karina (eficiência no transfer de retorno).