05/12/2011

Pedal João Pessoa-Natal 2011

Epílogo:

Os quartos da pousada em Sagi são guarnecidos com camas de casal. É muito bom para quem tá acompanhado de uma cara metade ou para quem vai dormir sozinho.
Na divisão dos quartos a ala feminina ficou em um apartamento exclusivo e a macharia ocupou os outros dois. O meu parceiro de cama foi Serginho das Minhocas e confesso que fiquei preocupado, pois pela primeira vez na vida estava prestes a dividir o leito com uma pessoa que tem o mesmo material que eu. Pra me acostumar com a ideia resolvir armar a rede no alpendre pra esperar o sono chegar e quando o danado aparecesse bastava cair na cama. Acordei de madrugada com um curruchiado e como estava no meio do sono não percebi quem era, mas pelo zumbido percebi que teve gente com disposição para enfrentar a "night" de Sagi. Os meus informantes não disseram nada, porém soube por intermédio de um nativo da praia que ainda tentaram conhecer a boate do lugar, no entanto desistiram quando descobriram que o local tinha uma estranha luz vermelha.
No outro dia todo mundo acordou disposto e já tratou de tomar café da manhã. Novamente a mesa foi farta e a atenção do gerente da pousada conosco foi novamente excepcional.
Saímos e deixamos para trás Helena do Pinto, pois ficaram hospedados em outra pousada comemorando aniversário de casamento. Notícias que nos chegaram no caminho dão conta que foi uma noite alucinante: O Pinto dormindo feito uma coruja e Helena toda estropiada, não pelo pedal, mas sim pelos 103 degraus que subiu.
Entramos pelos canaviais e fomos no rumo de Baia Formosa. De um lado e de outro era só cana. É um verdadeiro labirinto e confesso que muita gente achou que estávamos perdidos.Alcançamos a rodovia estadual na altura do campo de pouso da Usina BF e em pouco tempo chegamos na Fazenda Estrela. O porteiro do lugar como sempre nos recebeu com um sorriso e ali paramos para reunir o grupo. Antes de sair presenteamos o porteiro com uma camisa do Rapadura Biker e pedimos a ele que sempre que recebesse um ciclista desse especial atenção.
Por trilha (7 Km) cruzamos a Fazenda Estrela e chegamos na balsa de Barra de Cunhaú. Nesse ponto a minha bicicleta apresentou um problema irremediável, mas não desisti e empurrei até o local de embarque.
Do outro lado  peguei a bicicleta de Marcelo emprestada e segui o caminho. Paramos no "Pastel do Valdir" e ali encontramos uma coca-cola tão gelada e tão cara: R$ 6,50. Acho que veio direto dos Estados Unidos ou então é somente para os gringos que praticam Kite-Surf no lugar.
Aproveitamos a maré baixa e atravessamos para Simbaúma com as bicicletas nos braços. Seguimos pelo Chapadão de Pipa e enfrentamos um pequeno trecho de areia fofa.
Não demorou e Tibau do Sul  já estava em nossas mãos. Nesse trecho eu já tinha devolvido a bicicleta de Marcelo e agora tinha assumido a bicicleta de Celita.
Atravessamos até Malembá e quando chegamos do lado de lá encontramos uma tremenda areia fofa logo no início, mas não demorou muito e pedalamos na beira da praia como se fosse asfalto.
Atingimos Barreta, reagrupamos novamente e seguimos nosso caminho no rumo da Rota do Sol. Nesse ponto da viagem a ansiedade é enorme, a vontade de chegar é uma coisa incrível. O grupo dispersou um pouco e não demorou encontramos nossos parentes na Praia de Cutuvelo. Nos despedimos e consideramos encerrado o pedal.
Foi muito bom e intenso. É uma viagem que recomendo a todos que gostam de pedalar. Fiquei muito feliz em conseguir mais uma vez fazer todo o trajeto, mas fiquei mais feliz ainda em ter contribuído de alguma forma para que outras pessoas tenham também chegado.
Vamos pensar no próximo e acho que vai ser no final de janeiro ou então no mês de fevereiro.
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