17/10/2012

II Volta de Santumé - 2º e 3º dias.


II VOLTA DE SANTUMÉ: outubro de 2012
por FABIANO SILVA

RELATOS


Segundo e Terceiro dias: Saímos dessa vez um pouco mais cedo, pois conseguimos arrastar André dos remanchos. Agradecemos a direção da escola, visitamos uns amigos da região, fizemos algumas ações e partimos em direção ao monte do Padre Cícero. Ali chegando, com inclinação superior a já grandiosa serra dos tigres (só pra ter ideia), tivemos as primeiras baixas de ciclistas recusando-se a subir a tão “gonorante” serra. Como diz André, teve gente que “afroxô”. Subimos, admiramos a bela paisagem e descemos rapidamente para encontrar com os “afroxados” (novo sub grupo d’uspregadus).
Na Serra dos lameiros, mesmo com reclames dos afroxados, subimos rapidamente, estávamos todos admirados com a disposição do grupo. Como podia depois de tanto esforço existir tanta disposição? Certamente foi o condicionamento ganho no dia anterior. No Lameiro (sem um pingo de lama), paramos na casa do senhor Maceira, um velho conhecido da região, o qual desde outras oportunidades ficou com uma duvida tremenda só agora revelada. Eu inventei de relatar conhecer todos ali da região, dando corda ao vei, doido pra ganhar um almoço. Fui então a vítima escolhida pelo mesmo, explico: depois de várias perguntas ele disse: “meu fiii vc é casado?”. Respondi: “sou sim”. Ele então completou: “Mas como?, vc usa as calças da muié é?”. Era só o que os cabas queriam ouvir, faltando só arrancar meu coros.
Ainda na Serra do Lameiro encontramos uma filhote de cabra que nos perseguiu por um bom tempo, só parando de nos acompanhar quando entramos num entrocamento a esquerda e ela passou direto, talvez tenha sido um presságio do que viria logo a frente. A pobre cabrita queria nos avisar de um tal caba num jumento, logo ali na frente. Assim que nos viu ele ficou meio assombrado com a ruma de ciclistas. O grupo passou, ficando eu e Francisco pra trás, quando este colocou seu animal pra cima de Francisco que estava atrás e em seguida pra cima de mim. Passei pra direita, ele foi pra direita, pulei pra esquerda, ele também. Dei um freio na bike levantando poeira e o burro assustou desviando para fora da estrada. Aproveitei e me mandei. Pensa que terminou: o caba desceu do burro, totalmente louco e correu em nossa direção, agora correu meeesmo, encostando rapidinho na gente. Comuniquei ao grupo o ocorrido e a maioria decidiu correr, sendo nosso advogado, Adeilton, o único a pedir pra dialogarmos com o meliante, mas quando olhou pra trás era o canto mais limpo, pois os ciclistas tinham feito carreira na descida de oiticica, de forma que ele também foi embora, ficando eu sozinho outra vez com o bebo, que chegou bem pertinho e eu perguntei o que havia acontecido, tendo ele respondido em árabe e arrastado um facão rabo de galo. Não contei conversa e peguei descendo também.
Chegamos no Ingá do Raul Capitão e por lá pernoitamos, aproveitando para discutir intensamente os ataques do dia e o destaque do dia e da noite: Toinho, o caba tem uma habilidade fenomenal em expelir ruídos anais. Depois dessa contatação percebemos que os estrondos fecais expelidos por Toinho talvez tenha causado a loucura tanto do bebo quanto da cabrita.

Terceiro dia: Desta vez conseguimos sair cedinho, exatamente às 4 da matina. Diego acordou todo mundo, cantando músicas que só ele entendia, um rap misturado com sertanejo danado. Pegamos o melhor trecho de trilhas, os ciclistas estavam num preparo só, fruto do condicionamento físico adquirido nos dias anteriores, aliado a tão leve trilha, chamada de single track. Chegamos na comunidade do Cotovelo rapidinho, pois de lá partiríamos para o PC do dia, a serra dos transmissores. De logo e bate pronto, os “afroxados” mais uma vez ficaram amuados dizendo que não iriam. Não contamos conversa e partimos para a serra. Fizemos o trajeto em menos de uma hora (ida e volta). Aproveitamos para fazer contato com o mundo, pois na dita serra pega sinal até da NASA, imagina CRARO, FOI, MORTO e RUIM. Descemos a serra, pegamos os “afroxados” e descemos para Santumé, com um trecho de trilhas que parecia autódromo de F1. Sensacional! Velocidades estupendas, tanto que no final Diego ousou atingir o máximo da bike. Desenvolveu tanta velocidade, pegou uma pequena serra e voou igual filmes de Hollywood só aterrissando em Santumé. Chegamos e fomos almoçar e confraternizar o sucesso do pequeno evento.

Agradecimentos: A todos que foram e aos que não foram, pois utilizamos o material do ano passado, dando os créditos aos que empenharam-se desde 2011. Lamentamos pela falta de apoio da prefeitura do São Tomé, devido os problemas derivados do resultado da eleição. Não desistimos e com pouco fizemos muito, amamos a cidade, amamos o ciclismo, independente de bandeira politica A ou B.

Apoio: André, Franknildo e Verônica “dimedeiros”, Margarete e Reginaldo “o cangaia”.


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