17/10/2012

II Volta de Santumé - outubro de 2012


II VOLTA DE SANTUMÉ – outubro de 2012
por FABIANO SILVA

RELATOS:


Primeiro dia: Formado o grupo com 9 Bikers: André, Adeilton, Bob, Diego, Fabiano, Ferreira, Francisco, Jadson e Toinho, intitulados “completadores”, com meta de cumprir todo o roteiro determinado, seja com sol ou com neve. No moto apoio, Franknildo, que se perdeu.
Saímos tarde, só pra variar, com as justificativas de que o amigo Diego Borges que veio de Caicó, foi colocado de propósito na péssima estrada de Cerro Corá a São Tomé com seu veiculo rebaixado com rodão daqueles de filme americano, tendo como saldo duas rodas dianteiras amassadas, mas o homi chegou sorridente todo. Além disso, teve o velho “remancho” do André dizendo que tava muito frio pra sair cedo e quanto mais próximo do meio dia, mais deixaríamos a neve diluir ao sol e evitar derrapagens no gelo.
Tomamos um café reforçado, preparado por Verônica (esse ano saiu Régia e entrou a mana), então saímos em direção a Serra da Gameleira, com subidas leves e terreno tranquilo. Subimos avistando São Tome ao fundo distanciando-se, chegamos a casa do Seu Tota que mais uma vez deu claras demonstrações de amor ao próximo, foi um problema pra sair de lá, o homi queria nos dar almoço, janta, lanche, água, eitcha vei danado. Chegamos a Serra da Gameleira com um sol belo na nuca, pretendendo passar no olheiro d’água, ponto turístico do local, mas ficamos sabendo que devido aos problemas com a seca intensa, o olho secou, estando apenas gotejando um pingo ao dia. A coisa tava feia, os velhos dindins da serra haviam derretido junto com a geladeira na ultima semana. Seguimos para as serras que serviriam como pequeno aquecimento para a “Serra do Tigre”. Vencemos todas com tranquilidade. De repente, em um local inóspito, no meio do nada, perto num sei de onde, nos deparamos com uma casa onde havia uma festa com cervejas, buchada, rabada, bode guisado, vaca atolada e outros pratos. Diego que conferiu todo o cardápio chega lambeu os beiços e já estava pronto para atacar, mas eu cortei o barato do homi dizendo ; “Só se for os pratos. Vamo simbora”. Ainda nesse local um ciclista inventou de distribuir uma balinhas pra uma criança, sendo imediatamente cercado por uns 300 “mininos”. Quem apartou o furdunço foi seu Chico, nos encaminhando a casa dele e assim como no ano passado nos forneceu aquela água gelada de trincar os dentes, Enquanto isso, pelas horas e pela quentura, o nosso moto apoio Franknildo já deveria ter chegado, entretanto, nem sinal de moto no horizonte.
Entre o tal inóspito local e o meio do nada ocorreu uma das maiores manobras de mountain bike já vistas. Bob fechou a porteira para Adeilton. Até ai tudo bem. Só que Adeilton quis vingar-se no próximo e sobrou pra Jadson “Homi Doido” que vinha vedado, deu uma freada espetacular com um cangapé “encarpado” e parou a um centímetro da porteira, levantando um poeirão que mais parecia um furacão de areia. Se fosse nos Estados Unidos com certeza iam colocar o nome do furacão de “Crazy Man”.
Na casa do seu Chico, o tal do Inóspito é apelido, entramos numa serra muito além do inóspito quando de repente fomos recepcionados por um tigre. Momento de tensão! Imediatamente ciclistas se agarraram com o primeiro pau (de madeira) que viram, ainda dando tempo tirar uns retratos dos ciclistas atrepados e o tigre agarrado com a bicicleta de Diego. Eu que não sou bobo me maloquei debaixo de uma pedra. Passado o alvoroço fizemos um acordo com o bicho para levá-lo ao seu habitat, a serra dos Tigres, logo ali na frente, pois lá ele teria sombra e água fresca. Quem tiver dúvida acerca da existência do tigre tem que ir ao local ou então conferir nas fotos.
Ainda na serra, que não é a do tigre, ciclistas discutiam intensamente o nome do novo grupo mais comentado nas paradas de sucesso, o “Unidos pelo Aro” já tem até gente querendo formar a diretoria do tal grupo no RN, não sei porquê, o assunto ecoou por um bom tempo no mei das serras.
Chegamos ao pé da Serra do Tigre, sendo recepcionados, pelo perdido e moto apoio Franknildo, acompanhado de Verônica, a nossa grande salvadora. A mulher trouxe muita comida, sucos, refrigerantes e frutas, sendo aplaudida e muito abraçada pelo Bikers. Franknildo explicou que havia dito que conhecia toda região desde pequeno, o que realmente constatamos, o homi se perdeu por que ali andou quando pequeno, numa monareta de pneu slick, por isso cometeu esse pequeno erro, tendo visitado as cidades circunvizinhas e afirmou que agora conhece tuuudo, fiquem despreocupados.
Saímos a enfrentar o nosso destino. Deixamos o tigre com as crianças e subimos, subimos e subimos, momento em que detectamos um erro: comer e enfrentar um serra tão pesada, foi “floyd”. Jadson e Diego relataram que por inúmeras vezes na subida deu retorno de almoço, de forma que tecnicamente tiveram que almoçar duas vezes, causando nos ouvintes após o relato a mesma vontade, eeeeca. Depois da subida da íngreme serra foi só descida, acabando com as pastilhas de freios de alguns ciclistas. Chegamos a bela escola e logo em seguida encostou o moto apoio com bastante comida e pronto para dormir conosco. Ali aproveitamos para lavar as roupas, enquanto alguns ciclistas saíram para a balada noturna do “Calangos club”, chegando somente de madrugada, quase na hora de sair. Nomes censurados a pedido.
Continua...

II Volta do Santumé:




Guerreiros da Serra
A neve chegando.


Momento de tensão.


Ciclistas "atrepados" no pau.
O tigre surgindo.



Close do Tigre.
Devolvendo o tigre ao seu habitat.
Será algum teste do "Unidos pelo Aro"?






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