16/09/2012

Pedal do Carrapicho com Mel

Dentro do espírito de fazer trajetos diferentes, fugindo do lugar comum e possibilitando aos cicloturistas a oportunidade de conhecer novos lugares é que no final de semana realizamos nossa trilha na Microrregião do Agreste Potiguar, passando pelas zonas urbana e rural de três Municípios: Monte Alegre, Vera Cruz e Lagoa Salgada.
O comboio de carros saiu do posto Emaús e ali já foi um prenúncio de como seria nossa manhã. Foram mais de dez carros com as bicicletas devidamente colocadas nos transbikes, reunindo trinta e um ciclistas, sendo alguns fieis frequentadores das trilhas do Rapadura e outros estreantes.
O ponto de partida em Monte Alegre foi o Quirambu Park, um estabelecimento do nosso amigo "Assis", com opção de restaurante, banho de piscina, hospedagem, campo de futebol, amplo estacionamento e uma boa sombra debaixo dos cajueiros. 
Após a tradicional foto na saída iniciamos o trajeto passando ao lado da lagoa do Quirambu, que empresta o nome ao Bairro. Ao lado do cemitério seguimos pela esquerda e logo deixamos o calçamento para iniciar a trilha propriamente dita. O tempo estava nublado e excelente para pedalar. Logo chegamos ao rio Trairi, que de tão seco pouco gente percebeu a sua presença. Chamou a atenção a seca na região e fizemos vários registros fotográficos demonstrando uma vegetação cinzenta e sem o vigor produzido pelo verde.
Como tínhamos alguns iniciantes fizemos diversas paradas, sempre tendo o cuidado de verificar se todo mundo estava bem.
Por volta das 08h30min chegamos em Vera Cruz e rapidamente atravessamos a cidade, retomando a trilha. Passamos nas proximidades de uma casa de farinha e o cheiro de goma tomava conta do ar. Em determinado ponto resolvemos modificar um pouco o trajeto, possibilitando assim chegar mais cedo em Lagoa Salgada, pois já era visível que todo mundo estava com fome e precisando de uma boa hidratação.
Às 09h40min chegamos a Lagoa Salgada e a cidade estava "pegando fogo" com a campanha política. Uma poluição sonora sem igual. Dentro da cidade uma parte do grupo foi tomar café da manhã na padaria e outra  parte foi hidratar no bar do Galego, responsável pela cerveja mais gelada da região. O homem diz com orgulho que se a cerveja não estiver gelada o cliente não paga. No local encontramos em plena ação uma televisão de cachorro e logicamente fizemos registro fotográfico. O cheiro do frango assado era incrível. 
Ainda em Lagoa Salgada tivemos a oportunidade de conhecer o famoso "carrapicho", iguaria tão comentada por Claudia Celi. Quando procurei a mulher ela tinha saído de fininho e logo voltou com um saco enorme cheio de pequenos pacotes contendo o doce. O negócio é bom mesmo e valeu à pena a sugestão. Conhecemos também seu Zé, parente de Claudia Celi, que ficou responsável por comprar o carrapicho na feira do dia anterior. Deixamos o local com uma promessa de galinha caipira na próxima vez que passarmos por lá.
Saímos de Lagoa Salgada por volta das 10h30min, seguindo por asfalto no sentido do trevo de acesso ao Município de Lagoa de Pedras, local em que um colega resolveu deixar a bicicleta e alugar um mototáxi. Ali entramos à esquerda e chegamos ao Bar do Mel, local que tínhamos conhecido em um pedal anterior, fazendo com que voltássemos em razão do excelente atendimento. Dessa vez comemos uma boa carne assada e hidratamos com água de coco, cerveja e refrigerante. Nesse ponto resolvemos mudar novamente o trajeto, pois o tempo nublado foi embora e o sol surgiu com toda força. No percurso original ainda teríamos um trecho de areia, mas resolvemos eliminá-lo, preferindo seguir somente pelo asfalto. Passamos as 4 Bocas e até o momento ninguém reclamava de nada. Quando chegou no Fontes nos deparamos com duas ladeiras monstras e foi nesse hora que minhas orelhas começaram a esquentar. A grita foi geral, mas todo mundo conseguiu vencer as subidas.
Às 11h40min voltamos ao Quirambu Park e ali fomos recepcionados com água de coco geladinha proveniente da granja de Júnior Verona. O grupo começou a tomar o rumo de casa, mas aqueles que resolveram ficar um pouco mais tiveram a oportunidade de almoçar um bode delicioso e jogar um pouco de conversa fora.
Ao final o GPS registro 46,5 Km, indicando que diminuímos 3,5 Km do trajeto previamente estabelecido. 
Mais um pedal realizado com sucesso e mostrando ótimas alternativas de trajetos no Agreste. 
Para os que participaram os nossos agradecimentos. Aos que não vieram fica o convite para a próxima.
Quem tiver interesse em receber o trajeto gravado em GPS é só enviar e-mail solicitando para rapadurabiker@gmail.com
Trajeto realizado.
Antes da saída no Quirambu Park.

Nas proximidades do Rio Trairi.

Lagoa Salgada: com seu Zé do Carrapicho.
Televisão de cachorro em ação.

Subidinha para espalhar o sangue.

Com Professor Raimundo (ciclista das antigas) e Quinino (estreante na trilha).

Entre Monte Alegre e Vera Cruz.

Bené depois do 15º coco.

10/09/2012

Programação do Dia Mundial sem Carro 2012: total apoio do Rapadura Biker.

Programação proposta para as comemorações do Dia Mundial sem Carro.

1. dia 21 de setembro: reunião com promotores do Min Público de Natal e Parnamirim, SEMOB, DENIT, DETRAN, imprensa, ongs e movimentos sociais onde será apresentado pelo Movimento Bicicletada Natal RN um projeto/idéia para o desenvolvimento de ampla campanha educacional voltada para o trânsito com foco nos ciclistas, motoristas, mobilidade e acessibilidade.
Esta reunião será realizada no auditório da Procuradoria Geral do Estado - espaço confirmado. Obs: a data em questão ainda poderá sofrer alteração.

2. dia 22 de setembro: divulgação das atividades pela imprensa com participação no Bom Dia RN, ao vivo no dia 22 de setembro

3. Panfletagem no Parque das Dunas. Irei fazer a arte do panfleto e tentaremos patrocínio para a impressão.

4. Paralelo a panfletagem, faremos uma ciclopasseata saindo do Parque das Dunas até a Via Costeira nas imediaçãoes do posto avançado do Corpo de Bombeiros onde faremos o plantio de 50 mudas com o apoio do Parque das Dunas.

5. Na parte da tarde realizaremos uma grande ciclopasseata com a participação de todos os grupos de ciclismo de Natal. Cada grupo sairá de um local diferente. Todos deverão sequir para a rótula na BR-101 em frente a Cidade Satélite onde será realizada uma cerimônia em homenagem a um ciclista morto. Na ocasião colocaremos uma ghosbike no local. A concentração ocorrerá simultaneamente as 14:30 h com saída as 15:00 h para todos os grupos participantes e todos deverão chegar ao local da homenagem as 16:00 h. Tentaremos o apoio do Corpo de Bombeiros para transportar a GhostBike.

6. Ainda nessa passeata faremos um protesto contra a impunidade no trânsito, em especial contra o motorista que assassinou um ciclista e Bombeiro em Extremoz. Vamos precisar ter acesso ao processo do caso para ter informações precisas e acionar o Min Público pois segundo informações (não oficiais) o assassino matou dois ciclistas e continua dirigindo uma van que transporta pessoas entre Extremoz e Pitangui

7. Para o sucesso de todos esses eventos precisamos contar com a participação e o apoio de todos os grupos de ciclistas de Natal através de seus representantes. A idéia é que cada grupo apresente um representante que será responsável em articular com seus grupos para que possamos ter um evento participativo.

8. Precisamos de patrocínio para a confecção dos panfletos. Vamos solicitar ajuda no Supermercado Extra, Nordestão, Bikersport, Terral Esporte Aventura, Mundial Ciclo, RapaNui, Ciclotec e demais empresas que estejam ligadas ao ciclismo ou que queiram participar.

9. Precisamos ainda formar uma comissão de pelo menos seis pessoas para ajudar nos preparativos destas atividades. Quem puder e quiser ajudar é só entrar em contato com Clebson Melo.

10. Lembrando que este ano o nosso foco será na educação para o trânsito.

Trilha do Mel: próximo sábado (15/09/2012)

Caros Rapaduras:

No próximo sábado nosso destino é a região que compreende os Municípios de Monte Alegre, Vera Cruz e Lagoa Salgada. O trajeto é de aproximadamente 50 Km e compreende estrada de barro e asfalto. Sairemos de Monte Alegre-RN e seguiremos por trilha até Vera Cruz-RN, passaremos por dentro da cidade e novamente por trilha s
eguiremos até Lagoa Salgada-RN, fazendo uma parada para café da manhã na padaria e comer uns "carrapichos". De lá iremos pelo asfalto até o entroncamento de acesso a Lagoa de Pedras-RN, faremos uma pequena parada no "Mel" (uma boa oportunidade para quem quiser fazer MBA em Administração de empresas) para hidratar (tese da Universidade de Selamanca), entrando novamente na trilha até Comum, voltando ao asfalto, passando por Lagoa do Mato, Carnaúba e chegaremos a Monte Alegre. CONCENTRAÇÃO: 06h00min. SAÍDA: 06h15min.  LOCAL: Posto Emaús. DESLOCAMENTO: iremos de carro, preferencialmente em comboio, até o ponto de saída em Monte Alegre, Granja ao lado do Quirambu Park. O local dispõe de amplo espaço para estacionamento dos carros. O QUE LEVAR: equipamento de uso obrigatório (capacete e luvas), camisa de manga longa ou manguito, protetor solar, kit remendo ou câmara de ar reserva, água, rapadura, farinha, carne seca, umas moedas para o café da manhã e para o "mel". PREVISÃO DE RETORNO A NATAL: aproximadamente 13h00min.




05/09/2012

Pedal do BananaBiker, em Bananeiras-PB: 30 de setembro de2012


Caros Rapaduras:

Atendendo ao pedido do nosso colega Fernando Amaral, Presidente do Grupo BananaBiker, sediado em Bananeiras-PB, seguem as informações sobre o tradicional pedal no próximo dia 30 de setembro de 2012.
BananaBiker Bananeiras
Lembrando que dia 30 de Setembro de 2012, tem o passeio Ciclistico do BananaBiker. Inscriçoes 40,00 reais. com direito a camisa, cafe da manha, quatro paradas de hidratação e no final almoço e banho de piscina. largada de 6:00 horas da manha na praça principal de Bananeiras . Fernando Amaral. tef: para contato (83) 91603398 claro e (83) 96411688 tim.
Foto: Lembrando que dia 30 de Setembro de 2012, tem o passeio Ciclistico do BananaBiker. Inscriçoes 40,00 reais. com direito a cafe da manha com quatro paradas de hidratacao e no final almoco e banho de psina. largada de 6:00 horas da manha na praca principal de bananeiras . Fernando Amaral. tef: para contato (83) 91603398 claro e (83) 96411688 tim.

Opções de hospedagem em Bananeiras-PB e Solânea-PB (fonte: http://www.bananeiras.pb.gov.br/bananeiras/ondeficar.asp)



HOTEL POUSADA DA ESTAÇÃO 
UHS: 17
Número de Leitos: 51
Endereço: Rua Alcides Bezerra, 160 – Centro
Telefone:  (83) 3367 1339  
Email:  
pousadadaestação@yahoo.com.br
SERRA GOLFE APART HOTEL
UHS – 55
Número de Leitos; 165.
Endereço: Cel. Antônio Pessoa, 414, Centro
Contato: (83) 3367 1441 – 3367 1103
Email: 
contato@serragolfebananeiraspb.com.br
SITE: 
www.serragolfebananeiraspb.com.br
 ECO SPAZZIO TROPICAL 
UHS: 19 apartamentos
          03 chalés
          10 alojamentos
Número de Leitos: 200
Endereço: Sitio Buraco, zona rural
Contatos:  83 – 9602 6185 e 91265990
Email: 
magalhaespb2008@hotmail.com
HOTEL FAZENDA VALE DO PARAÍSO
UHS: 10 Chalés
          09 apartamentos
Número de Leitos: 86
Endereço: Sítio Buraco, Zona Rural.
Contato:  (83) 3363 2707 /91084138
Email: 
reserva@hotelvaledoparaiso.com.br
Site: 
www.hotelvaledoparaiso.com.br
HOTEL SÃO PEDRO
UHS: 06
Leitos: 18

Endereço: Rua D. Antonio Coutinho, 48, Centro
Contato:  (83)3367 1318     

04/09/2012

4ª Viagem do Grupo de Cicloturismo Rapadura Biker de João Pessoa/PB a Natal/RN


Caros Rapaduras:
O tempo anda curto e por tal motivo estou devendo as atualizações do blog. Encontrei um tempinho hoje e aproveitei para compartilhar com vocês mais uma incrível viagem do Rapadura Biker.
Espero que gostem.
Um abraço.
Benilton de Lima Souza


4ª Viagem do Grupo de Cicloturismo Rapadura Biker de João Pessoa/PB a Natal/RN



                                   Em sua quarta versão a viagem de bicicleta saindo de João Pessoa-PB até Natal-RN foi realizada no primeiro final de semana do mês de setembro de 2012. Como não poderia deixar de ser o trajeto sofreu alterações, de forma que para quem já tinha ido foi uma oportunidade de conhecer novo caminho e para quem estava estreando foi um percurso desafiador.
                                   Participaram integralmente da viagem vinte e uma pessoas (Abeane, Alex Alcoforado, Alexandre Pinto [carro de apoio], Benilton, Cláudia Celi, Eduardo Campos, Erimar, Fábio Vale, Juliana Cantero, Kuka, Helena, Jadson, Milton, Neto Palhares, Othon, Professor Raimundo, Roberto Bruno, Rochinha, Serginho, Suzy e Thaise. Registre-se também a presença de Francisco no primeiro dia, guiando o carro de Rochinha até Rio Tinto/Mamanguape. Para 10 dos participantes a viagem tinha um gostinho especial, pois era a primeira vez que faziam o trajeto (Abeane, Alex Alcoforado, Alexandre Pinto, Cláudia Celi, Erimar, Fábio Vale, Kuka, Rochinha, Suzy e Thaise)
                                   A grande maioria saiu de Natal na sexta-feira (31/08) e o traslado foi feito por Wagner Marcelino, cujo veículo transporta 15 bicicletas e respectivos ciclistas (vide no final dados para contato). Saímos às 17h10min, paramos em Mamanguape-PB para jantar e por volta das 20h10min chegamos em Cabedelo-PB, local escolhido para pouso, pois não conseguimos viabilizar a hospedagem de todo grupo em João Pessoa. Os demais integrantes do grupo e que vieram em carros próprios (Milton, Alexandre Pinto, Helena, Kuka, Rochinha e Francisco) chegaram logo em seguida.
                                   Não foi possível acomodar todo mundo em uma só pousada, ficando uma parte na pousada Belo Mar e outra na Balanço do Mar, ambas na Praia de Formosa, em Cabedelo-PB. Helena e Alexandre Pinto ficaram em João Pessoa, pois tinham reservas em hotel naquela Capital.
                                   Acordamos no horário planejado e saímos para o café da manhã em uma padaria localizada nas proximidades das pousadas. Depois de alimentados seguimos para o embarque na balsa que nos deixaria em Lucena-PB, saindo por volta das 07h10min. Chegando a Lucena seguimos pelo asfalto até o Santuário de Nossa Senhora da Guia, oportunizando a todos uma visão panorâmica daquele trecho do litoral paraibano.
                                   Deixamos o Santuário e seguimos pelo asfalto, passando por um coqueiral que parece não ter fim, com os coqueiros alinhados de forma a lembrar uma tropa militar em desfile.
                                   Fim do asfalto e tem início a trilha. De um lado canavial e do outro mata. O tempo nublado, a constante ameaça de chuva e um vento fresco foi o tempero para um bom início de pedal. O grupo tava animado e pedalamos muito bem, de sorte que em pouco tempo atingimos a comunidade de Estivas, local em que encontramos moradoras do lugar que estavam inaugurando a produção de bolos. Fomos os primeiros a comprar, provar e aprovar.
                                   O próximo trecho foi em estradão de barro vermelho, sempre ladeado de canaviais e trabalhadores da indústria da cana. Enquanto passávamos com nossas bicicletas os trabalhadores gritavam. Uns nós saudavam, outros agradeciam nossos acenos e apitos, uns poucos ficaram indiferentes e um mais afoito gritava com plenos pulmões: “Deixa as negas aqui! Deixa as negas aqui!”. Claro que não deixamos.
                                   Nas proximidades da entrada do Projeto Peixe Boi Marinho nos despedimos dos carros de apoio, pois nos aguardava a Barra de Mamanguape, cuja travessia somente é possível de barco. Passamos na comunidade de Tavares, na praia de Campina e logo atingimos o local de embarque, onde já nos aguardava Joelson dos Barcos e sua equipe, já avisados pelo pessoal da EuroBikes que tinha feito a travessia mais cedo.  O barco comportou todos e fizemos uma travessia tranquila, chegando à Aldeia Tramataia, da naçao Potiguara. Dali encaramos mais uns 7 km e logo chegamos em Baia da Traição-PB, local que já estavam os carros de apoio. Comemos uma deliciosa paçoca, hidratamos, abastecemos nossas garrafinhas e seguimos viagem.
                                   Passamos por dentro de Baia da Traição-PB e a tônica era a política. A todo instante um carro de som passava, cada um com o som mais alto que o outro. Aos poucos fomos deixando a cidade e logo estávamos novamente na trilha, desta feita no rumo da balsa de Barra de Camaratuba.
                                   Chegando em Camaratuba constatamos que a maré tinha subido muito e a conclusão foi que pedalar pela beira da praia seria puro sofrimento. Paramos para pedir informação sobre um caminho mais curto, pois só tinha mapeado o estradão até Mataraca, que implicaria em um significativo aumento do percurso. Encontramos um morador do lugar e ele sugeriu que fizéssemos o caminho da Usina Millenium, saindo na entrada da Pituba. Disse que era bem mais curto, porém era muito fácil “se perder”, pois as entradas eram muito parecidas. Resolvemos então contratar um guia para nos apontar com segurança o caminho e assim foi feito, tendo sido essa a melhor opção.
                                   Às 16h30min já subíamos a ladeira do Sagi, nosso objetivo daquele dia. Seguimos direto para o local de hospedagem (apartamento do Noruegueses) e mais uma vez fomos muito bem recebidos por Paulo e sua equipe, todos amáveis e profissionais, deixando o grupo totalmente à vontade. Um banho na piscina para relaxar, uma cerveja gelada para hidratar e um excelente e farto jantar com a tradicional massa preparada por Paulo e já tão conhecida e apreciada pelos ciclistas. Antes das 21h00min grande parte do grupo já estava dormindo e pelo que soube a noite de sono foi tranquila.
                                   Amanheceu o domingo (02/09) e no horário marcado deixamos Sagi, enfrentando mais uma vez um trecho entre canaviais e asfalto até a Fazenda Estrela. Dali em diante trilhamos até a Balsa de Barra de Cunhaú, fizemos nova travessia de balsa, cruzamos rapidamente a área urbana, atravessamos de balsa até Simbaúma e seguimos no rumo da Pipa, via Chapadão. Às 12h00min chegamos à última balsa em Tibau do Sul, desembarcando em Malembá e pedalando com tranquilidade até Barreta. Descemos pela Rota do Sol e às 14h30min chegamos ao posto em frente ao Frasqueirão. Despedimo-nos e seguimos cansados e felizes para os nossos destinos.
                                   Valeu Rapaduras. Que venha a próxima viagem!!!

CUSTOS DA VIAGEM:

            -    Transporte Natal-Cabedelo:.................................................................................R$ 40,00
-        Hospedagem em Cabedelo-PB.........................................................R$ 25,00 a R$ 40,00
-        Café da manhã em Cabedelo-PB.........................................................................R$  7,00
-        Balsa Cabedelo-Lucena.......................................................................................R$   2,00
-        Barco Barra de Mamanguape..............................................................................R$  10,00
-        Balsa Barra de Camaratuba.................................................................................R$    2,00
-        Hospedagem em Sagi (jantar do sábado e café do domingo)..............................R$  50,00
-        Balsa de Barra de Cunhaú....................................................................................R$   2,50
-        Balsa de Simbaúma..............................................................................................R$   1,00
-        Balsa de Tibau do Sul...........................................................................................R$   3,00
-        Carro de apoio.......................................................................................................R$ 20,00

                                   TOTAL..........................................................................R$ 162,50 a R$ 179,50

CONTATOS:

-        Traslado Natal-João Pessoa: Wagner Marcelino – Tel.: (84)8806-6973;
-        Pousada Belo Mar, Praia de Formosa, Cabedelo-PB, Srª Ana Júlia – Tel: (83)3228-2084, www.pbelomar.com.br – e-mail: faleconosco@pbelomar.com.br;
-        Pousada Balanço do Mar, Praia de Formosa, Cabedelo-PB, André Zorzato – Tel (83)3228-2005 – www.balancodomarpousada.com.br – e-mail: balancodomar@gmail.com;
-        Joelson dos Barcos – Barra de Mamanguape – Tel: (83)9905-7404;
-        Apartamento dos Noruegueses – Sagi – Paulo (84)3244-5055/9645-8859 – e-mail: pnsant@bol.com.br;
-        Grupo de Cicloturismo Rapadura Biker – Tel: (84) 9982-8905 (Benilton) – e-mail: rapadurabiker@gmail.com.


RESENHAS DA 4ª VIAGEM JAMPA-NATAL:

Quem não vem é motivo de assunto!!!

                        No traslado entre Natal e João Pessoa/Cabedelo a resenha foi grande dentro do carro. Imagine 15 ciclistas (incluso Wagner) passando quase três horas sentados dentro do carro, com a adrenalina altíssima e cheios de expectativas com os dois dias que virão. O primeiro a ser citado foi Hiram Coala, agora membro da realeza por ter sido empossado o primeiro monarca do “Reino da Calcinha Preta”. O homem faz aquele pedal pela manhã, tarde e noite. De acordo com uma testemunha ocular a coisa chegou a tal ponto que Hiram Coala ao chegar à Calcinha Preta já vai logo dizendo: “Hoje vou lhe usar!!!”. Seguindo a ordem do falatório quem também foi mencionada foi Vandelícia, cuja ausência foi deveras sentida no pedal. Sobre ela foram feitos vários relatos, quase todos versando sobre a constante alegria da ciclista, bem como a sua capacidade de aglutinar os diversos grupos de ciclistas, passando por todos eles sem nenhum problema. Falou-se também de Bené e mais uma vez Eduardo Campos garantiu que a bicicleta dele foi vendida a uma cabra de Currais Novos. Disseram também que Bené inventou um problema de cãibras para não pedalar mais, entretanto, a verdade mais verdadeira é que vendeu a bicicleta por R$ 350,00 pra comprar uma sapatilha de balé e fazer matrícula no Studio Corpo de Baile, tendo aulas todas 3ª e 5ª. O próximo a entrar na berlinda foi Naldo Bananeiras. Mais uma vez falaram dos seus modelitos e da sua capacidade de arrumar os eggs dentro da bermuda de ciclista. Uma testemunha afirmou que Naldo acorda três horas antes do pedal somente para arrumar os troços dentro da bermuda coladinha, garantindo assim um modelito perfeito, no melhor estilo geladeira de pobre, ou seja, “só tem ovo”.  A conversa continuou e quem já ficou preocupado foi Wagner Marcelino, tendo ele afirmado que na próxima viagem tava pensando em mandar um motorista para substituí-lo, mas com medo de ser notícia vai preferir vir dirigindo.


O Pinto: na frente ou atrás?

                        Durante a viagem contamos com dois carros de apoio, sendo um deles dirigido por Alexandre, esposo de Helena, chamado carinhosamente de “Pinto”. No percurso surgiu uma dúvida acerca do posicionamento do carro do Pinto no comboio, se ia antes ou depois do pelotão de ciclistas. Em determinado ponto o Pinto parou ao meu lado e perguntou: “Comandante afinal de contas você prefere o Pinto na frente ou atrás”. Mais do que imediatamente eu respondi que de pinto eu só entendo do meu.


Estratégia “flatulante” na hora de pagar a conta:

                        No momento de acertar a conta da hospedagem em Sagi estávamos (Cláudia Celi, eu, Paulo, Helena e Alexandre Pinto) sentados conferindo valores. Na hora que Paulo anunciou a conta de Helena e do Pinto este soltou uma bufa daquela que embaça até as lentes dos óculos. O flato foi tão violento que Paulo errou a conta e quase que dispensava a despesa do Pinto sobre o compromisso de não soltar outro daquele.


Saudades de Naninha!!!

                        O estreante Fábio Vale saiu de casa com o coração na mão, morrendo de saudade de sua querida Ana Clara. O homem somente falava na mulher. Tudo que via no caminho ele já tratava de pegar o telefone e ligar: “Naninha meu amor, acabei de ver um coqueiral tão lindo e lembrei-me de você”. Mais adiante passou um caminhão e levantou o maior poeirão. Nova ligação: “Naninha meu amor, a poeira entrou na minha venta e lembrei-me de você”. Na hora de subir no barco em Barra de Mamanguape o homem deu um grito: “Para tudo, para tudo, vou tirar uma foto e mandar pra Naninha”, pois não é que o nome do barco é ANA.


Ciclista preparado para guerra química e bacteriológica:

                        Quem acha que já viu de tudo no ciclomundo tem que pedalar com os Rapaduras para encontrar novidade. No meio do caminho, precisamente no trecho entre Pacaré e praia de Campina, nos deparamos com um ciclista preparado para uma guerra química e bacteriológica. O homem estava envolto em uma capa transparente, que segundo alguns mais parecia um dindin de coco queimado. Na face trazia uma máscara daquelas utilizadas em filmes de ficção científica. Quem duvidar é só conferir na foto.


Amaciante de Selim:

                        No trajeto foi criada uma nova profissão para tirar do desemprego grande parte da população brasileira. Trata-se do amaciador de selim. O negócio funciona assim: o cara compra uma bicicleta muito boa, mas com o selim duro feito uma rocha. Ele então estimula os colegas ciclistas a pedalar com sua bicicleta para deixar o selim macio. Depois de analisar o caso friamente encontramos duas alternativas para acelerar o processo de amaciamento: a primeira seria emprestar a bicicleta ao Rei da Calcinha Preta, pois em dois dias ele deixava a “sela” mais mole que geléia. A segunda seria pedir ao Pinto que soltasse uma sola em cima do selim, pois a danada ou amaciava de vez o desonerava.


Habemus Papas e Papisas!!!

                        Nunca os solos paraibanos e potiguares foram tão beijados. Foram muitos tombos e todos sem nenhuma consequência mais grave. Contabilizei queda de Suzy, Neto Palhares, Cláudia Celi, Jadson (três vezes), dentre outros. A queda mais espetaculosa e que não testemunhei, mas ouvi relato de testemunha fidedigna, foi do nosso colega Eduardo Campos. O homem traçou um verdadeiro estratagema para tomar o lugar de Papa, antes ocupado por Neto Palhares. Soube que ele fez um conluio com Rochinha e aproveitaram uma oportunidade em que estavam sozinhos na retaguarda para realizarem uma experiência, que por muito pouco não se tornou numa tentativa de suicídio com ajuda de outrem. Os dois elementos mencionados fizeram uso de uma corda de agave adquirida em Baia da Traição e resolveram amarrar a bicicleta do primeiro, no carro guiado pelo segundo. O resultado foi um baque daqueles que o cabra fica com areia até na veia bostal. Eduardo Campos ficou parecendo um ciclista à parmegiana. Recebi uma mensagem ainda agorinha dizendo que foi preciso tomar banho no lava-jato pra retirar a areia impregnada no cabelo.



Couro na Minhoca:

                        Assim como eu Serginho estava tendo o prazer de ter sua esposa pedalando ao seu lado nessa que é uma das viagens mais arretadas que o nosso grupo promove. Antes da viagem Serginho conversou comigo revelando sua preocupação com Suzy, achando ele que ela não iria agüentar fazer todo o percurso. Ah, ledo engano! Serginho teve que suar muito pra acompanhar Suzy. A mulher disparou de um jeito que teve uma hora que Serginho somente via ao longe o azul da camisa de Suzy. E tome couro na minhoca.


O ressurgimento do “Véi do Rio”:

                        A primeira aparição do “Véi do Rio” foi no ano de 2009 e o local foi entre o Rio Guaju e Barra de Cunhaú. Desde aquela época não se ouviu falar dele, porém, com o fenômeno da lua azul ocorrido no último final do semana o “Véi do Rio” foi novamente avistado e desta feita foi feito um registro fotográfico de sua existência, materializando assim uma lenda. Percebeu-se a presença do ser elemental em uma lagoa entre Camaratuba e Sagi. O homem deixou crescer os cabelos e ficou muito parecido com o pai de Nina da novela das nove. De acordo com alguns estudiosos no assunto a figura fotografada não é o “Véi do Rio”, mas na verdade é um parente distante conhecido pelo epíteto de “Véi do Ninhal”.

                                              
Forma eficaz de fazer seu Kuka voltar a pedalar:

                        Em determinado trecho seu Kuka deu uma “atolada” e resolveu atuar como assistente do Pinto no carro de apoio. Ocorre que Helena também resolveu entrar no carro, pois queria relaxar um pouco. Não demorou cinco minutos e seu Kuka desistiu do carro de apoio, argumentando: “Não, Helena fala demais, prefiro ir pedalando até Fortaleza. Aguenta Pinto!!!”.


Ciclista monitorado por satélite:

                        Mal chegamos à pousada em Cabedelo o proprietário já veio ao nosso encontro procurando por determinado ciclista. Após identificá-lo passou-lhe às mãos um recado, que depois soubemos foi encaminhado pela namorada. No outro dia ao chegarmos ao Santuário da Guia surgiu de repente um monge e mais uma vez procurou o dito ciclista, identificando-o e passando-lhe um novo bilhete, também oriundo da mulher amada. Seguimos o trajeto e ao entrarmos na nação Potiguara fomos surpreendidos por um Pajé trazendo dentro de uma cumbuca um pequeno bilhete, novamente endereçado ao nosso já conhecido ciclista. Mais uma vez tratava-se de um bilhete da apaixonada namorada do ciclista. Isso sim é que é sistema de monitoramento.

Tracklogs:

Para quem desejar fazer a viagem estou disponibilizando os tracklogs tanto no formato GDB (Garmin) quanto KMZ (Google Earth). Para receber bastar enviar um e-mail para rapadurabiker@gmail.com

19/06/2012

11º Encontro Nacional de Cicloturismo: 3ª parte.


O sábado chegou e com ele veio o sol. Quando olhei para o relógio já passava das 09h00min e Cláudia Celi insistia que eu fosse tomar café. Quando lembrei do chá de camomila e do pão mais seco do que boca de jagunço resolvi estender a dormida por mais um tempo, enquanto ela seguiu pras bandas do refeitório.Aproveitei o sol e feito matuto tirei a camisa pra esquentar o couro. Fiquei no alpendre admirando a natureza e matutando sobre a programação do dia. De repente, não mais que de repente, o rádio sinaliza uma chamada. Do outro lado do aparelho Serginho e Evandro Bebê informam que vão encarar a “Trilha Nuvem Branca”, convidando-me. Pensei um pouco e conclui que meu negócio é bicicleta, quem gosta de nuvem é astronauta ou aviador.Não demorou e Cláudia Celi retornou. Trouxe no bisaco umas fatias de pão e uma garrafinha com suco de laranja. Era tudo que eu queria pra melhorar da azia. Encarei o meu desjejum e começamos a resenhar sobre o dia anterior. Rimos muito de tudo, inclusive do cavalo bufão que continuava ao lado. Brigamos também um pouquinho, somente pra não perder o costume.Resolvemos que não iríamos mais pedalar e iniciei o processo de desmontagem das bicicletas e consequente arrumação nas malas bikes. Enquanto arrumava tudo surgiu seu Kuka, também resolvendo “embrulhar” a sua, pois a de Neide seguiria de “carona” até Juiz de Fora-MG, ponto de partida para a bicicletada no rumo da Rio + 20. Fiquei me coçando para ir, mas os compromissos profissionais não permitiram.Quando terminamos nossa missão o rádio novamente nos chamou. Outra vez Serginho, desta feita querendo saber como chegar ao nosso sítio. Por ai vocês tem uma ideia do local que ficamos, pois os nossos próprios companheiros de viagem ainda não tinham se atrevido a visitar-nos. Não demorou e surgiu na estrada um Fiat Uno. Ficamos sem entender nada. O carro foi se aproximando e topou na porteira, começando a descer gente: Evandro Bebê, Celita e Serginho foram os primeiros. Depois desceram Suzy, Paulo Victor e Júnior Verona.Explico: no dia anterior Júnior Verona resolveu dormir em Campos do Jordão, pois não aguentava mais ficar no zero a zero. Como Vera Lúcia estava hospedada no maior conforto (na base do chocolate quente, pão de ló e pastel do Maluf) com Mariane e Paulo Victor a solução de Júnior foi entrar de penetra no hotel, passando a noite nos braços de Vera Lúcia, deixando assim de ser “obondonado”. O homem alugou um carro e trouxe Paulo Victor para comer um leitão à pururuca que encomendamos aos pais de Andreza no dia anterior.Resolvemos então fazer a farra ali no sítio, já que tínhamos uma área com churrasqueira e forno à lenha, bastante aprazível. Levamos algumas cadeiras, pratos, talheres, copos, vinhos e cervejas. Seu Kuka foi nomeado DJ e em pouco tempo a festa estava pronta. A única ausência do grupo de Natal foi a de Neide, pois resolveu pedalar com o grupo maior até Campos do Jordão. Tal decisão fez com que o título de “obondonado” passasse a pertence ao DJ Kuka.Começamos apreciando um bom vinho chileno, adquirido naquela mijada no supermercado em Campos do Jordão. De repente Evandro Bebê teve a ideia de colocar as cervejas para gelar, improvisando uma freezer com um isopor e água do lago. Foi a cerveja mais gelada que tomei na minha vida.Não demorou e chegou Andreza da Kombi, devidamente acompanhada de sua mãe. Com ela veio o leitão à pururuca e os respectivos acompanhamentos. Comida de primeira qualidade, tudo feito com esmero: como diz Doutor George era “primeira de luxo”. Iniciamos os trabalhos comendo as orelhas do leitão, passando pelo focinho do bicho, seguindo por suas partes mais suculentas até o rabo. Quanto mais se comia, mas vontade de comer surgia. O troço fica com a casca crocante e vem recheado com uma farofa deliciosa, que sozinha já é uma refeição.Nesse meio tempo chegou nosso visitante ilustre, Luizão (Luiz Santana), o segundo homem mais importante de Americana-SP (o primeiro é o pai dele). Fiel ao RIRB (Regimento Interno do Rapadura Biker)  o homem não veio de mãos abanando e trouxe consigo uma panela cheia de arroz capaz de alimentar ¼ da população da China, um tablete de goiabada cascão e outro tablete de queijo (ou doce de leite, não lembro). Ficou conosco neste primeiro momento e nos propiciou bons momentos.Aos poucos o sol foi indo embora e o frio foi tomando seu lugar. Agora quem veio em nosso socorro foi Sérgio, morador da região e responsável pelo sítio que ficamos. Com ele sua esposa Lucinha e suas filhas. Não demorou e o homem providenciou lenha para alimentar o fogão e já foi preparando uma fogueira, pensando no frio que ia fazer mais tarde. Tais providências revelaram-se oportunamente muito eficazes, principalmente quando sentamos em volta da fogueira, nos aquecemos e contamos estórias de trancoso.Enquanto o leitão era consumido e a conversa rolava ao som do DJ Kuka eis que surge no horizonte um ciclista. Diante daquela visão, Kuka que já estava comandando uns bregas na pick-up e já tinha tomado vinho chileno + cerveja + cachaça mineira, não titubeou e disse: “lá vem minha veia”, referindo-se a Professorinha Neide, que saiu de manhã para pedalar e até ali não tinha chegado. A pessoa na bicicleta foi se aproximando e no sentido oposto o DJ Kuka foi para o abraço. Aproximou-se mais um pouco e percebeu que a pessoa era mais alta, musculosa e tinha resquícios de barba. Parou, olhou com mais acuidade e antes de sapecar um beijo e um abraço percebeu que se tratava de Altair, nosso vizinho de sítio. Voltou para o seu banco mais murcho do que chuchu em fim de feira.A festa continuou e quanto mais o leitão era devorado, mas leitão aparecia. Era como se o bicho se reproduzisse na panela.No final da tarde outro ciclista surgiu no alto da serra e após descer uma pirambeira incrível na maior velocidade veio juntar-se a nós. Era Wagner Philadelphi, de São Paulo, natural da região e profundo conhecedor das trilhas do lugar. Trocamos ideias e ficou o compromisso de um dia pedalarmos juntos. Necessário dizer, a bem da justiça, que dessa vez o DJ Kuka sequer levantou da cadeira. Certamente não quis correr o risco de perder um abraço.Refeito do susto Altair veio juntamente com Gabi integrar o grupo. Casal muito simpático. Ele já pedala há algum tempo, ela iniciando, ambos cheios de expectativas. Com certeza pedalaremos juntos nas areias no Chapadão de Pipa, Tibau do Sul e Simbaúma.Finalmente, quando o DJ Kuka já estava perdendo as esperanças, eis que surge entre uma alameda de araucárias uma pessoa vestida toda de preto, montada em sua bicicleta, tal e qual um ninja. Desta feita Kuka não podia errar o tiro, pois pela quantidade de álcool que tinha envergado era um risco levantar da cadeira e caminhar em vão. A bicicleta foi se aproximando e a imagem aclarando. Quando não existia mais dúvida de quem se tratava o DJ Kuka levantou, tal qual uma salamandra no cio, tirou um azimute e fez carreira em direção ao ponto preto, agarrando a professora pelos cós e aplicando um chupão que de tão forte balançou tudo que foi pé de araucária do lugar. Depois dessa demonstração de amor, levou um carão pelo simples fato de ter tomado umas. Não bastasse a reprimenda, a professora ainda manteve o homem “obondonado”, subindo a ladeira para tomar um banho, voltando cerca de três horas depois. Pela demora deve ter gastado uns três sabonetes.A música continuava e desta feita não tocava mais brega, mas o legítimo forró pé de serra, nada mais adequando ao lugar. Luizão, que tinha saído para buscar um pouco mais de arroz, chegou e veio acompanhado de Katy (a Polaca) e Terezinha (Chaveirinho). A simpatia agora era em dose tripla. Teve início então uma prévia da festa junina do Rapadura Biker, cada um pegando o seu par e arrastando os pés no chão frio. Todos os pares estavam perfeitos, porém o que mais chamou atenção foi Paulo Victo e Katy (a Polaca). Como esta é demasiadamente alta a cabeça de Paulão (Zulu) ficou mais ou menos na altura do umbigo dela, bem encaixado. Os olhos dele chega brilharam quando o DJ Kuka catucou a música: “mais raparigueiro do que eu, só papai, só papai”. Enquanto isso, Júnior Verona, sem problema de altura, dançou ainda umas duas partes com “Chaveirinho”, tudo no maior respeito e de acordo com as tábuas de Moisés. Essa galera com certeza também vai nos visitar e vamos fazer um forró pra eles, sem fogueira, é claro.Enfim, após oito horas ininterruptas de funcionamento o MP20 de Kuka travou. Nesse momento o homem travou junto e proclamou para si mesmo que era hora de subir a serra. Olho para o céu, traçou o norte a partir das 3 Marias e tirou numa reta, sendo salvo por Júnior Verona quando estava a 45cm de cair dentro do lago gelado. A sorte é que ele tava com cueca de copinho, daquelas que estica, pois senão não Júnior Verona não tinha aguentado segurá-lo.Refestelados nos recolhemos. Em atenção ao Código de Trânsito Júnior Verona e Paulo Victor resolveram ficar. Soube que dormiram no chalé de seu Kuka e somente acordaram pela manhã quando Júnior resolveu colocar pra fora a pururuca do leitão, limpando o rabo com jornal, arrematando: “cagado, mas bem informado”.Ah, na hora de dormir senti algo incomodando dentro da roupa. Acendi a luz e remexi um dos bolsos da calça encontrando um dos pães de queijo doados por Zé Bonifácio. Olhei para um lado, olhei para o outro e comi o bicho sem deixar rastro.





Preparativos.
Claudia Celi, Andreza e a a mãe.
Aquecendo.
O leitão.
Pururuca.
Lugar agradável.
Luizão.
A Ninja.
DJ "Obondonado"
Fogueira para aquecer.
Forró da molinga.
Mais forró.
Os dois "Obondonados".