12/06/2011

Trilha Junina e Arraiá do Rapadura Biker

A TRILHA:

Na sexta-feira (10/06/2011) recebi via telefone a confirmação da vinda da representação da Paraiba com a finalidade de participar da trilha junina do Rapadura Biker. Às 23h00min chegaram em minha casa os colegas Fernando Amaral, Robertinho e Tony, vindos de Solânea e Bananeiras. De imediato apresentaram um atestado enviado por Agnaldo, justificando os motivos de sua ausência. Verifiquei a autenticidade do documento, conferi e aceitei a desculpa na esperança de que um dia o homem venha pedalar conosco.
Acordamos cedo e seguimos para o tradicional estacionamento em frente ao Plano 100 - local de concentração do Rapadura Biker nos pedais final de semana.
Reunímos dezesseis pessoas (André, Benilton, Evandro, Fernando Amaral, George, Helena, Magela, Moab, Neide, Othon, Rafael, Raimundo, Robertinho, Rodolfo (carro de apoio), Serginho e Tony. O número superou minhas expectativas, pois contava com aproximadamente dez nesse pedal.
Saímos às 08h05min e optamos por um percurso misto, possibilitando terrenos diferentes. Como tinha chovido durante a madrugada encontramos lama no caminho, mas nada que inviabilizasse o pedal.
Quando alcançamos a rodovia "Calçinha Preta" encontramos um despacho de macumba numa encruzilhada. Raimundo, Helena e Neide chegaram bem perto para conferir o conteúdo do "trabalho" e tudo foi registrado em foto. Ouvi dizer, mas não posso confirmar, que teve um ciclista que aproveitou e levou umas frutas do despacho para comer durante o percurso.
Às 10h00min chegamos no Mendes e seguimos para o Bar do Luiz, parada obrigatória dos ciclistas. Como estamos todos íntimos do lugar já chegamos e partimos para a prateleira da bodega e alguém pegou um saquinho de bolo de ovos, abriu, comeu uns três e deixou o saco aberto em cima do balcão. Quem passava pegava um bolo e comia. Quando foi a vez de Seginho pegar o seu bolinho ele verificou que o bicho tava mofado igual a queijo francês. André olhou a data de validade e constatou que o bolo estava tão vencido quanto a sua carteira de habilitação. Nesse momento Neide tinha acabado de colocar o bolo na boca e com a mesma rapidez que o bicho foi a boca ela colocou pra fora. Neide ainda fez o seguinte comentário: "Vi o bolinho verde e pensei que era integral". Era uma verdadeira colônia de bacterias, mas até agora não recebi nenhuma notícia de que alguém passou mal por conta do bolo.
Quando informamos a Luiz sobre o bolo vencido ele nem pestanejou e disse: "Tem nada não, tem outro bem novinho que chegou ontem". O fato é o seguinte: comi dos dois bolos (com mofo e sem mofo) e todos estavam uma "dilícia".
Seguimos por trilha em direção ao Arenã e enfrentamos um trecho de aproximadamente três quilômetros de areia fofa, mas transponível. Helena reclamou mais do que usuário da TIM, mas conseguiu vencer todo o percurso.
Às 11h00min chegamos no trevo de acesso a Laranjeiras dos Cosmes (São José de Mipibu) e ali paramos na tradicional fábrica de doces caseiros. Como de costume fomos comer na cozinha da casa, sendo muito bem recebidos pela proprietária e seus familiares. Moab comeu aproximadamente um quilo de doce, guardando ainda oito potinhos no carro de apoio para comer de sobremesa.
Às 12h00min adentramos no Quirambu Park, nosso objetivo do dia. Seguimos para um banho de piscina e depois deliciamos um almoço farto e barato.
De barriga cheia iniciamos os trabalhos de decoração da festa. No decorrer da tarde chegou mais ajuda (Claudia Celi, Guilherme Lima, Cristiane, Claudia de Cristiane, Angelike, Regina de George, Guga e Dany). As mulheres deram o tom da festa e contribuíram para deixar o local muito bonito.
No final da tarde o pessoal da Paraiba foi embora e segundo ouvi dizer cada um teve um motivo diferente: Fernando Amaral cansou de esperar Seu Cuca para tomar uma. Robertinho foi atender um chamado do pastor da sua igreja e Tony foi receber o dinheiro das vendas do dia, pois o homem passou o pedal todinho fechando negócios por telefone.

A FESTA:

Às 18h00min a fogueira foi acesa. A danada tinha mais ou menos dois metros de altura. Fiz o desafio para alguém "pular a fogueira", porém ninguém aceitou.
A decoração ficou muito bonita e cansei de ouvir essa afirmação durante toda a noite. Aqui vou abrir um espaço para praticar o "nepotismo": essa minha mulher é uma danada. Tudo foi feito na base da amizade e um orçamento muito baixo, mostrando que é possível fazer quando se tem boa vontade.
Às 08h30min Zé Sanfoneiro e seus cabras da peste começaram os trabalhos sanfonísticos. A demora pra iniciar a tocar foi a ausência do cabra do triângulo. Não contei conversa e chamei George para tocar, o homem aceitou e no momento que ia começar os trabalhos o músico chegou e teve início o forró. O pessoal começou meio tímido, mas logo o salão tava lotado.
A galera da Bicicletada mostrou que não é somente boa em cicloativismo, mas que manda muito bem no forró pé de serra. Destaque para Fabiano Silva e Adriana, esta toda caracterizada de matutinha. Teve uma hora que Claudia Celi chegou pra mim e disse: "Benilton de Deus, quem é essa menininha que tá dançando direto com Fabiano Silva?". Respondi: "Tá doida mulé, é a esposa dele, Adriana". Ela disse: "Ah, assim tá certo".
Quem também mandou bem foi Lemos. Na primeira dança parecia um poste daqueles de alta tensão, mas lá pra tantas o homem já tava cheio de molejo.
André não negou sua raízes de São Tomé e mandou bem no forró com Neide do Gás.
Tentei ver Angelike dançando, mas não tive essa felicidade.
Por outro lado, William e Beth (Bicicletada) não pararam de dançar um só minuto. Soube depois que os dois são professores de forró e inclusive atendem em domicílio.
Cristiane e sua irmã Claudia, como sempre muito discretas.
Vitória não deixou o salão nenhum minuto. Parecia uma carrapeta.
Moab (Cohab, Suab, Coad ou Dolab) foi pedalando pra Monte Alegre e voltou no pedal pra Natal. Veio de carro até a festa, dançou feito bailarino do antigo "Zás-Traz" e disse que ainda tinha energia pra voltar correndo pra casa. Acho que esse menino tá fazendo uso do papel Godan que vende.
Bené veio acompanhado de sua filha Bia e tava muitíssimo comportado. Não ouvi nenhum assovio do negão.
Eduardo Campos (Governador) trouxe a primeira dama Ana Rouse, sentou-se perto da porta e passou a noite toda só olhando se o Papa Neto se aproximava, pois este tinha ficado de vir em boa companhia pra festa, mas até o fechamento do blog não existia notícia sobre o paradeiro da figura.
Seu Cuca e o Pinto ficaram de testa tomando uns uísques. Soube que tiveram a visita de um cabra que ficou o tempo todo "pigorando" a bebida, mas isso não impediu que eles secassem o litro.
O Pinto foi dançar e pelo que disseram o homem "tava dançando armado". Seu Cuca ainda ensaiou uns passos, mas logo voltou ao seu trabalho na mesa.
Helena veio comemorar seu aniversário com os amigos. Trouxe um torta que passou a noite toda sendo assediada. A mulher foi botar o Pinto pra dormir e acabou pegando no sono, de sorte que a torta foi devolvida intacta. A solução é congelar e deixar para comer em outra oportunidade.
Revoredo veio vestido de "puliça" e fez muito bem o seu papel: ficou em greve e passou a festa toda dormindo.
O garoto Rafael finalmente apresentou o seu pai ao mundo do pedal, pois até então todo mundo tava pensando que o menino era filho de algum integrante do Bike Tirol.
Camboim finalmente apresentou sua esposa ao  mundo ciclístico: Dona Mônica mostrou-se bastante simpática. O homem também trouxe muitos convidados, um povo bastante animado e sem frescura.
Serginho das Minhocas trouxe Suzi (que tá esperando a bicicleta prometida pelo marido), o irmão Júnior e esposa, e conseguiu a grande proeza de trazer seu Aurino, seu pai, pois o homem tava em casa cheio de saudade de mulher que tá na Suiça. Aproveito para avisar a Dona Zenália (a seguidora mais fiel do blog) que o cabra ficou muito comportado na festa, somente levantando pra receber um brinde no sorteio e para ir embora.
Luciano Cambraia tava com Bela e o filho. O homem tava meio acabrunhado e o mais grave de tudo: tava desprovido de sua máquina fotográfica.
Augusto e Dani muito arrumados. Ele tava parecendo um fazendeiro, o próprio Rei do Gado.
Seu Augusto e esposa bastante animados e prestativos.
Othon e Margareth devidamente caracterizados. Ele também é NDN, ou seja, não dança nada. Da mesma escola que faço parte.
Montinny, Patricia e Heitor também estiveram presentes. Ele passou a festa quase toda correndo atrás do menino, que é pura energia.
Giovanini e Simone trouxeram vários amigos muito animados, dentre as quais merece destaque uma morena chamada pelo carinhoso apelido de BA = Boca de Álcool, isto é, não precisa dizer mais nada.
Afonso Severo veio com a Consulesa Alda e suas cocotinhas. Dançaram muito e ganharam o prêmio de casal mais animado da festa.
Adonai ressurgiu das cinzas e veio acompanhado de Mônica. Estava muito comportado e segundo me disseram a sua nota de R$ 100,00 plastificada foi tomada pelo Banco Central, pois constataram que estava com uma coloração rosada. 
Haroldo Mota conseguiu trazer sua agradável esposa. Como bom ambientalista o homem fez um reconhecimento na área e conseguiu catalogar mais de trezentas espécies nativas plantadas na granja de Júnior Verona. ao lado do local da festa.
George veio pedalando e Regina chegou de carro logo em seguida. Após o almoço os dois passaram umas quatro horas trancados no apartamento...
Genival e Claudia representaram muito bem a Verona Veículo. Ficaram quietinhos, mas também relaram o bucho.
Sebastião da Terral e Lívia prometeram e vieram.  Animados e participativos, sempre dispostos a contribuir.
Júnior Baixinho ressurgiu depois de muitos dias. Trouxe Andréa e Lavínia e disse que não passa de boato a estória de que sua bicicleta tá servindo de varal de toalha lá na casa de Dona Irene em Parelhas-RN.
Pedrinho de Acari veio com Deise e fez igual a guiné. Passou ligeiro na festa, mas tinha um motivo justo que foi acatado pela "Deretoria".
Enfim, a festa foi um sucesso. Tudo ocorreu conforme planejado e conseguimos harmonizar alegria com filantropia. Arrecadamos com o leilão o suficiente para adquirir cem lençóis que serão entregues ao Albergue Noturno de Natal, uma entidade que recebe pessoas vindas do interior do Estado para atendimento hospitalar na Capital e que não possuem condições de pagar uma hospedagem.
Resta tão somente agradecer a todos e ficar aguardando o arraiá do próximo ano.
Paradinha no Mendes para hidratar

Momento Macumba

Paradinha para comer doce caseiro

Chegada em Monte Alegre-RN

A Quadrilha

Camboim, André e Fabiano Silva.

Eis a primeira dama do Bike Tirol.

Da direita para esquerda: Bia (Bené), Alícia (André), Maria Eduarda (Camboim), Júlia (Afonso) e as outras duas que ainda não descobri o nome: futuro do pedal.

Reunião das primeiras damas.

30/05/2011

Arraiá do Rapadura Biker: 3º Tacho

Arraiá do Rapadura Biker: 3º Tacho.
DATA/HORA: 11/06/2011 – a partir das 18h00min.
LOCAL: Recanto do Quirambu, trecho da RN 315 em Monte Alegre-RN. (Aguarde mapa).
TRAJE: Preferencialmente matuto.
COMO CHEGAR: DE BICICLETA: aslfato e trilha (aproximadamente 40 Km). DE CARRO: BR 101 e RN 315 (aproximadamente 35 Km). DE ÔNIBUS OU ALTERNATIVO: Os que se destinam a Brejinho e Passagem passam na porta do local.
ATRAÇÕES: Forró pé de serra, quadrilha, casamento matuto e comidas típicas.
CUSTOS: R$ 10,00 por pessoa (exceto criança até 12 anos). Esse valor será utilizado no pagamento do trio, na decoração do local, aquisição de descartáveis e comidas típicas.
O PAGAMENTO DEVERÁ SER FEITO ATÉ 07/06/11 e após essa data o valor será R$ 15,00.
BEBIDAS E COMIDAS: O local dispõe de um bar com venda de bebidas e comidas, entretanto, quem preferir pode levar sua bebida.
HOSPEDAGEM: O Recanto do Quirambu dispõe de apartamentos sem direito a  café da manhã. PREÇO POR PESSOA: APT c/ar R$ 20,00; APT com ventilador R$ 10,00. As instalações são simples, consistindo em um quarto com uma cama de casal, local pra armar rede e um banheiro. São 14 apartamentos, sendo 7 com ar-condicionado e 7 com ventiladores.
Quem preferir acampar pode levar sua barraca e tomar café da manhã no local ao custo de R$ 5,00 por pessoa.
ALMOÇO DO SÁBADO: O Recanto do Quirambu dispõe de restaurante ao custo de R$ 8,00 por pessoa (mistão e suco).
SISTEMA DE FUNCIONAMENTO DO BAR NO DIA DA FESTA: Cada interessado abre uma conta e seus pedidos serão anotados. Para aqueles que tiverem hospedados o pagamento poderá ser feito no dia seguinte, no fechamento da hospedagem.
OBSERVAÇÃO: O pagamento relativo ao almoço não poderá ser incluído nas despesas finais de hospedagem, pois o restaurante é terceirizado.
CONTATOS: Claudia 94064211 e Benilton 99828905

Confira algumas fotos do ano passado:









Vídeo interessante que compartilho com vocês

Vejam que vídeo interessante sobre os cuidados que o motorista deve ter no trânsito em relação aos ciclistas:

Desafio das serras: Martins e Portalegre

Aproxima-se o mês de julho e tenho planos de fazer um pedal ousado na região serrana de Martins-RN e Portalegre-RN.
O plano é o seguinte: sair de Natal numa sexta-feira (preferencialmente num feriado prolongado) e seguir de carro até Martins, hospedando-se no Hotel Serrano. No dia da chegada um pedal para conhecer a cidade e visitar o mirante (coisa de aproximadamente 10 Km). É só o aquecimento.
No dia seguinte (sábado) vem a parte pauleira da coisa. Vamos descer a serra de Martins por trás, no rumo da cidade de Serrinha dos Pintos-RN (deixaremos uma altitude de mais de 700 metros e desceremos até aproximadamente 300 metros). De lá seguiremos pela trilha da Ladeira da Bica (com muita erosão) e vamos subir até o Jacu (trecho da RN 177). Vamos continuar subindo até Portalegre (pelo asfalto) e visitaremos a cidade, conhecendo o Mirante, a lenda da Feiticeira Cantofa e prosaremos com seu Inácio, proprietário da pensão Portalegre e se possível vamos comer a melhor fava do RN.
Desceremos pelo asfalto até Viçosa (descida perigosa e que exige freio muito bom). Chegando em Viçosa vamos seguir por trilha até trecho da RN 117, mais ou menos no meio da subida da serra de Martins.
O trajeto total é de aproximadamente 65 Km e pretendo fazê-lo com um carro 4x4 de apoio.
Quem tiver interesse é hora de começar a treinar.
Estou esperando a opinião de Nelsinho Maia, do Oiticica Biker, pois o homem tá mais acostumado com a região.
O arquivo no formato KMZ está disponível para quem quiser estudar o trajeto. Basta pedir que eu envio.

A Casa do Bem

Caros Rapaduras:

Uma das propostas do Blog é possibilitar a reflexão acerca do nosso ciclomundo, sob diversas matizes. Recebi o e-mail a seguir da lavra de Flávio Rezende e vou replicá-lo com o intuito de tentar buscar mais voluntários para essa belíssima causa defendida por ele.
Afinal de contas pedalar FAZ BEM:


REFLEXÕES SOBRE A CONCRETIZAÇÃO
DO ATO DE FAZER O BEM

Por Flávio Rezende*

         Como a grande maioria dos meus leitores sabe, dirijo na cidade do Natal a ONG intitulada Casa do Bem. Para que uma entidade assim funcione é preciso ter um suporte financeiro. Nos últimos anos de minha existência na presente materialidade terrena, dediquei boa parte do que chamam de horas para construir este maravilhoso espaço solidário de amor ao próximo.
         O sonho foi realizado e a Casa do Bem existe de fato. Depois me esforcei e até que estou tendo êxito em dotar o equipamento com a mobília necessária para sua funcionalidade. Agora chegou a vez de obter junto aos amigos, os recursos necessários, para que somados aos que pessoalmente coloco lá, a Casa do Bem possa continuar beneficiando tantas pessoas, com ações humanitárias nas áreas da educação, cultura, esporte, lazer e alimentícia também.
       É justamente nesta parte, que acreditava ser fácil, pois o que estou pedindo através da campanha “Gente do Bem” é a simplória colaboração dos que me conhecem e acreditam que o que fazemos é importante, no valor de R$ 20, 30, 50, 100 ou o valor que for possível, através de transferência bancária, mas, o que está acontecendo, é uma total indiferença a campanha, com poucos abnegados realmente fazendo as programações mensais de ajuda.
         Tenho pensado muito a respeito do assunto, pois recebo e-mails, posts no facebook e no twitter de pessoas dizendo que vão ajudar ai quando olho no extrato da conta, não aparece àquela boa vontade.
          Muitos amigos falam maravilhas da Casa do Bem, louvam minha dedicação, acreditam que esse é o caminho certo, ai falo que estamos precisando de ajuda, mas o interlocutor não manifesta desejo de ajudar e, geralmente são pessoas que podem, pois, afinal o que é doar algum valor para uma ONG que não se envolve nem com política e nem com religião, que ajuda tanta gente, uma colaboração mensal entre R$ 20 e R$ 100 reais?
       Eu mesmo apesar de ter perdido praticamente todos os meus clientes de assessoria de imprensa pelo receio que eles têm da minha companhia, certamente temendo que eu peça algo para a Casa do Bem, colaboro não só com a Casa do Bem, mas com diversas outras entidades. Não consigo entender então por qual motivo amigos meus que ganham sempre mais que 10, 15 e uns até 20, 30 mil reais, não ajudam com algum valor?
         Tenho ou não tenho motivo para ficar reflexivo? O que engessa essas pessoas no sentido de não mover palha para finalizar o ato e programar a ajuda? Sentar no computador – o que todo mundo faz todo dia em vários momentos, entrar em sua conta e programar a transferência não leva mais que minutos.
         Vejo pessoas às vezes removendo montanhas para conseguir a cortesia do ingresso para um show, o abadá de um bloco, que prestigia aniversários, comemorações, atendem todos os convites de formaturas, batizados, festinhas de amigos, inauguração de lojas, vão para jogos de futebol, mas, fazer o bem, atender o convite, a convocação de um amigo para ajudar de maneira simplória uma causa humanitária, exigindo apenas uma sentada no computador e uma programação rápida de transferência de valores, não fazem isso.
        Não consigo entender essa dificuldade que as pessoas têm de fazer o bem. Se não pode ir lá dar uma aula, ensinar algo, participar da festinha das mães, da páscoa, da quadrilha, do Natal, colabore financeiramente que é muito importante. Nenhuma entidade vive de elogios e quase todas em Natal passam por problemas.
         Tudo que estou desabafando aqui serve também para as outras ONGs que passam pela mesma situação da Casa do Bem. Algumas conseguiram projetos e convênios, ótimo, na Casa do Bem prefiro trabalhar com essa ajuda dos amigos, não quero muito dinheiro de convênios e projetos, pois quero conduzir os trabalhos de maneira poética, com amor, quando entra muito dinheiro a gente perde o controle e a corrupção pode se instalar, eu ficarei preocupado com a prestação de contas de tanto dinheiro e, a partir daí, não conseguirei mais dormir e, perdendo a poesia da coisa, perderei a tesão e a vontade de amar a todos e de servir a todos sem querer nada em troca.
       Peço ajuda simplória de valores pequenos para dar suporte financeiro a Casa do Bem e continuar ajudando tantas pessoas de diversas maneiras. Basta você sentar no computador alguns minutos e entrar em sua conta do Banco do Brasil ou de outro banco e realizar a transferência mensal por tempo indeterminado. Quando quiser cancelar, entra novamente e cancela você mesmo.
       O procedimento via Banco do Brasil é, depois da senha, você vai ao link conta corrente e consulta depois transferências, depois mesada e em seguida autorização. Neste momento aparece o quadro e você preenche o valor, o tempo, o dia que sai de sua conta. A nossa conta é 26847-X – agência 1668-3 – Banco do Brasil. Se você não gerencia sua conta pela internet, vá ao seu banco e peça ajuda dos funcionários que eles fazem isso. Temos mais informações no site www.casadobem.org.br.
      Nós trabalhamos por um mundo melhor em todos os sentidos, somos cheios de boa vontade, somos idealistas, ensinamos a pescar, focamos na educação, temos um cursinho, alfabetização de idosos, nosso trabalho é preventivo no que diz respeito às drogas, é humano, é solidário, é do BEM mesmo.        
         Precisamos de sua parceria, de sua colaboração e, por isso lhe peço humildemente afinal, mãos que ajudam são mais santas, que lábios que oram e, se sua preferência for por outra entidade, vá fundo, como disse, todas precisam e, a humanidade, necessita igualmente da participação de todos na construção de um planeta melhor.
     Faça a opção por algum trabalho dos que existem e seja parceiro do BEM: realmente, efetivamente COLABORE!


* É presidente da Casa do Bem, escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (acasadobem@gmail.com)

29/05/2011

Serra Caiada

ACORDANDO E CONCENTRANDO:

Acordei às 04h00min para buscar a cria mais antiga na balada. Quando cheguei em casa e procurei algum pedaço de sono deixado no quarto não encotrei foi nada. O sol apareceu bonito e tratei de colocar o "modelito" do dia e aguardar a hora de ir ao local de concentração.
Às 05h30min Bené já estava no portão de casa e Claudia Celi já estava pronta no horário. Essa é uma das vantagens do pedal, pois a mulher não precisa fazer unhas, nem tampouco a imprescindível escova, o que já é uma vantagem muito grande.
Chegamos no posto Emaús e lá já encontramos William, Magela, Professor Raimundo e Rochinha.Não demorou muito e foi a vez de Miltinho encostar e logo em seguida quem chegou foi o casal Alex Alcoforado e Thaíse. Depois chegou Eduardo Campos e fechando o grupo o tirolês Moab (também conhecido por Noab, Joab e Hamurábi).
Às 06h15min deixamos o posto, distribuindo os doze ciclistas e as respectivas bicicletas nos carros.
Antes da saída nos despedimos de Jean Claude (se não for francês, tá estudando pra isso) que esperava desde às 05h30min o seu grupo de pedal que ia fazer a Trilha da Galinha, em Goianinha-RN. Convidei para que fosse conosco, mas ele disse que ia esperar mais um pouco. Despedimo-nos em francês, logicamente, lembrando das lições de francês no Diocesano de Mossoró: "au revoir", que por muito tempo eu pensei que era negócio de aviador.

OS QUE LEVARAM FALTA:

Alguns colegas manifestaram de alguma forma durante a semana a intenção de participar do pedal e por tal motivo vão levar falta. Vou nominar cada um e tentar resumir as justificativas sugeridas pelos ciclistas presentes.
MINISTRO AFONSO SEVERO: Dizem que o motivo foi ansiedade. Explico: como o objetivo principal do Ministro era comer a galinha da Elza, ou melhor, na Galinha da Elza, ele preferiu não enfrentar os 42 Km e pediu uma galinha caipira por telefone, estando labendo os dedos até agora.
CONSULESA ALDA: Foi vista na noite anterior no show de Isaque Galvão e ficou anestesiada com o tributo a Altermar Dutra, tendo ido afogar as mágoas no Consulado da Ribeira, de forma que só acordou quando vieram entregar a galinha na sua casa.
NETO PAPA: Teve uma noite daquelas. Aproveitou o friozinho gostoso e arrumou um travesseiro novo, dormindo mais do que gato em bica.
EVANDRO: Ninguém soube explicar, mas acho que ele tava envolvido com o lançamento do mais novo estúdio fotográfico da cidade e acordou cedo pra fazer algum book.
JANIARA: Disse uma fonte fidedigna que a mulher malhou tanta perna na noite anterior que já tinha adquirido condicionamento pra durar um mês.
JÚNIOR VERONA: Foi cumprir uma missão diplomática em Santana do Matos, bem pertinho do Reino de Seráphia.
SERGINHO DAS MINHOCAS: Alegou uma dor na lombar. Segundo o "gineculogista" Bené o problema pode ser a cama, ou melhor tem origem na cama.

A CHEGADA NA FAZENDA NOVILHOS:

Às 07h10min estacionamos na Fazenda Novilhos. Fomos recebidos por Marineide, esposa de Zé Augusto. Começamos os ajustes finais e quando tencionávamos sair chegou a primeira surpresa: Marineide, juntamente com Rebeca que ainda estava com cara de sono, preparou um café da manhã delicioso (cuscuz, ovo bem amarelinho, queijo de manteiga bem novinho, pão, café e leite). Comida gostosa e feita com carinho. Abastecemos a pança, agradecemos e seguimos nosso rumo.

O PEDAL:

Pedalamos um pouco na estrada de barro e logo chegamos na BR 226. O trânsito estava tranquilo e com pouco tempo avistamos a pedra de Serra Caiada.
Entramos na cidade sob os olhares curiosos dos populares. Passamos na rua principal e observamos praças bem conservadas e ruas relativamente limpas. Logo na entrada tem um canal que tá pedindo uma limpeza.
Deixamos a cidade e seguimos por estrada de barro até o Assentamento Três Corações. Do lado direito a pedra enorme da Serra Caiada. Na frente, sempre olhando para nós um pico muito parecido com o Cabugi estava sempre ao alcançe da vista.
Chegando no Assentamento dobramos à direita e do lado esquerdo um açude grande foi nossa paisagem.
Após uns quatro quilômetros do Assentamento tínhamos que entrar à direita para chegarmos em Elói de Souza, entretanto, este navegador que vos escreve estava tão relaxado que cometeu dois erros crassos: não tomou a dianteira e não conferiu as informações do GPS. Ademais, o Professor Raimundo tava hipnotizado pelo pico parecido com o Cabugi, ligou o turbo e saiu na frente com mais de mil, de forma que somente após uns quatro quilômetros foi que percebemos que a rota estava errada, pois a bússola apontava para Tangará e Lagoa de Velhos, que seguramente não era o nosso objetivo.
Em determinado trecho tivemos um gesto incrível de solidariedade. Eduardo Campos, que estava inaugurando a sapatilha de ciclista (pois segundo o próprio a sua experiência anterior com sapatilha foi quando fez um teste para participar do Ballet Bolshoi) resolveu utilizar uma procuração outorgada pelo Papa Neto e beijou o solo sagrado da região de Serra Caiada, tomando um capote que por muito pouco não foi registrado em vídeo. Isso sim é que é amigo, quando um não vem o outro cai no lugar dele.
Paramos numa sombra e nesse instante apareceram uns quinze aparelhos de GPS, todos indicando o nosso erro. Decidimos que o mais prudente era voltar e buscar o caminho correto.
Quando chegamos ao ponto certo que deveríamos entrar tivemos que tomar outra decisão. O sol estava quente e algumas pessoas já não tinham mais água. Optamos então por voltar pelo Assentamento, pois ali sabíamos que encontraríamos uma bodega para abastecimento.
Fiquei juntamente com o agora aclamado Papa Eduardo Campos na companhia de Bené, pois começou a reclamar de cãimbras fortes. O grupo adiantou até o Assentamento e seguiu para uma bodega para nos aguardar.
Bené começou a fazer alongamento para espantar as cãimbras e em determinado momento resolveu fazer um teste com a pernas. Quando começou a andar ficou parecido com o Exterminador do Futuro depois que levou uma chuva de balas, andando com uma perna dura e outra mole. Quando ele finalmente conseguiu chegar no Assentamento foi meio mundo de menino correndo com medo, tendo um deles dito: "Mãe, vem ver o Robocop".
Reunimos então na bodega e tivemos a alegre companhia de Zé de Bidô e seus familiares. Tomamos uns refrigerantes, bebemos muita água e rachamos um saco de pipoca Bokus. Tudo no lugar e Bené já recuperado tomamos o rumo da Fazenda Novilhos.
Paramos na igreja Matriz e tiramos uma foto. Na saída da cidade uma parada para comprar água mineral. Claudia Celi e Bené sentaram num banco da parada de ônibus e tenho certeza se parasse ali um alternativo eles pulariam dentro.
Quando nos preparavarmos para sair de Serra Caiada um carro parou. Do seu interior desceu Neta (a foia - depois eu contou essa estória) que estava indo até um sítio tomar umas truacas. Combinamos que da próxima vez o ponto de apoio vai ser na casa dela. Despedimo-nos e seguimos o rumo.

FAZENDA NOVILHOS: O RETORNO

Às 12h30min chegamos ao terreiro da fazenda e o único incoveniente fou um pneu furado na bicicleta de Bené, que foi logo sanado.
Desta feita Zé Augusto já estava presente e tivemos a segunda surpresa do dia. Marineide preparou um verdadeiro banquete (galinha caipira, pato, carneiro, frango assado, salada de verduras, feijão bem verdinho, arroz, macarrão, batata doce, sucos, refrigerantes e o outras coisas que não gravei, devido a quantidade). Foi um almoço sensacional e veio em muito boa hora, pois todos estavam cansados e com fome.
O pessoal sentou na companhia de Zé Augusto e começou a conversar e comer. Só se ouvia o barulho dos talheres roçando nos pratos e os elogios de um lado a outro da mesa.
Alguns ciclistas se destacaram no aspecto gastronômico e por tal motivo serão aqui destacados:
MAGELA: Pequeno e calado, mas altamente comedor. Parecia mais um boi de campinadeira. Sentei ao lado dele e fiquei de braço doendo de tanto prato diferente e jarra de suco que fiz chegar até o homem. Acho que o seu nome tem origem no povo Magelino da antiga Sicília, conhecidos pelo apetite invejável.
MOAB, JOAB, NOAB ou HAMURÁBI: O representante do Bike Thiiiiiiiiiiiirol é uma verdadeira forageira. O cabra  aprendeu rápido com NBA e Carlos Camboinha (depois eu explico), de forma que repetiu doze vezes e foi o último a sair da mesa,
THAÍSE e ALEX ALCOFORADO: A primeira é caladinha, mas não deixa a boca quieta quando o assunto é mastigatório. O segundo não come carne (o que segundo Bené é um problema pra quem pretende casar), mas não se fez de rogado: atracou-se com a tigela de feijão verde e com a salada, de modo que a sua voz foi pouco ouvida durante toda a comilança.
WILLIAM: Outro cabra calado, mas que tem a boca boa. O homem parece que tinha acabado de tirar do lugar o motor de uma caminhão, de forma que o seu prato tava mais alto do que a própria serra caiada.
ROCHINHA: É mago porquê quer. O ciclista aviador fica somente observando, opinando aqui acolá e trabalhando o queixo. Deve ter uma parceria com o pessoal do Rei dos Colchões, pois na hora de arrumar as bicicletas em cima da caminhonete de Milton o homem tirou de dentro do seu carro aproximadamente uns dezessete colchonetes.
MILTINHO: Esse é corrosivo. Come tudo que passar na frente dele. Comeu tanto e ainda comentou que se soubesse que era tanta fartura tinha trazido uma garrafinha de vinho para abrir o apetite.
Quando a comilança terminou foi o momento de uma pausa digestiva. Quando resolvemos nos despedir a terceira surpresa: Marineide preparou um bolo e somente fomos embora depois de tomar café com bolo quente. Pense uma coisa boa!!!
Enfim, comemos tanto que na volta ninguém sequer olhou para o tradicional Restaurante Galinha da Elza.

AGRADECIMENTOS:

Quando liguei para Zé Augusto foi tão somente para pedir um local seguro para estacionamento dos carros. Um ponto de apoio para nossa saída. O homem, como sempre, foi além e mais uma vez recebeu o Rapadura Biker com muita atenção e carinho.
Em nome de todos agradeço a Zé Augusto, sua esposa Marineide, seus filhos Alexandre, Rebeca e Râmida e a demais pessoas que estavam na Fazenda Novilhos e nos receberam com um sorriso no rosto, nos deixando totalmente à vontade.
Claudia Celi descobriu a bicicleta de Zé Augusto estacionada perto do galinheiro-churrasqueira e na oportunidade foi reafirmado o compromisso do anfitrião pedalar conosco.

DADOS DO PERCURSO:

TOTAL PEDALADO: 45 Km.
TEMPO TOTAL APROXIMADO: 04 horas.
TERRENO: Em sua maioria plano, com pequenos aclives. Asfalto, barro e areia fofa.
PONTOS DE HIDRATAÇÃO: Serra Caiada e Assentamento Três Corações.
NÍVEL DE DIFICULDADE: Médio.
OPÇÕES DE TRILHAS NA REGIÃO: Muitas. De lá é possível chegar em Lagoa de Velhos, Sítio Novo, Tangará, Santa Cruz, Eloi de Souza e outras cidades.
OCORRÊNCIAS DIGNAS DE NOTA: um pneu de furado, muito embora a região tenha muitos espinhos da algarobeira.

O mapa com detalhes do erro e as amplas possibilidades de trilhas na região.

Concentração na Fazenda Novilhos: 07h30min.

Café da Manhã na Fazenda Novilhos: 07h50min.

Moab mostrando a força do Bike Tiiiiirol no café da manhã.

Fotos antes de iniciar o pedal.

Deixando Serra Caiada.

Bené e finalmente uma coisa dura: a perna.

A serra caiada ao fundo.

Foto na Matriz da cidade.

Claudia Celi, Thaíse e Alex Alcoforado.

Claudia Celi e Bené doidos que parasse um ônibus.


Neta (a foia), Claudia Celi e um sobrinho de Verinha Verona.

Enquanto a galera almoçava essa senhora debulhava o feijão verde.

Claudia Celi resgatando a bicicleta de Zé Augusto.

O grupo com a família de Zé Augusto.

Claudia Celi, Marineide, Alexandre e a namorada, Zé Augusto, Râmida e Rebeca.

Bolo quente com café mais quente ainda.
Uma parte dos colchonetes de Rochinha: a bicicleta vai no maior conforto.

Pequena amostra do almoço.

27/05/2011

Nosso destino de amanhã é Serra Caiada-RN. Conheça um pouco da história do lugar: http://www.ferias.tur.br/informacoes/7283/serra-caiada-rn.html

"O povoamento na região começou com a concessão de terras ao padre José Vieira Afonso, em Dezembro de 1754. Inicialmente chamada de Caiada de Cima, diferenciando-se da sua vizinha Caiada de Baixo e por sua  posição geográfica em relação ao rio Jundiaí e à serra, o povoado foi crescendo com a criação de várias fazendas de gado e de muitas lavouras.
Em 1938, o povoado passou à condição de distrito e no dia 24 de Novembro de 1953, pela Lei número 908, desmembrou-se de Macaíba, São José de Campestre e São José de Mipibú  tornando-se  município com o nome de  Serra Caiada.
Em 1963, o  novo município passou a chamar-se  Presidente Juscelino, homenageando o ex-Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, voltando posteriormente ao seu antigo nome, Serra Caiada.
(...)
Pedaço mais antigo da América Latina
A rocha imponente, por trás das miúdas casas, não é apenas um desenho de alta precisão. Tem atributos de fazer inveja — em termos geológicos — ao chamado Velho Mundo. Com suas manchas que lembram uma pintura de cal, a famosa Serra Caiada, a 72 km de Natal, é o pedaço mais antigo da América Latina e está entre os fragmentos rochosos mais velhos do mundo."

Amanhã vamos pedalar no entorno de Serra Caiada-RN, uma cidade pequena que sempre esteve no nosso caminho, mas que nunca paramos para conhecer melhor.
Às 06h00min da manhã saíremos do Posto Emaús (BR 101 no sentido Natal-Parnamirim). Iremos de carro até a Fazenda Novilhos, no nosso amigo Zé Augusto, localizada nas proximidades da entrada do Município de Elói de Souza-RN. De lá seguiremos de bicicleta pela BR 226 até a sede do Município de Serra Caiada-RN e provavelmente procuraremos um lugar agradável para o café da manhã. Iniciaremos então a trilha propriamente dita, seguindo pelo Assentamento Três Corações, contornando a grande pedra e então chegaremos em Elói de Souza e faremos uma parada para hidratação em alguma bodega. Voltaremos então pelo asfalto até o local de estacionamento dos carros.
Na volta faremos uma parada estratégica no famoso restaurante "Galinha da Elza" e vamos verificar se o tempero continua gostoso.
Se você não tem programação para o sábado, venha pedalar conosco.