11/02/2011

Pedal Urbano

Hoje realizamos mais um pedal urbano noturno. Significa dizer que o trajeto foi todo feito por dentro das principais ruas de nossa cidade, possibilitando assim ao ciclista sentir na pele o quão difícil é pedalar no trânsito que ainda não trata a bicicleta como um veículo, mas tão somente como um empecilho. Ademais, pedalar nas ruas da cidade permite vivenciar a buraqueira e a sujeira que tomam conta da nossa querida Natal.
Alguns criticam a iniciativa, mas continuo firme no propósito de que temos que ocupar nosso espaço e mostrar que existimos. Ficar tão somente na Rota do Sol ou nas trilhas é importante, mas ganhamos maior visibilidade quando mostramos a nossa cara. Aqui vale lembrar o dito popular: "quem não é visto, não é lembrado".
Hoje seguimos pela Rua Jaguarari e passamos no Barro Vermelho, um bairro que antigamente era local de veraneio "longe do mar e da mata". Passamos pelo Viaduto do Baldo e depois na Cidade, que por incrível que pareça ainda tem umas casas antigas. Descemos pela Ribeira (tão bonita, mas tão pouco utilizada por nós), sentimos os "aromas" das Rocas e do Canto do Mangue e chegamos na Praia do Forte. A Ponte de Todos permite uma linda visão noturna da cidade, seja pra qual lado for. Na Redinha encontramos o povo nas ruas e casais namorando nos locais mais escuros. Uns dois ou três bêbados vagando pelas ruas em busca de casa ou de algum boteco.
O grupo de aproximadamente vinte e três pessoas estava bastante animado. Foi muito legal ver as camisas do Rapadura Biker e do Biker Tirol pedalando juntos, sem arengas, futricas ou intrigas. Acho que esse é o espírito da coisa.
Na volta o vento estava massacrando na subida da Ponte de Todos. Era como se você pedalasse contra um ventilador enorme ligado na velocidade três.
Quando atravessamos a ponte o grupo se reuniu para aguardar os retardatários. Esperamos uns cinco minutos e de longe avistamos as luzes piscando de umas seis bicicletas. Finalmente chegaram e Sebastião já foi logo avisando: um dos ciclistas tinha exagerado na pizza de calabresa com refrigerante antes do pedal e quando se esforçou para subir a Newton Navarro a massa encontrou com o gás e o resultado foi um desastre. Ninguém confirmou essa versão, mas ouvir dizer que o cara arriou o calção, colocou a bunda apontando para o Rio Potengi e mandou ver. Amanhã vou acordar cedo para ler os jornais locais e verificar se a Capitania dos Portos registrou se algum navio sofreu algum ataque fecal quando passava embaixo da Ponte de Todos.
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