21/10/2010



A primeira viagem: Natal/RN a Passa e Fica/RN (Pedra da Boca):


Quando incorporei o ciclismo em meu cotidiano a primeira vontade foi realizar uma viagem.
Ouvi de um amigo um relato sobre o Parque Estadual da Pedra da Boca, localizado na divisa dos Estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Pesquisei na Internet e fiquei encantado com as fotos do lugar. A distância era razoável: aproximadamente 120 Km. Disse para mim mesmo que aquele seria o destino.
Um belo dia resolvi viajar sozinho, entretanto, por algum motivo a viagem não vingou.
Pedalando na Rota do Sol fiz algumas amizades e ali encontrei outros ciclomaníacos que toparam fazer a viagem. Marcamos uma data e horário. O ponto de saída ficou definido na minha residência.
Do grupo eu somente conhecia Augusto e Wendell, pois já tínhamos pedalado juntos na RS, Magdael foi o primeiro contato: o cara é fascinado por aviação. Já tinha experiência em viagens longas de bicicleta. Revelou-se uma excelente companhia para viajar. Shirley e Wellington também conheci naquele dia. Chegaram lá em casa sem capacetes e luvas, mas Cláudia logo tratou de equipá-los com os excedentes que sempre temos lá em casa. Wellington levava bagagem para passar um ano e quem olhava para sua bicicleta pensava que era uma entrega de roupa de lavanderia. Foi hilário!
Saímos de Natal era um sábado, dia 02 de junho de 2007, às 22h00min embaixo de chuva. Ali era o momento de desistir, pois logo na primeira viagem sair de casa todo molhado não parecia idéia muito boa. Seguimos em frente no rumo de Cajupiranga e ali adentramos nas obras de duplicação da BR 101. Antes de chegarmos ao posto da Polícia Federal encontramos um veículo atolado, com o motorista e passageiros, inclusive algumas mulheres, totalmente embriagados. Ajudamos e conseguimos desatolar tanto o carro quanto seus ocupantes.
Deixamos a BR 101 e seguimos pela RN 316 com destino a Monte Alegre/RN. Chegamos por volta de 00h30min e paramos para fazer um lanche.
A chuva continuava e agora estávamos mais ensopados do que lenço de viúva honesta, mas a vontade de pedalar era maior do que tudo.
Por volta de 02h00min da madrugada chegamos a Brejinho/RN e a cidade dormia tranqüila. Paramos defronte a um prédio comercial iluminado e sentamos na calçada para uns minutos de descanso. Qual não foi a nossa surpresa ao olharmos para a fachada e constatarmos que ali funcionava uma funerária. Ótimo, pois estávamos literalmente quase mortos.
Chegamos a Santo Antônio do Salto da Onça/RN já era quase 04h00min da manhã. Paramos nas proximidades do Ginásio de Esportes e ali encontramos mais um “bebum” procurando o celular perdido. Aqui abro um parênteses para um registro: Toda pedalada que se preza tem que ter um cachorro gaiato, um bêbado engraçado e um cara com a camisa do Flamengo.
O dia amanhecia quando entramos em Passa e Fica/RN. Paramos no primeiro restaurante dentro da cidade e comemoramos com um delicioso café interiorano: ovo, pão, cuscuz, queijo, tapioca, café, leite e suco.
Dali para o Parque da Pedra da Boca apenas 3 Km nos separavam. No caminho avistávamos a “Boca”a encoberta por uma névoa. Era inverno e estava tudo verdinho. Valeu à pena cada metro pedalado. Chegamos aproximadamente às 06h30min na casa de Seu Tico e fomos muito bem recebidos por toda sua família. Dali pra frente foi “só alegria!!!”. Banho tomado, uma rede armada e tome relaxamento.
Claudia nessa época não pedalava e chegou cedinho na Pedra da Boca juntamente com Amanda e Guilherme para me trazer de volta para casa.
Daquele dia em diante tive a certeza que muitas viagens ainda estavam por vir.
Obrigado aos companheiros de viagem e ao apoio da família.
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