24/04/2011

Pedal em Casserengue-PB

"O nome Casserengue surgiu muito antes da formação do povoado; fala-se que viajantes de outras localidades da região, ao saírem em viagem, pernoitavam naquela localidade onde hoje é a cidade de Casserengue e durante a estadia naquele lugar percebiam as árvores que ficavam úmidas e que as folhas ficavam molhadas. Diante dessas observações, os viajantes comentavam o seguinte: este lugar demora, custa a chover mas, sempre à noite cai sereno, daí então surgiu o nome Casserengue." fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Casserengue.




A sexta-feira da paixão foi o dia escolhido para mais um pedal na região serrana de Bananeiras-PB. Como era um feriado religioso a minha expectativa era de poucos participantes. Às 07h30min já estava pronto juntamente com Fabinho Bom Todo, integrante do Rapadura Biker que estava em Guarabira-PB e resolveu tirar o mofo da bicicleta. Às 07h55min quem chegou pedalando foi Neide, vindo da Pousada da Estação, tendo, portanto, subido no pedal a conhecida e temida ladeira do "Para Velho". Saímos os três às 08h00min no rumo de Solânea-PB, seguindo por estrada de barro pelos caminhos da Chã do Lindolfo.
Após meia hora chegamos na praça central de Solânea e ali já estavam alguns colegas de Bananeiras e Solânea (Robertinho, Anderson pequeno, Fernando Amaral, Juninho, Tony e Professor Anderson). Aguardamos um pouco mais e outro colega de Bananeiras juntou-se ao grupo. Mais uns minutos e foi a vez do Professor Max e outro colega integrarem o pelotão. O sol começou a esquentar e Robertinho resolveu iniciar o pedal, avisando antes a Agnaldo para encontrar o grupo no caminho.
Descemos pela rua principal de Solânea no sentido de Campina Grande-PB. Antes da saída da cidade deixamos o asfalto e pegamos à esquerda, no caminho de Serraria-PB, já nosso conhecido de outra trilha.
Após uma longa descida no barro pegamos o caminho da direita, seguindo em busca da cidade de Arara-PB. Passamos na entrada de um parque de vaquejada e iniciamos um single-track alucinante. Lá no final o grupo parou para juntar e foi a vez de Agnaldo chegar com Hugo (de João Pessoa-PB) para pedalar conosco. Pedalamos alguns quilômetros e encontramos uma ponte com quatro esculturas de leões em seus pilares. O fato chamou a atenção e bastou olhar para o lado e constatar uma bonita casa de fazenda. De imediato os colegas paraibanos informaram que ali era a fazenda de Seu Jacó, que fazia questão de preservar o lugar, inclusive as mobílias. Resolvemos então pedir permissão para uma visita e fomos recebidos pelos proprietários da casa, que nos franquearam a entrada e permitiram uma maravilhosa viagem no tempo. Incrível. Aquela casa é pura história: tudo no seu devido lugar, como se o tempo tivesse parado ali. Abastecemos as garrafinhas, tiramos alguns retratos e tive o prazer de conhecer seu Jacó, que me disse que faltam oito anos para que a casa seja centenária.
Seguimos nosso caminho e logo chegamos em Arara-PB. Ali fomos até a lanchonete de seu Antônio, um senhor muito simpático que nos recebeu muito bem: água de côco, pudim de leite, água mineral e refrigerante. Teve até quem arriscou comer um bauru e tomar uma latinha de cerveja. Neide deu uma saidinha e chegou rapidamente trazendo um balaio de pipoca, dizendo que o sal também é importante na reposição energética.
Do lado de fora da lanchonete encontramos um BBB (bicha bêbada beijoqueira) que insistia em mandar beijinhos para todo mundo, dizendo o tempo todo "quero mamar".
Na saída uma parte do grupo resolveu seguir pelo asfalto até Solânea, ao passo que preferimos seguir por trilha até Casserengue e ali chegamos por volta de 12h30min. A cidade estava totalmente parada e fomos até uma churrascaria localizada  na saída. Novamente abastecemos as garrafinhas e como era Semana Santa Fernando Amaral teve coragem e pediu um caldo de peixe.
De Casserengue você avista a Serra da Caxêxa, que segundo Tony é um lugar importante no relevo paraibano, sendo inclusive alvo de estudos, especialmente em relação no quesito vento. Agnaldo aproveitou para fazer o maior terrorismo sobre o pedal naquele lugar, dizendo inclusive que da última vez que passaram por lá encontraram quatro esqueletos ao lado de quatro bibicletas comidas pela ferrugem.
Após a aula de Tony e os exageros de Agnaldo resolvemos que era hora de voltar. Continuamos por trilha e pedalamos pelo trecho inacabado da estrada de ferro. Algumas paradas na sombra e finalmente chegamos na praça de Solânea, quando o relógio da Matriz apontava para 14h15min. Escoramos as bikes no bar de Brasilina, nos despedimos e fomos cada um para o seu destino.
Foram 58 Km pedalados. O trajeto é excelente, podendo ser feito por ciclistas com relativa experiência. Recomendo.
P.S.: Chegando em casa encontramos seu Cuca que mais uma vez prometeu que vai pedalar. Mais tarde chegaram Vera e Júnior Verona, este trazendo um galo vivo dentro de uma caixa. Mais tarde ainda foi a vez de Alda e do Ministro Afonso Severo, este trazendo uma caixa cheia de peixe. O restante da história não precisa contar.

Robertinho Bike: sabe tudo de bicicleta e está disposto a aprender mais.

Descida espetacular.

Anderson: vai longe.

Bendita sombra
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