13/01/2011

Reformatando: RAPADURAS - 7

Reformatando: RAPADURAS - 7: "A turma dos Rapaduras acordou cedo. De 05:00 da manhã já tinha nego regulando bike e trocando pneu.Tem uns pneus de 200 contos que tão..."

Viagem do Elefante: 8º Dia - Patu-Caicó

Ontem resolvemos mudar o cardápio do jantar e fomos comer pizza em um local bem próximo da pousada. Logo que escolhemos o ponto detectamos um problema: tinham uns cabras de peia competindo para decidir quem tinha o som do carro mais potente, fazendo nossos ouvidos de cobaia. O garçom que nos atendeu ofereceu colocar a mesa em um local mais reservado e aceitamos a gentileza. Enquanto aguardávamos fomos forçados a mudar de posição novamente, desta feita em razão de um amontoado de "braboletas" que resolveram saber como foi a nossa viagem e ficaram voando na lâmpada fluorescente em cima de nossa mesa. Pra completar, passou um bêbado e resolveu mijar bem pertinho de nós. Foi a gota d´água, ou será de mijo. Voltamos ao ponto de origem e para nossa sorte os caras desligaram o som.
Noite tranquila de sono. Nada digno de registro, ou seja, a sociedade protetora dos animais agradece.
Acordamos cedo, tomamos café e caímos na estrada. A ansiedade era tão grande que pela primeira vez não registramos em foto a nossa saída. Detalhe: pela primeira vez estão pedalando tão somente os seis que pretendem fazer todo o trajeto.
Seguimos pela 501 no rumo da Paraíba, passando por trás de Patu. Após uns 11 Km encontramos a divisa RN-PB. Começou então um trecho já esperado de estrada de barro, foram aproximadamente 4 Km, que foram facilmente vencidos.
Chegamos em Belém do Brejo do Cruz/PB e o povo curioso queria saber o nosso destino. Como já havia combinado antes com o grupo e sabendo que aquela região tem uns amigos do alheio, cada um deu uma resposta diferente, de forma que para o povo do lugar nós estamos no rumo de Aracaju, Cabrobó, Santiago de Compostela, Guarabira, Remígio e Kuala Lumpur.
A próxima cidade paraibana foi o Brejo da Cruz. Paradinha em um posto na entrada da cidade para molhar a cabeça em uma cisterna de água fria. De imediato, não sei por qual motivo, André Falou: se Fabiano tivesse aqui essa água seria pouca para esfriar aquela bebeça.
Ainda em Brejo do Cruz paramos para tirar foto em frente a um secular prédio da cadeia pública. Foi a foto mais difícil, pois a todo momento passava um carro ou uma moto na frente da máquina. Na último relatório feito pelo DCDVE - Departamento Contábil da Viagem do Elefante - foram anotados 25 filmes de 36 poses.
Voltando um pouco ao posto na entrada da cidade, eis que alguém resolveu lembrar a Raimundo que ali era a terra de Zé Ramalho e que mais na frente tinha um violão em sua homenagem. O homem então não podia encontrar uma viva alma que já perguntava: "onde é que tem um violão bem grande?". Isso é lá hora de fazer seresta.
Conseguimos finalmente atravessar o Brejo da Cruz e de fato na saída ou entrada, depende do ângulo, encontramos uma placa com um violão enorme. Registramos e fomos embora.
Mais adiante uma nova placa anunciando nosso retorno ao RN.
No caminho entre Brejo da Cruz e Jardim um ciclista nos acompanhava em uma barra-circular. O cara passava por nós com uma facilidade incrível. Abordamos o elemento e o DS (Departamento de Segurança) fez as perguntas de praxe, tendo descoberto que o rapaz é do bem. Seu nome é Kiko (Quico) mora em Brejo, vai quase todo dia de bike a Jardim e revelou-se uma ótima companhia de viagem.
Chegamos em Jardim de Piranhas/RN e paramos em uma bodega para abastecer, pois 30 Km nos aguardavam até Caicó. Aqui encontrei a coca-cola de dois litros mais cara da viagem: R$ 5,00. Ainda pedi preço, mas o galego foi irredutível, argumentando que o gelo foi de graça. Tá bom!. Meu consolo é que tava bem geladinha.
Foram os 30 Km mais longes da minha vida e pra variar minha bike furou em menos de cinco minutos duas vezes o pneu traseiro.
O sol começou a ferver nosso juízo e o vento continuava batendo na nossa cara. Tenho até que ver se não há como enquadrar o danado do vento em um dos diversos crimes previstos no Código Penal. Pense num bicho criminoso.
Finalmente chegamos em Caicó e fomos recepcionados por Neide com umas providenciais garrafinhas de mineral. Foi a água mais gelada que já tomei na minha vida.
Na entrada da cidade Jadson seguiu para casa de parentes e os demais foram almoçar em um restaurante muito legal. Depois disso fui para uma pousada com Raimundo e Serginho, ao passo que André e Artur seguiram com Neide para a casa de uns parentes desta.
Pela primeira vez na viagem dormi assim que cheguei. Foi bom! Acho que é o corpo mandando seus sinais.
André, Neide e Artur foram entrevistados por uma rádio local. É importante divulgar os nossos propósitos.
Tentei blogar no meu netbookbike, mas a internet não deu pedal. Estou agora em uma lan house e desconfio que o troço é movido a lenha. Fazer o quê? Interessa é que estamos todos bem e que amanhã temos mais uma etapa a ser vencida. Que venha o Acari.
P.S.: A quantidade de lixo, principalmente garrafas plásticas encontradas no caminho, é algo inacreditável.

12/01/2011

Viagem do Elefante: 7º Dia - Pau dos Ferros-Patu




Ontem fomos jantar com a galera do grupo de Ciclismo Pauferrense. A turma é excepcional. Foram nos buscar de carro na casa de Nelsinho e nos levaram para uma noite de pizza na Praça de Eventos da cidade. Formou-se uma mesa enorme, inclusive com parentes dos colegas do lugar. Depois do jantar os caras ainda nos acompanharam até a casa de Nelsinho e o papo rolou solto até às 22h00min. É claro que o assunto pautado foi bicicleta.
Hoje acordamos às 05h00min, preparamos o nosso material e exatamente às 06h00min o colega Lafaeite passou para nos levar até sua residência, onde um delicioso café da manhã nos foi servido à borda da piscina. Mais uma vez fomos muito bem tratados. Quem apareceu para tomar café conosco foi Cleodécio e no momento da saída foi a vez de Deividson aparecer para desejar boa viagem, pois afinal de contas o homem tem que trabalhar hoje.
Voltamos para a casa de Nelsinho e o homem já estava pronto para nos acompanhar no pedal até Patu. O cabra é danado e cumpriu uma de suas metas previstas para o ano. Guilherme de Nelsinho tinha compromisso hoje e quem fez o papel de motorista do carro de apoio foi Francisco, irmão do colega Fernando. O cara veio de São Paulo, está em férias e aceitou o encargo de nos acompanhar. Valeu demais Francisco.
Pousamos para foto na saída e além de Nelsinho também compareceram Cleodécio e Lafaeite, pois os dois resolveram nos acompanhar no trecho de barro. Renato, o mecãnico do grupo, também veio se despedir.
Saímos no rumo de Francisco Dantas e logo no início do percurso encontramos Cleanto e Fabinho, mais dois integrantes do grupo local, que já voltavam do treino. Após 3 Km abandonamos o asfalto e seguimos pelo barro, que na verdade é um trecho ainda não concluiído da BR 226.
Foram 15 Km bem tranquilos. Foi suficiente para matar   saudade das trilhas.
O asfalto recomeçou e Cleodècio e Lafaeite voltaram ao ponto de partida. Seguimos os seis e Nelsinho, sempre acompanhados de Francisco.
O vento começou a bater forte no nosso rosto e apesar de ser uma estrada com mínimo tráfego começamos a avistar uma subidas íngremes, mas conseguimos vencer todas, inclusive na mais alta delas (331 mt.) paramos para uma hidratação. Nesse ponto já tínhamos pedalado 40 Km.
Seguimos viagem e o visual da região é muito bonito. De uma lado a serra de Martins sempre olhando para nós. Passamos  na entrada de diversas cidades e distritos, inclusive uns que eu nunca tinha ouvido falar.
Chegamos em Antônio Martins e fomos pela esquerda. Deixamos de lado Frutuoso Gomes e finalmente chegamos em Almino Afonso. Até ali foi muita subida cabeluda.
Como não poderia deixar de ser em Alimino Afonso o Professor Raimundo foi novamente reconhecido. Começo a desconfiar que ele tá pagando aos caras pra gritarem no meio do caminho. Kkkkkkk
Adentramos em Patu às 12h45min, após 70 Km de pedal. O sol tava matando. Na entrada fomos recebidos por Benilson, que já tinha acertado o preço do almoço na churrascaria e já tinha uma cotação de preço de todas as pousadas da cidade. Pense num cabra eficiente.
O almoço foi numa churrascaria: comida muita e gostosa. Serginho, Raimundo e eu arriscamos tomar um copinho de cerveja Schin, mas assim fizemos unicamente para homenagear o nosso amigo Montinny. Pense numa cerveja gelada. Quando a danada desceu pela garganta chega deu aquela dor na cucuruta.
Depois seguimos para a pousada Vôo Livre. Vinte contos por cabeça, com direito ao café da manhã, que inclusive vai ser servido mais cedo em nossa homenagem. Ar-condicionado, frigobar, cama, rede, tolha e lençol limpo. Ademais, já fica na saída para o trajeto de amanhã.
Nelsinho tá se coçando pra continuar viagem conosco e achou de nos levar de carro até o Santuário do Lima. Serginho, Raimundo e eu não deixamos ele repetir o convite, tomamos um banho the flash e pulamos dentro do carro. Jadson e André, que devem ser feitos do mesmo material utilizado em Wolverine, resolveram encaram o troço no pedal. Só de filmar e fotografar a subida deles eu cansei. Lá no santuário fizemos nossas orações e agradecemos por tudo de bom que tem acontecido nessa viagem. O local é muito bonito, mas tá muito sujo. Raimundo e Serginho recolheram em poucos segundos mais de quinze garrafas plásticas jogadas pelos devotos. Aproveitei e pedi a Nossa Senhora dos Impossíveis, já que estava na casa dela, que fizesse com que os devotos fossem mais educados e jogassem o lixo no local adequado.
Descemos a serra, compramos água no mercadinho, fizemos uns acertos financeiros e agora cada um tá ocupado de alguma forma.
Amanhã iniciaremos o trecho que vai entrar pelo Estado da Paraiba e chegar ao RN pelo Seridó. Torço que venha chuva, pois conheço o caminho e sei como é seco.
A previsão de chegada em Caicó é por volta das 14h00min, mas se tiver muito quente vamos parar um pouco e chegar somente mais tarde.
Ia terminar de blogar mais vou ferir a ética do blog e contar um segredo pra vocês: ontem a noite dois colegas do nosso grupo se deram bem em Pau dos Ferros. Um deles teve nos braços durante toda noite, na mesma cama, a doce e meiga Kelly, que vem a ser a cachorra de um dos filhos de Nelsinho. O outro, talvez inspirado pela coragem do colega, dormiu a noite toda agarrado com Mimoso, um gato da casa de Nelson. Não me perguntem quem foi. Jurei de pés juntos para André e Jadson, exatamente nessa ordem, que ficaria calado. Conto com a discrição de vocês.
Um grande abraço para todos. Um beijo no joelho da minha esposa Claudia, um cheiro no olho de Amandinha e uma pegada de mão forte em Guilherme,

11/01/2011

Viagem do Elefante - 6º Dia: Apodi-Pau dos Ferros

A noite de sono foi muito boa. No alpendre da casa de Júnior de Deca e Adriana, nossos anfitriões no Apodi, o ar-condicionado estava no volume máximo.
Acordamos no horário combinado e iniciamos os preparativos para mais uma jornada.
No exato momento da saída tivemos mais uma surpresa agradável, dentre tantas já ocorridas: Adriana entrou em casa e saiu com umas barras de cereal para cada um, fazendo questão de dizer que era para antes do almoço.
Aqui vou abrir um parêntese para dizer que se alguém perguntar um ponto negativo da viagem vou responder que é a obrigação de arrumar a troçada em cima da bike. Tudo tem que ser colocado no seu devido lugar, evitando-se assim que no caminho um objeto fique incomodando a pedalada. Tudo bem. Isso já estava no planejamento, somente não tinha idéia de como seria chato.
Como no dia anterior Nelson Maia veio de Pau dos Ferros com seu filho Guilherme e desta feita trouxeram mais um parceiro ciclista, Fernando, um cabra bom danado que pedalou conosco como se fosse um antigo companheiro de estrada.
Após 14 Km chegamos no Distrito de Melancias e ali foi nossa primeira parada para hidratação.
Quando chegamos no Município de Itau quem nos esperava debaixo de uma sombra de uma algarobeira eram mais dois colegas do Grupo de Ciclismo Pauferrense, Cleodécio e Raniere, com uma caixa térmica entupida de água de côco, suco de laranja, biscoito champagne e até chocolate batom. Desse jeito vamos ficar mal acostumados. Os caras, tal qual Nelsinho e Fernando, são super simpáticos e trouxeram para nós energia para o corpo e para a alma.
Ah, pra variar Raimundo foi professor de Cleodécio.
Do Itau seguimos viagem. Paramos aos 60 Km em São Francisco do Oeste e desta feita chupamos uns picolés, jogamos umas conversas fora e conhecemos dois irmãos de Fernando e o filho deste, que vieram nos cumprimentar.
Adentramos em Pau dos Ferros, a Princesinha do Oeste, às 12h20min e o sol tava de rachar. Parece que tinha brasa no meu selim e se perguntassem qual o cardápio do almoço eu respnderia de pronto: ovo frito e linguiça assada.
Fomos direto para a casa de Nelsinho e recebemos tratamento vip. O voucher que eu tinha em mãos dava direito a uma rede armada no alpendre, mas hoje vou dormir numa cama. Coisa boa é ter amigo!
Tomamos banho e atravessamos a rua para almoçar. Comida excelente, com direito as minhas duas sobremesas preferidas: pudim de leite e torta de limão. Só espero que a minha nutricionista não esteja seguindo o blog.
Empós o almoço seguimos Nelsinho, Jadson, Serginho e eu até a Rádio Cultura do Oeste, que fica aqui na mesma rua. Ali encontramos Cleodécio e outros colegas ciclistas. A entrevista foi excelente. Falamos sobre nossas expectativas e de como estamos entusiasmados com a viagem.
Saindo da rádio resolvi fazer compras. Fui ao mercado e comprei um par de lameiras para minha monareta, um chápeu de palha e um camisa de manga comprida (estilo agricultor). Esta é a forma que encontrei de enfrentar o sol escaldante do Oeste e criar um identidade maior com o povo que nos acolhe.
Hoje temos até internet sem fio e acho que vai ser possível colocar umas fotinhas para vocês curtirem.
Mais tarde vamos comer pizza e trocar idéias com os nossos amigos locais.
Amanhã vamos sair mais cedo e o nosso plano é chegar em Patu por volta de 12h00min.
No momento é só.
Ah, já chegamos pertinho dos 600 Km, ou seja, mais da metade já foi embora.

10/01/2011

Reformatando: RAPADURAS - 5

Reformatando: RAPADURAS - 5: "06:40 tava lá na pousada onde estavam hospedados os rapaduras. Cumprimentei os velhos e novos amigos, tomamos café e partimos no ru..."

Viagem do Elefante - 5º Dia: Mossoró a Apodi

Após uma merecida noite de sono acordamos às 06h00min e começamos os preparativos para mais um dia de viagem.
O dia começou com surpresas: a primeira delas foi que após o sol avassalador de ontem, hoje amanheceu chovendo. Para mim foi ótimo, pois seguir o caminho do Alto Oeste com chuiva parece ser um bom presságio. A outra surpresa, bem mais gratificante foi que quando estava tomando café da manhã eis que adentra o salão o amigo Nelson Maia com seu filho Guilherme, vindo diretamente de Pau dos Ferros, aquele para nos acompanhar pedalando e este para dirigir um carro de apoio repleto de água gelada, rapadura, bomba de ar grande e até uma roda completa de reserva, tudo para pronto uso.
Creio que fazia quinze anos que não encontrava Nelsinho e qual não foi a minha alegria em vê-lo pronto para o pedal e vibrando junto com nosso grupo. Tal acontecimento somente reforça um pensamento que carrego comigo: a verdadeira amizade não exige a constância da presença física, mas tão somente a certeza que o amigo vai surgir no momento que você precisar.
Após o respectivo registro fotográfico saímos às 07h20min e a chuva foi nossa companhia durante todo o trajeto. O asfalto da BR 405 está em bom estado e o pedal rolou tranquilo. No caminho o primeiro pneu furado foi o dianteiro da minha bike e assim que terminamos o conserto verificamos que o dianteiro da bike de Nelsinho também tinha furado. O homem é mais prevenido do que eu e em menos de um minuto já tratou de trocar a roda.
Um pouco adiante um carro se aproxima do grupo e quando olhei de lado o motorista chamou pelo meu nome: era Alex, um amigo de Mossoró que veio até aquele ponto somente para nos cumprimentar e desejar boa viagem.
Mais adiante um parada no bar e restaurnte do Capitão: hidratação com refrigerante, umas mastigadas nos torrones de Raimundo, nas minhas frutas secas e na rapadura de Nelsinho.
No caminho as buzinadas de incentivo continuam. É incrível a sinergia do povo conosco.
Quando alcançamos o Km 65 um carro branco foi se aproximando devagar e quando chegou perto de Raimundo somente ouvimos os gritos: Professor! Professor! Boa viagem.
Às 11h20min chegamos na bifurcação que permite o acesso a Apodi e ao Lajedo de Soledade. O grupo decidiu aproveitar o tempo chuvoso e venceu os 06 Km de asfalto até o local. Foi uma ótima pedida, pois o local é muito legal e encontra-se preservado com o envolvimento da comunidade.
Do Lajedo seguimos para Apodi e ali fomos recepcionados por Júnior Morais e sua esposa Adriana, os quais abriram as portas de sua casa para o grupo. Uma acolhida maravilhosa! Suficiente dizer que todos do grupo ficarão com as roupas limpas, pois até a máquina de lavar da casa foi disponibilizada.
Agora Raimundo está ao vivo sendo entrevistado por uma emissora local, esclarecendo os objetivos da viagem e dizendo da emoção de participar da empreitada.
Mais tarde saíremos para jantar e então descansaremos para mais um dia.
Agora já foram vencidos 500 Km. Que venha o restante.

09/01/2011

Viagem do Elefante - 4º Dia: Macau-Mossoró

Ainda na noite de ontem, após ponderarmos sobre as diversas opiniões apresentadas decidimos que faríamos o trajeto segindo por Pendências, pois se chovesse a travessia por dentro da salina ficaria inviabilizada, exigindo assim que voltássemos a Macau. Foi a melhor escolha. O trecho de asfalto por Pendências apesar de ser mais extenso, é muito bonito. Ademais o movimento de veículos é pequeno.
Ainda na noite anterior juntou-se ao grupo a colega Shirley, de forma que ficamos com a seguinte composição: André, Artur, Benilton, Fabiano, Helena, Jadson, Milton, Neide, Raimundo e Sérgio,
Acordamos às 05h00min e depois de tentarmos em vão tomar café no mercado público, comemos algumas frutas e partimos. Tivemos a grata companhia dos ciclistas de Macau integrantes do Grupo Rodas do Asfalto (Gringo, Jean, Edinho e Freitas). Os caras seguiram conosco até Pendências e ali nos encontramos com Alex Polary e Gilvan, ciclistas de Mossoró que iriam nos acompanhar no percurso.
Antes de deixar Pendências foi oportunizado um café da manha para quem não tinha tomado.
Na saída da cidade foi o momento de despedida dos ciclistas de Macau
Assim que recomeçamos a pedalada o colega Fabiano encontrou um menino em um cavalo e de imediato entregou a sua bike a ele e passou a cavalgar. Foi hilário.
O trecho antes de Porto do Mangue é muito bom de pedalar na parte da manhã, pois na parte da tarde o vento atrapalha muito, segundo informaram os colegas de Macau e Mossoró. Tivemos sorte e o vento foi quase todo tempo nas costas.
Quando nos aproximamos da sede da cidade de longe avistamos uma salina, enorme montanha de sal que torna a paisagem mais bonita.
Após tem início o processo de visualização das Dunas do Rosado, exuberantes e majestoas, As cores das dunas são sublimes e pedalar admirando-as é uma sensação maravilhosa. Em alguns trecho do asfalto as dunas invadem, mostrando que a natureza reclama seu espaço.
Após o Rosado surges exuberantes as primeiras imagens da Ponta do Mel. Uma verdadeira visão do óasis. Chama a atenção a constante presença de jumentos, as palmeiras e os cânions. Esse trecho faz valer cada gota de suor derramada no esforço da pedalada.
Logo a seguir surge o mar exuberante e a partir de então pedalamos olhando para ele e sentindo a sua brisa.
De longe avistamos as três cruzes  utilizadas como cenário em um filme sobre a vida de Jesus e basta olhar para os lados para constatar por qual motivo o local foi escolhido para as locações.
No caminho pessoas saem de suas casas para nos incentivar e acenar como se estivessem nos estimulando. De carro quase todos que passam ou buzinam ou acendem os fárois, mandando para nós seus votos de boa viagem. Em determinado momento um homem para o seu carro e munido de uma máquina fotográfica aborda o Professor Raimundo e diz vibrando: vi vocês na televisão. Posso tirar uma foto com o grupo. São essa manifestações que fortalecem o nosso desejo de continuar.
Na Ponta do Mel tem início um trecho de subida, mas o grupo soube vencer com categoria.
Paramos para abastecer e aqui foi o momento de diminuir o grupo, pois Shirley, Milton e Helena ficaram em uma pousada do lugar.
Mais adiante, desta feita na Praia da Redonda, foi a vez do pessoal de Mossoró ficar.
Seguimos então no rumo de Areia Branca e como só faltavam 40 Km para Mossoró resolvemos seguir viagem. Paramos no Campo do Amaro e todos os restaurantes estavam fechados, mas o proprietário de um deles abriu as portas para nós, servindo comida boa e barata. Faltavam 25 Km para Mossoró.
Depois do almoço e de um momento de descanso constatamos que o pneu traseiro da minha bike furou. Consertamos e seguimos o nosso rumo. Registre-se que o grupo pedalou muito nesse trecho, com uma média muito boa. Chegamos em Mossoró antes das 15h00min.
Aqui fomos recepcionados por Vagno Jesus, Presidente da ACIRN local, que nos deu total apoio.
Neide e Fabiano voltaram para Natal com Miltinho e agora a composição do grupo é aquela que pretende cumprir todo o trajeto: seis.
Hoje a noite fomos em busca de carboidratos e Vagno Jesus nos indicou um rodízio de pissa. Show de bola.
Agora estamos na pousada descansando e resolvemos sair às 07h30min para Apodi.
Hoje vou ficar devendo fotos, mas amanhã eu compenso.