11/01/2011

Viagem do Elefante - 6º Dia: Apodi-Pau dos Ferros

A noite de sono foi muito boa. No alpendre da casa de Júnior de Deca e Adriana, nossos anfitriões no Apodi, o ar-condicionado estava no volume máximo.
Acordamos no horário combinado e iniciamos os preparativos para mais uma jornada.
No exato momento da saída tivemos mais uma surpresa agradável, dentre tantas já ocorridas: Adriana entrou em casa e saiu com umas barras de cereal para cada um, fazendo questão de dizer que era para antes do almoço.
Aqui vou abrir um parêntese para dizer que se alguém perguntar um ponto negativo da viagem vou responder que é a obrigação de arrumar a troçada em cima da bike. Tudo tem que ser colocado no seu devido lugar, evitando-se assim que no caminho um objeto fique incomodando a pedalada. Tudo bem. Isso já estava no planejamento, somente não tinha idéia de como seria chato.
Como no dia anterior Nelson Maia veio de Pau dos Ferros com seu filho Guilherme e desta feita trouxeram mais um parceiro ciclista, Fernando, um cabra bom danado que pedalou conosco como se fosse um antigo companheiro de estrada.
Após 14 Km chegamos no Distrito de Melancias e ali foi nossa primeira parada para hidratação.
Quando chegamos no Município de Itau quem nos esperava debaixo de uma sombra de uma algarobeira eram mais dois colegas do Grupo de Ciclismo Pauferrense, Cleodécio e Raniere, com uma caixa térmica entupida de água de côco, suco de laranja, biscoito champagne e até chocolate batom. Desse jeito vamos ficar mal acostumados. Os caras, tal qual Nelsinho e Fernando, são super simpáticos e trouxeram para nós energia para o corpo e para a alma.
Ah, pra variar Raimundo foi professor de Cleodécio.
Do Itau seguimos viagem. Paramos aos 60 Km em São Francisco do Oeste e desta feita chupamos uns picolés, jogamos umas conversas fora e conhecemos dois irmãos de Fernando e o filho deste, que vieram nos cumprimentar.
Adentramos em Pau dos Ferros, a Princesinha do Oeste, às 12h20min e o sol tava de rachar. Parece que tinha brasa no meu selim e se perguntassem qual o cardápio do almoço eu respnderia de pronto: ovo frito e linguiça assada.
Fomos direto para a casa de Nelsinho e recebemos tratamento vip. O voucher que eu tinha em mãos dava direito a uma rede armada no alpendre, mas hoje vou dormir numa cama. Coisa boa é ter amigo!
Tomamos banho e atravessamos a rua para almoçar. Comida excelente, com direito as minhas duas sobremesas preferidas: pudim de leite e torta de limão. Só espero que a minha nutricionista não esteja seguindo o blog.
Empós o almoço seguimos Nelsinho, Jadson, Serginho e eu até a Rádio Cultura do Oeste, que fica aqui na mesma rua. Ali encontramos Cleodécio e outros colegas ciclistas. A entrevista foi excelente. Falamos sobre nossas expectativas e de como estamos entusiasmados com a viagem.
Saindo da rádio resolvi fazer compras. Fui ao mercado e comprei um par de lameiras para minha monareta, um chápeu de palha e um camisa de manga comprida (estilo agricultor). Esta é a forma que encontrei de enfrentar o sol escaldante do Oeste e criar um identidade maior com o povo que nos acolhe.
Hoje temos até internet sem fio e acho que vai ser possível colocar umas fotinhas para vocês curtirem.
Mais tarde vamos comer pizza e trocar idéias com os nossos amigos locais.
Amanhã vamos sair mais cedo e o nosso plano é chegar em Patu por volta de 12h00min.
No momento é só.
Ah, já chegamos pertinho dos 600 Km, ou seja, mais da metade já foi embora.