12/01/2011

Viagem do Elefante: 7º Dia - Pau dos Ferros-Patu




Ontem fomos jantar com a galera do grupo de Ciclismo Pauferrense. A turma é excepcional. Foram nos buscar de carro na casa de Nelsinho e nos levaram para uma noite de pizza na Praça de Eventos da cidade. Formou-se uma mesa enorme, inclusive com parentes dos colegas do lugar. Depois do jantar os caras ainda nos acompanharam até a casa de Nelsinho e o papo rolou solto até às 22h00min. É claro que o assunto pautado foi bicicleta.
Hoje acordamos às 05h00min, preparamos o nosso material e exatamente às 06h00min o colega Lafaeite passou para nos levar até sua residência, onde um delicioso café da manhã nos foi servido à borda da piscina. Mais uma vez fomos muito bem tratados. Quem apareceu para tomar café conosco foi Cleodécio e no momento da saída foi a vez de Deividson aparecer para desejar boa viagem, pois afinal de contas o homem tem que trabalhar hoje.
Voltamos para a casa de Nelsinho e o homem já estava pronto para nos acompanhar no pedal até Patu. O cabra é danado e cumpriu uma de suas metas previstas para o ano. Guilherme de Nelsinho tinha compromisso hoje e quem fez o papel de motorista do carro de apoio foi Francisco, irmão do colega Fernando. O cara veio de São Paulo, está em férias e aceitou o encargo de nos acompanhar. Valeu demais Francisco.
Pousamos para foto na saída e além de Nelsinho também compareceram Cleodécio e Lafaeite, pois os dois resolveram nos acompanhar no trecho de barro. Renato, o mecãnico do grupo, também veio se despedir.
Saímos no rumo de Francisco Dantas e logo no início do percurso encontramos Cleanto e Fabinho, mais dois integrantes do grupo local, que já voltavam do treino. Após 3 Km abandonamos o asfalto e seguimos pelo barro, que na verdade é um trecho ainda não concluiído da BR 226.
Foram 15 Km bem tranquilos. Foi suficiente para matar   saudade das trilhas.
O asfalto recomeçou e Cleodècio e Lafaeite voltaram ao ponto de partida. Seguimos os seis e Nelsinho, sempre acompanhados de Francisco.
O vento começou a bater forte no nosso rosto e apesar de ser uma estrada com mínimo tráfego começamos a avistar uma subidas íngremes, mas conseguimos vencer todas, inclusive na mais alta delas (331 mt.) paramos para uma hidratação. Nesse ponto já tínhamos pedalado 40 Km.
Seguimos viagem e o visual da região é muito bonito. De uma lado a serra de Martins sempre olhando para nós. Passamos  na entrada de diversas cidades e distritos, inclusive uns que eu nunca tinha ouvido falar.
Chegamos em Antônio Martins e fomos pela esquerda. Deixamos de lado Frutuoso Gomes e finalmente chegamos em Almino Afonso. Até ali foi muita subida cabeluda.
Como não poderia deixar de ser em Alimino Afonso o Professor Raimundo foi novamente reconhecido. Começo a desconfiar que ele tá pagando aos caras pra gritarem no meio do caminho. Kkkkkkk
Adentramos em Patu às 12h45min, após 70 Km de pedal. O sol tava matando. Na entrada fomos recebidos por Benilson, que já tinha acertado o preço do almoço na churrascaria e já tinha uma cotação de preço de todas as pousadas da cidade. Pense num cabra eficiente.
O almoço foi numa churrascaria: comida muita e gostosa. Serginho, Raimundo e eu arriscamos tomar um copinho de cerveja Schin, mas assim fizemos unicamente para homenagear o nosso amigo Montinny. Pense numa cerveja gelada. Quando a danada desceu pela garganta chega deu aquela dor na cucuruta.
Depois seguimos para a pousada Vôo Livre. Vinte contos por cabeça, com direito ao café da manhã, que inclusive vai ser servido mais cedo em nossa homenagem. Ar-condicionado, frigobar, cama, rede, tolha e lençol limpo. Ademais, já fica na saída para o trajeto de amanhã.
Nelsinho tá se coçando pra continuar viagem conosco e achou de nos levar de carro até o Santuário do Lima. Serginho, Raimundo e eu não deixamos ele repetir o convite, tomamos um banho the flash e pulamos dentro do carro. Jadson e André, que devem ser feitos do mesmo material utilizado em Wolverine, resolveram encaram o troço no pedal. Só de filmar e fotografar a subida deles eu cansei. Lá no santuário fizemos nossas orações e agradecemos por tudo de bom que tem acontecido nessa viagem. O local é muito bonito, mas tá muito sujo. Raimundo e Serginho recolheram em poucos segundos mais de quinze garrafas plásticas jogadas pelos devotos. Aproveitei e pedi a Nossa Senhora dos Impossíveis, já que estava na casa dela, que fizesse com que os devotos fossem mais educados e jogassem o lixo no local adequado.
Descemos a serra, compramos água no mercadinho, fizemos uns acertos financeiros e agora cada um tá ocupado de alguma forma.
Amanhã iniciaremos o trecho que vai entrar pelo Estado da Paraiba e chegar ao RN pelo Seridó. Torço que venha chuva, pois conheço o caminho e sei como é seco.
A previsão de chegada em Caicó é por volta das 14h00min, mas se tiver muito quente vamos parar um pouco e chegar somente mais tarde.
Ia terminar de blogar mais vou ferir a ética do blog e contar um segredo pra vocês: ontem a noite dois colegas do nosso grupo se deram bem em Pau dos Ferros. Um deles teve nos braços durante toda noite, na mesma cama, a doce e meiga Kelly, que vem a ser a cachorra de um dos filhos de Nelsinho. O outro, talvez inspirado pela coragem do colega, dormiu a noite toda agarrado com Mimoso, um gato da casa de Nelson. Não me perguntem quem foi. Jurei de pés juntos para André e Jadson, exatamente nessa ordem, que ficaria calado. Conto com a discrição de vocês.
Um grande abraço para todos. Um beijo no joelho da minha esposa Claudia, um cheiro no olho de Amandinha e uma pegada de mão forte em Guilherme,
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