14/02/2011

Calendário de pedaladas para 2011

Não é de hoje que venho sendo cobrado acerca de um calendário de pedaladas que englobe todo o ano, possibilitando assim que cada ciclista organize sua agenda para os finais de semanas e feriados.
Segue a primeira parte do calendário, compreendendo os meses de fevereiro até julho:


FEVEREIRO:

  • 18 e 19 (sexta e sábado) – Pedal da Lua 2011 – Natal-Bananeira/PB. Trajeto de aproximadamente 150 Km, feito em dois dias no barro e asfalto (vide mais detalhes no tópico específico na comunidade).
  • 26 (sábado) – Calcinha Preta – Natal-Distrito do Mendes (São José do Mipibu/PB). Trajeto de aproximadamente 50 Km. Asfalto. Café da manhã no Bar do Luiz.

MARÇO:

  • 05, 06 e 07 (sábado, domingo e segunda de carnaval) – Trilhas em Bananeiras/PB. Cachoeira do Roncador. Túneis e inscrições rupestres. Muita serra e lindas paisagens.
  • 12 (sábado) – Serra da Formiga em Riachuelo. Trilha pra tirar a ressaca do carnaval. De carro até Riachuelo (distante 70 Km de Natal), deixando o carro no pátio de uma fazenda e fazendo a trilha de aproximadamente 50 Km. Linda paisagem, subida radical e descida contagiante.
  • 19 (sábado) – Natal-Pitangui. Café da manhã em Dona Biluca. Aproximadamente 50 Km de pedal. Areia de praia, calçamento e asfalto.
  • 26 (sábado) – Natal-Vera Cruz. Café da manhã em Dona Diva. Aproximadamente 70 Km. Barro e asfalto.

ABRIL:

  • 02 (sábado) – Nísia Floresta-Georgino Avelino-Arez. Aproximadamente 60 Km, quase todo na areia e barro, passando entre canaviais e visualizando a Lagoa de Guaraíras e as Prais de Malembá e Tibau do Sul de cima do Bar da Ostra.
  • 09 e 10 (sábado e domingo) – Florânia-RN. III Trilha Bike. Vide detalhe em tópico específico na comunidade.
  • 15 (sábado) – Macaiba-Solar do Ferreiro Torto-Trilha das Frutas e Lamarão. Aproximadamente 60 Km de asfalto e trilha.
  • 21 (quinta – feriado de Tiradentes). Ceará-Mirim - Roteiro dos Engenhos. Saindo de Estivas em Extremoz, pedalando até o Mercado Público de Ceará-Mirim para um delicioso café regional e voltando ao ponto de partida pelo Roteiro dos Engenhos. Aproximadamente 60 Km de barro e asfalto.
  • 22 e 23 (sexta e sábado, Semana Santa). Bananeiras-PB. Pedal para o Santuário de Frei Damião em Guarabira-PB. Aproximadamente 60 Km de trilha, calçamento e asfalto.
  • 30 (sábado). Monte Alegre e São José de Mipibu. Estrada de barro. Aproximadamente 55 Km.

MAIO:

  • 07 (sábado) – Canguaretama e Baia Formosa. Trilha na Fazenda e na Mata Estrela. Aproximadamente 60 Km.
  • 14 (sábado) – Lajes do Cabugi. Triha no entorno do pico do Cabugi.
  • 21 (sábado) – Vera Cruz-Lagoa Salgada. Trilha saindo da Fazenda das Minhocas, passando por uma casa de farinha. Aproximadamente 55 Km.
  • 28 (sábado) – Serra Caiada. Segue de carro até Serra Caiada e lá será feita trilha no entorno da serra propriamente dita.

JUNHO:

  • 04 e 05 (sábado e domingo) – João Pessoa-Natal. Trajeto feito pelo litoral com passagem pelas ruínas da igreja de Bonsucesso, travessia do Rio Miriri, da Barra de Mamanguape e do Rio Guaju, divisa entre os Estados da PB e RN. Aproximadamente 184 Km. Asfalto, calçamento, areia de praia e barro.
  • 11 (sábado) – Calcinha Preta-Distrito do Mendes. Café da manhã no Bar do Luiz, para desopilar e contar a resenha da viagem da semana anterior.
  • 18 (sábado) – São Gonçalo do Amarante. Visita ao Santuário dos Mártires em Uruaçu. Saída do Solar do Ferreiro Torto em Macaiba.
  • 23 (quinta) - feriado de Corpus Christi, emendando com festividades juninas) – Bananeiras. Circuito do Frio.
  • 29 (quarta, São Pedro). Carnaúba dos Dantas. Saindo de Currais Novos e seguindo por Frei Martinho-PB, chegando na terra do Monte do Galo já no período noturno e participando de uma tradicional festa junina.

JULHO:

  • 09 (sábado) – Trilha das Lagoas. Trajeto com muita areia fofa e talvez lama, passando pelas principais lagoas da cidade de Nísia Floresta e voltando pela praia de Tabatinga e pela Rota do Sol. Aproximadamente 70 Km.
  • 16 e 17 - (sábado e domingo) – Roteiro das Serras. Pedal na região de Martins, Portalegre e Patu, com roteiro a ser definido.
  • 23 (sábado) - Trilha da Serra Pelada. Ceará-Mirim e Taipu.
  • 30 (sábado) – Pedra da Boca e Serra de São Bento.



11/02/2011

Pedal Urbano

Hoje realizamos mais um pedal urbano noturno. Significa dizer que o trajeto foi todo feito por dentro das principais ruas de nossa cidade, possibilitando assim ao ciclista sentir na pele o quão difícil é pedalar no trânsito que ainda não trata a bicicleta como um veículo, mas tão somente como um empecilho. Ademais, pedalar nas ruas da cidade permite vivenciar a buraqueira e a sujeira que tomam conta da nossa querida Natal.
Alguns criticam a iniciativa, mas continuo firme no propósito de que temos que ocupar nosso espaço e mostrar que existimos. Ficar tão somente na Rota do Sol ou nas trilhas é importante, mas ganhamos maior visibilidade quando mostramos a nossa cara. Aqui vale lembrar o dito popular: "quem não é visto, não é lembrado".
Hoje seguimos pela Rua Jaguarari e passamos no Barro Vermelho, um bairro que antigamente era local de veraneio "longe do mar e da mata". Passamos pelo Viaduto do Baldo e depois na Cidade, que por incrível que pareça ainda tem umas casas antigas. Descemos pela Ribeira (tão bonita, mas tão pouco utilizada por nós), sentimos os "aromas" das Rocas e do Canto do Mangue e chegamos na Praia do Forte. A Ponte de Todos permite uma linda visão noturna da cidade, seja pra qual lado for. Na Redinha encontramos o povo nas ruas e casais namorando nos locais mais escuros. Uns dois ou três bêbados vagando pelas ruas em busca de casa ou de algum boteco.
O grupo de aproximadamente vinte e três pessoas estava bastante animado. Foi muito legal ver as camisas do Rapadura Biker e do Biker Tirol pedalando juntos, sem arengas, futricas ou intrigas. Acho que esse é o espírito da coisa.
Na volta o vento estava massacrando na subida da Ponte de Todos. Era como se você pedalasse contra um ventilador enorme ligado na velocidade três.
Quando atravessamos a ponte o grupo se reuniu para aguardar os retardatários. Esperamos uns cinco minutos e de longe avistamos as luzes piscando de umas seis bicicletas. Finalmente chegaram e Sebastião já foi logo avisando: um dos ciclistas tinha exagerado na pizza de calabresa com refrigerante antes do pedal e quando se esforçou para subir a Newton Navarro a massa encontrou com o gás e o resultado foi um desastre. Ninguém confirmou essa versão, mas ouvir dizer que o cara arriou o calção, colocou a bunda apontando para o Rio Potengi e mandou ver. Amanhã vou acordar cedo para ler os jornais locais e verificar se a Capitania dos Portos registrou se algum navio sofreu algum ataque fecal quando passava embaixo da Ponte de Todos.

04/02/2011

A bicicleta de Lourenço

Para quem não sabe Lourenço é um paraibano que faz serviço de pintura aqui em casa e na casa dos meus familiares. Na verdade o homem é um verdadeiro "Magaiver", pois além de pintar, também executa serviços de pedreiro, elétrica, hidraúlica e outras coisas do ramo.
Ele mora no Bairro das Quintas, tem mais de 60 anos, uma família enorme e todo dia (exceto domingo) sai de casa para desempenhar suas funções.
Seu meio de locomoção é uma bicicleta com 18 marchas. O quadro além de ser antigo está muito desgastado pelo tempo e uso intenso. Diz Lourenço que é a "bicicleta é americana" e foi dada por um cliente como pagamento por um serviço efetuado.
O homem pedala diariamente cerca de 25 Km, o que resulta aproximadamente em uma média mensal de 600 Km. A bicicleta é uma bagaceira só e estou cansado de receber telefonemas de Lourenço dizendo que vai chegar atrasado porque a dita cuja apresentou algum problema.
Perdi a conta das vezes que já doei algum item para a bicicleta, sem falar nos adjutórios que Bené (meu irmão) e Benedito (meu pai) também já deram. Perdi também a conta das vezes que já recomendei Lourenço a trocar de bicicleta, mas tudo em vão. A resposta é sempre a mesma: "Doutor Benilton, a bicicreta tá novinha. É muito boazinha e é quem me aguenta". Fazer o quê?
Para encurtar o assunto a bicicleta de Lourenço carrega mais troços de que caminhão baú da Avenida 4. Outro dia ele saiu aqui de casa com 03 ventiladores quebrados, uma tv de 14 polegadas, um pedaço de mármore medindo aproximadamente um metro quadrado, um saco de manga coité e um pneu velho de Fiat Doblô. Parecia aquelas imagens de bicicleta na China ou na Índia. Você via tudo, menos o ciclista.
Ontem pela manhã Claudia me deu uma missão espinhosa: buscar a bicicleta de Lourenço na nossa antiga casa, pois ele veio fazer um serviço aqui no condomínio, e como não anda com nenhum documento, Claudia teve que trazê-lo de carro, deixando a bicicleta na outra casa para que depois eu fosse buscá-la. Pois bem. Fui buscar a peça rara e quando arrumei a geringonça no transbike do carro uma coisa me veio de imediato à cabeça: vou sair com essa bicicleta no carro e com certeza vai aparecer algum engraçadinho no caminho e vai tirar onda comigo. Não deu outra. Bastou sair de casa e seguir pela Avenida Ayrton Senna, no sentido Cidade Verde-Roberto Freire. Quando parei no primeiro semáforo encostou ao meu lado um carro também com um transbike. Percebi que o motorista buzinava como se querendo avisar alguma coisa. Imaginei: será que o trambolho caiu lá atrás! Olhei pelo retrovisor e a peça de museu continuava lá impoluta e firme. Dei uma de doido e ignorei o motorista ao meu lado e segui o meu caminho. Mais adiante outro sinal fechado e quem parou outra vez ao meu lado? Novamente o provável ciclista e desta vez além de buzinar, foi além: baixou o vidro da porta do lado do carona e ficou acenando para que eu baixasse o vidro da minha porta. Meio temeroso, mas também preocupado, concordei e lentamente fui baixando o vidro, doido para que o sinal abrisse e o cara fosse embora. Quando finalmente o vidro baixou o cara olhou bem nos meus olhos e disse com a cara mais lisa do mundo: "Quer vender a máquina aí atrás". Juro pra vocês que se eu andasse armado naquele dia tinha cometido um crime. Procurei ao lado para ver se tinha pelo menos uma bola de papel pra jogar na cabeça do indivíduo, mas nessas horas a gente não encontra essas coisas. Pra completar o cara disse o desaforo e saiu rindo da minha cara. Fiquei tão irritado que sequer consegui anotar a placa do veículo, nem que fosse para divulgar aqui no blog e considerar o proprietário daquele carro como "persona non grata".
Fui embora fulo da vida e quando cheguei em casa tava Lourenço todo sorridente com a chegada da bicicleta dele. Claudia olhou pra mim e perguntou se tinha acontecido alguma coisa. Fiquei calado e tive vergonha de contar o acontecido.
Hoje vinha voltando de Bananeiras sozinho e lembrando do ocorrido. Fiquei rindo de mim mesmo e também da minha falta de presença de espírito, pois na hora do desaforo eu fiquei calado. Agora, com sangue frio várias respostas me vieram a cabeça, mas a melhor, na minha opinião, teria sido: "vendo não, pois essa bicicleta é de um trabalhador que sustenta a família fazendo uso dela".
Vou agora torcer que o gozador saiba ler e pelo menos ligar um computador para que ele possa ter a felicidade de acessar o blog e deparar-se com essa postagem.

02/02/2011

Você sabia que o deficiente visual também pedala?

Acabei de ver uma postagem no nosso amigo Biagione, de Brasília, sobre o projeto DV NA TRILHA. Recomendo a todos visitar o sítio, conhecer como funciona e assistir os vídeos. É extremamente emocionante: www.dvnatrilha.com.br

30/01/2011

Pelos Caminhos de Nuestra América

Em outubro de 2010 fui juntamente com Claudia Celi participar do 9º Encontro Nacional de Cicloturismo, em Sacramento-MG, nas beiradas da Serra da Canastra.
A ousadia valeu demais. Apesar de ser um encontro nacional apenas cinco representantes do Nordeste estavam presentes: Claudia, eu e, logicamente, três cearenses, que é a espécie mais cosmopolita que habita o universo.
Chegamos um dia antes da abertura, pois como bons nordestinos (Claudia é paraense, mas já mora no paraiso desde menina, já tendo inclusive aprendido a dizer bexiga lixa e estopõ balaio) somos precavidos. Depois que cuidamos da hospedagem fomos tratar de coisas técnicas: tomar uma cachaça mineira, umas cervejas geladas e beliscar uns nacos de queijo. Para delimitar o nosso território e mostrar que não viemos para brincadeiras, posicionamos nossa mesa bem na entrada do hotel, de modo a obrigar a todos que passassem a olhar para nossas fuças. Não demorou muito e chegou um cabra magrinho, de bigode fino e chapeu no melhor estilo dançarino de salsa. O cabra chegou mais perto e disparou a seguinte pérola: "macho, tu és de onde?". A resposta foi imediata, nós somos do Rio Grande do Norte e você não precisa nem dizer porque tá na cara que é cearense.
Começamos a jogar conversa fora e no meio do assunto o cabra revelou que tinha dado uma volta de bicicleta em torno da América Latina e que veio lançar seu livro e contar suas estórias no evento. Corri os olhos para a programação e conferi o nome do elemento: Rafael Limaverde. Daquele dia em diante  a bancada no Nordeste começou a se formar, sendo completada com Simão e Magno, outros dois cearenses que também honraran o encontro com suas presenças alegres e irreventes.
Ah, tenho que registrar que o time nordestino foi acrescido de Marcelo Viramesa, um paranaense de Curitiba, que se bandeou para nosso lado e revelou-se um grande companheiro.
O lançamento do livro de Rafael, PELOS CAMINHOS DE NUESTRA AMÉRICA - uma pedalada poética pelos confins do continente - superou todas expectativas. O cabra fez uma narrativa de sua viagem e conseguiu prender a atenção de todo mundo. Pra resumir: naquele dia mesmo uma pessoa com crise de hemorróidas sentiu vontade de subir numa bicicleta e pegar estrada.
Durante a fala de Rafael eu olhei pra Claudia e disse: vou levar esse maluco para o RN, pois tenho que dividir a emoção que estou sentindo com os demais Rapaduras.
Depois da palestra fomos comemorar o sucesso em uma mesa de bar e fiz o convite para Rafael lançar o livro e conversar com a galera potiguar. A resposta foi mais rápida do que imediatamente: vou, é só dizer a data.
De lá pra cá os contatos foram mantidos pela internet e na quinta-feira (27/01/2011) Rafael desamuntou do jumento lá no aeroporto Augusto Severo, sendo recebido por Haroldo Motta, Guilherme Lima, Amanda Lima e por mim. O resto da noite eu acho que já contei pra vocês, pois Haroldo Motta me convenceu a saborear a culinária francesa e eu topei. Pura doideira, pois da França eu só conheço "buchade e mão de vaque". Lembrei muito do Professor Raimundo: Je sois une salope? (serei eu uma rapariga?).
Depois da minha experiência franco-gastronômica seguimos para a residência da agradável senhora Francisca Motta, genitora de Haroldo Motta, que abriu as portas de sua casa para hospedar Rafael. Obrigado Dona Francisca.
Na sexta-feira foi treinamento para entrar no Big Brother. Passei a manhã todinha fazendo minha mudança e confesso a vocês que teve uma hora que eu pensei que ia ter uma passamento. Por muito pouco não joguei uma estante do quarto de Guilherme escada abaixo.
Mas se a minha manhã foi infernal, a de Rafael foi pior. O cabra cumpriu uma agenda de entrevistas e passou em praticamente todos os órgãos da mídia impressa, falada e televisada. No fim da tarde encontrei com ele e Haroldo Motta que já estavam na Siciliano tratando dos finalmentes. Ainda tivemos tempo de mandar fazer um banner para o evento.
A noite chegou e o espaço da Siciliano estava repleto de Rapaduras e passantes. Foi muito bom. Mais uma vez as expectativas foram superadas.
Ontem (sábado) foi o momento social. Levamos Rafael até a casa de Júnior Verona em Pirangi e lá encontramos Verinha, Paulo Victor, Mariane, Neta (a foia - depois eu conto esse causo) Serginho, Suzi. Antonino, Pollyana, Carlinhos, Marana, Genival, Humberto, Haroldo Motta e esposa, umas primas e uns amigos dos filhos de Júnior. Tomamos todas que tínhamos direito e outras mais. O cardápio foi no melhor estilo "pra fuder o cú de peixinho". Tinha de tudo: lagosta, bode, camarão, carne assada, codorna, avestruz, carapeba, tainha, feijão de todas as cores, rapadura, mel de furo, queijo, farinha e grapete.
Quando chegou a hora de ir embora o infeliz do cearense ainda não estava satisfeito e disse pra mim na maior cara de jatobá: "Macho, tu me deixas no bar do Roberto Carlos". Eu que não sou de levar desaforo pra casa fui juntamente com Claudia acompanhar o cidadão até o ambiente. Lá fomos recebidos pelo proprietário que já atendeu o pedido de Rafael e botou pra tocar a música Lady Laura, em homenagem a bicicleta que viajou dois anos pela América Latina. Como desgraça e coceira só presta se for de ruma eu liguei pra casa de Serginho. Já era quase onze da noite. Quem atendeu foi Suzi e pela voz eu acho que o homem ainda tava tirando o atrasado da viagem do elefante. Desculpe Serginho, mas garanto a você que não sou AF (atrapalha foda).
Acordei ariado às 08h00min da manhã pra deixar Rafael no aeroporto. No caminho deu uma dor de barriga em mim e a salvação foi o banheiro do Carrefour. Acho que a Covisa interditou o lugar depois que eu conclui a obra.
Deixei Rafael no aeroporto e pedi desculpas por não esperar o jumento da Webjet encostar e fiz carreira pra casa pra concluir o que tinha começado no banheiro do Carrefour. Tô blogando agora igual a um rei: sentado no trono.
P.S.: Dos livros que Rafael trouxe somente quatro não foram vendidos no evento, portanto, quem ainda não adquiriu faça carreira e vá comprar.
P.S.2.: Várias personalidades honraram o evento e vou destacar dois, homenageando todos os demais: repórter fotográfico Canindé Soares e Daivid, do Santuário de Pipa.
P.S.3.: O próximo lançamento será em Mossoró, no final de março, inclusive com a presença de Antônio Francisco, o poeta dos animais. Tá escutando Polary!!!

27/01/2011

Velotour 2011 - Circuito do Vale Europeu em Santa Catarina

AVENTURA, DESAFIO, DIVERSÃO

1 > 2 > 3 > 4 > 5
CONCEITO
Como é o evento
Cronograma
Dúvidas freqüentes
INSTRUÇÕES
aos participantes
TERMO
a ser assinado
HOSPEDAGEM
Onde ficar
Resrvas
PLANEJAMENTO
Roteiro
O que levar
1. CONCEITO
VELOTOUR NO CIRCUITO VALE EUROPEU
carnaval - 6 a 12 de março de 2011
Sete dias intensos pedalando por um dos mais procurados roteiros de cicloturismo do país. O Circuito Valeu Europeu, que fica em Santa Catarina, é todo sinalizado e estruturado para receber os ciclistas. Este roteiro é aberto e pode ser percorrido por ciclistas ao longo de todo o ano. Porém, no carnaval deste ano um grande grupo irá percorrê-lo em conjunto, numa viagem coletiva chamada de Velotour.
O Velotour não tem caráter competitivo, ao contrário, visa estimular o companheirismo e a interação com os outros participantes e com o local. A inscrição no evento será gratuita e cada participante é autônomo, isto é, cuida de sua própria hospedagem e alimentação, carrega seus próprios pertences e tudo o que for precisar durante a viagem. Os participantes levam suas ferramentas, seu alimento e água, pois não há carro de apoio. A idéia é realmente fazer uma viagem autônoma, porém sempre com a vantagem de estar próximo de muitas pessoas percorrendo o mesmo circuito.
ESTRUTURA
A estrutura é bastante simples. Os participantes recebem uma planilha do percurso e uma credencial do Velotour para ser preenchida ao longo da pedalada. Não há guias ou monitores. Mas no decorrer do percurso de cada dia, existem cerca de dois ou três pontos de controle (PCs), onde a credencial é carimbada por um membro da equipe Velotour, com os carimbos específicos (que pertencem ao Clube de Cicloturismo).
Ao final da viagem se o participante tiver passado por todos os PCs ele recebe um certificado de que completou o percurso (que é um carimbo especial de conclusão).
Os participantes não necessariamente precisam formar um grupo, já que cada um pode ir no seu próprio ritmo. No Velotour não há um carro de apoio para acompanhar e carregar bagagens.
Porém, existe um carro de resgate, geralmente no final do dia, para recolher ciclistas que por motivo de problema mecânico, esgotamento físico ou outro problema qualquer, não possam completar o trajeto.
O Velotour acontece todos os anos desde de 2008 no Vale Europeu e desde 2010 no Circuito Costa Verde & Mar.
PEDAL
Este Velotour terá 07 dias de duração divididos em duas partes. Nos primeiros três dias percorreremos o trecho do circuito de Timbó até Rodeio, conhecido como parte baixa. Após a conclusão da primeira parte o grupo que irá continuar, subirá para pernoitar na Fazenda Campo do Zinco. Quem não for subir encerra sua participação e pedala mais 16km retornando a Timbó.
Nos quatro dias seguintes o grupo irá finalizar toda a volta do circuito pedalando pela parte alta e retornando a Timbó no último dia. Ao todo serão cerca de 350km.
O dia que antecede o Velotour (sábado) será uma ótima oportunidade de integração dos participantes antes do início da viagem, em Timbó.
 
DIA
PROGRAMAÇÃO
 
05
SAB
Confraternização dos participantes em TIMBÓ
06
DOM
TIMBÓ – POMERODE
07
SEG
POMERODE – INDAIAL
08
TER
INDAIAL – RODEIO (ou CAMPO DO ZINCO)*
 
09
QUA
CAMPO DO ZINCO – DR. PEDRINHO
10
QUI
DR. PEDRINHO – ALTO CEDRO
11
SEX
ALTO CEDRO – PALMEIRAS
12
SAB
PALMEIRAS – TIMBÓ
 
13
DOM


* Para quem vai fazer apenas os 3 dias da Parte 1, de Rodeio retorna para o Timbó. O grupo que irá continuar no Circuito irá pernoitar na Faz. Campo do Zinco.

PERGUNTAS E RESPOSTAS
  1. Existe uma classificação de chegada no Velotour?
    Não. Também não há cronometragem da  chegada dos participantes. Não é uma corrida nem um evento competitivo. Na verdade o Velotour é uma grande celebração da bicicleta, tanto como meio de transporte, forma saudável de lazer e como ferramenta de interação com o meio e com as outras pessoas. O tempo do percurso só é limitado pelos horários de início e fim que em geral vão do amanhecer ao por do sol, e o participante gerencia o seu próprio ritmo.
  2. Posso colocar minha bagagem no carro de apoio?
    Não. O objetivo do Velotour é justamente criar uma situação de viagem real. Por isso não há carro de apoio e os participantes carregam sua bagagem. O carro de resgate passará somente uma vez no final do dia e não poderá ser utilizado como apoio.
  3. Iniciantes podem participar?
    Apesar de não ser necessária experiência em cicloturismo, o Velotour pressupõe bom preparo físico e experiência com bicicleta, pois serão muitas horas pedalando e não haverá estrutura de apoio nem guias.
  4. Menores de idade podem participar?
    Somente acompanhados de pais que irão pedalar, e mediante uma autorização por escrito, assumindo todas as responsabilidades e isentando a organização das mesmas. Não é aconselhado para menores de 12 anos.
  5. Todos recebem o Certificado de Conclusão?
    Todos os participantes que fizerem a totalidade do percurso pedalando (ou empurrando) e tiverem suas credenciais carimbadas em todos os PCs receberão o carimbo de Conclusão na credencial. Os participantes que não percorrerem todo o trajeto pedalando ou que não puderem completar o trajeto receberão um carimbo de Participação. Os participantes que desrespeitarem as regras do Velotour perdem o direito de receber os carimbos e o certificado. Participantes que perderem a credencial não receberão os carimbos novamente.
  6. O que devo levar para o Velotour?
    O uso do capacete ciclístico é obrigatório. Sua bicicleta deve estar em perfeitas condições, revisada e testada para não apresentar problemas durante o Velotour, pois mecânicos ou lojas de peças vão estar bem longe na hora do problema. É importante levar: luvas ciclísticas, óculos de sol ou de proteção, protetor solar, capa de chuva, agasalho, ferramentas básicas de reparo, câmera de ar extra, água para o dia inteiro (pelo menos 1,5 litros), alimento para consumir ao longo do dia, muda de roupa seca (embalada em plástico), refletivos e farol com pilhas extras (mesmo sendo uma atividade diurna é sempre bom estar prevenido).
  7. Que tipo de bicicleta devo usar?
    Recomenda-se o uso de bicicleta tipo mountain bike com relação de marchas leve (de preferência 24 ou 27 marchas) para encarar as subidas, e com pneus largos e com cravos para as estradas de terra. Para quem utiliza bicicleta reclinada, valem as mesmas recomendações sobre as marchas e os pneus. Não serão aceitos participantes com bicicletas motorizadas.
  8. O Velotour é um tipo de Audax?
    Não. Apesar estrutura semelhante os objetivos são bem diferentes. O Velotour não visa a superação de limites, nem desafio de quilometragens muito altas. A idéia é aproveitar ao máximo o percurso com paradas para conhecer os lugares, as pessoas, tomar banho de cachoeira, etc.
  9. Como eu me inscrevo para o Velotour?
    A inscrição é feita na data de início do Velotour com uma hora de antecedência, portando documento e assinando o termo de adesão. Como não há limite de vagas para a participação, o único fator limitante são as condições de hospedagem local que devem ser providenciadas com antecedência por cada participante (veja as opções mais adiante).
     
  10. Caso tenha outras dúvidas leias as próximas páginas e depois entre em contato conosco: clubedecicloturismo@hotmail.com
VEJA COMO FOI O VELOTOUR NO VALE EUROPEU: 2008 2009 e 2010

Organização

Patrocínio

Consórcio de Municípios do Médio Itajaí
Apoio
Associação Vale das Águas
Restaurante Thapyoka
Hotel Timbó
Hotel Fink (Indaial)
Faz. Campo do Zinco (Zinco)
La Bella Pousada (Dr. Pedrinho)
Família Duwe (Alto Cedro)
Pousada do Faustino (Palmeiras)
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  2. INSTRUÇÕES

Lançado o Manual de Circuitos de Cicloturismo

Lançado o "Manual de Circuitos de Cicloturismo"

Dirigido aos municípios brasileiros, especialmente aos seus órgãos que lidam com o turismo, o Manual contém dados e palavras de incentivo e de encorajamento, acrescidas de orientações acerca da criação de Circuitos de Cicloturismo.

Os publicadores do Manual estão recebendo indicações de potenciais cidades, regiões, Associações ou Consórcios de Municípios para receberem uma cópia impressa do mesmo.

Encontre notícia com maiores informações em http://bici-sc.blogspot.com/2011/01/lancado-o-manual-de-cicuitos-de.html

Quem desejar obter o texto em formato PDF ou de recomendá-lo a outros interessados, pode fazê-lo diretamente em http://ciclo.tur.br/arquivos/Manual-Circuitos-Cicloturismo.pdf . Envie para a prefeitura do seu município ou para outras organizações de interesse.

O Manual é resultado de uma iniciativa conjunta das seguintes organizações:
  

Atenciosamente,

Equipe do Manual de Circuitos de Cicloturismo


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