27/11/2010

Causos Ciclísticos IV: O táxi maluco e de carona com Júnior Verona.

Na abertura do verão de 2009 o roteiro escolhido foi a deliciosa praia de Caraúbas, localizada no litoral norte do nosso Estado e distante aproximadamente 50 Km da Capital.
O grupo foi bastante significativo e lá fomos recepcionados pelo ilustre Professor Ceará, pai do nosso colega Alexandre, que à época pedalava conosco. O homem cozinha muito bem e nos recebeu com muita comida e simpatia.
Pois bem, o causo se deu quando todo mundo já tinha pedalado, colocado a comida no bucho, tomado umas cervejas e dançado muito ao som de "Fada" da dupla Victor e Leo.
Na hora de voltar para casa a nossa colega Verônica ligou para o motorista da van previamente apalavrada para conduzir alguns ciclistas de volta para casa. O homem atendeu do outro lado e disse que estava chegando. O tempo foi passando e a van não apareceu. Nova ligação e mais uma vez a confirmação: estou chegando, já estou pertinho...já estou na estrada de barro. Depois de inúmeras ligações e de bastante evasivas do motorista da van é que concluímos que o cara não vinha.
Hora de acionar o plano "B": dividir os ciclistas nos poucos carros de familiares que estavam no evento, pois já se aproximava das 18h00min e não tinha mais ônibus de volta para Natal. Assim foi feito: uma parte veio no meu carro, outra no carro de Neto e Virgínia, mais alguns no carro de Júnior Verona e o restante em um táxi a ser fretado.
Foi nessa arrumação de retorno que duas coisas aconteceram:
A primeira foi que na hora de escolher entre vir no meu carro (à época uma Doblô) e o carro de Júnior Verona (à época uma Hilux) teve um ciclista que pela primeira e última vez pedalou conosco, disse: "Ah, eu vou no carro de Verona, pois tenho um compromisso em Natal às 19h00min e certamente chegaremos mais cedo nesse carrão". Basta dizer que até a bike do cidadão já estava arrumada no meu carro, mas Jadson foi pacientemente e arrumou a bike no suntuoso carro do Verona.
Pois bem, saímos por volta de 18h00min e quando já estávamos em Natal recebemos uma ligação de Naldo Bananeiras informando que sequer tinham chegado em Pitangui, pois o carro de Júnior Verona não podia ver uma placa de bar que logo encostava. O cabra não conhecia a fama de Juninho, mas nesse dia ficou conhecendo. Resultado: o ciclista que tanta pressa tinha para chegar em casa somente adentrou em Natal por volta das 21h00min, quando eu já estava em casa fazia muito tempo, tinha feito o meu escalda pés e já estava no décimo terceiro sono.
A segunda resenha foi com o pessoal que fretou o táxi: Antonino, Poly, Federal e Luciano Cambraia. Começou que o taxista tava mais melado que chão de oficina. Não bastasse isso o carro estava com a suspensão toda arrebentada e sempre que passava numa lombada os farois apagavam. Por fim, quando passavam na linha do trem em Extremoz o carro "deu um prego" e o aperreio foi grande dentro do veículo. Enfim, entre mortos e feridos escaparam todos, inclusive o motorista. Diz a lenda que até hoje ele não consequiu chegar em Caraúbas.

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