13/03/2011

127 horas: uma triunfante história real

Para quem além de pedalar também gosta de um bom filme eis mais uma dica: 127 horas - uma triunfante história real.
O filme conta a história de Aron Ralston, praticante de esportes de aventura que, ao se aventurar pelas montanhas do Estado americano de Utah, ficou preso por cinco dias com uma pedra em cima de seu braço. Sem conseguir ajuda em razão de encontrar-se em um local extremamente ermo, aliado ao fato de que não avisou a ninguém qual o seu destino, Aron é obrigado a adotar uma medida drástica para continuar vivo.
Para quem deseja fugir dos clichês dos filmes de aventura americano essa é uma excelente pedida. As cenas iniciais quando o protagonista pedala por aproximadamente 30 Km em sua bike em meio a uma região de cânions é fantástica. Não bastasse isso o momento em que ele encontra uma dupla de garotas fazendo trekking, passando a guiá-las, é também muito interessante, especialmente quando ele as conduz até um banho sensacional.
Dentre as várias lições impregnadas no filme algumas são totalmente aplicáveis a nós que gostamos de esportes em contato com a natureza: nunca vá sozinho; avise sempre qual o seu destino; não poupe dinheiro com material de segunda categoria; e, principalmente, esteja preparado para enfrentar adversidades.
P.S.: Quem não conseguir o filme o meu está disponível para empréstimo.

12/03/2011

Serra da Formiga 2011 ou Serra das 2011 Mutucas

O despertador tocou às 05h15min. Abri a janela e verifiquei como estava o tempo: perfeito. As tranqueiras já estavam separadas desde a noite anterior e agora só restava comer alguma coisa e ir ao local de concentração. Liguei para Bené e ele informou que já estava pertinho aqui de casa. Na saída encontro Jadson e Bené e perdemos alguns minutos arrumando as bikes no carro. Para completar apareceu um vivente mesmo na hora da saída oferecendo uma bicicleta para vender. Olhei de relance a bike e a minha primeira idéia foi oferecer trezentos contos, mas o cara se adiantou e disse que o preço era mil. Deixei de lado o método pedagógico Massaranduba e disse ao cidadão que sempre apareciam pessoas interessadas na Rota do Sol. Anotei o telefone do cara e fomos embora.
Quando chegamos na Maria Lacerda observei que tinha deixado a sapatilha na porta de casa. De imediato Jadson encontrtrou um tênis embaixo do banco do carona: executei então o plano "B", pois afinal de contas quem vive de sapatilha é bailarina e o mais perto que eu já cheguei da arte do "balé" foi executar a famosa coreografia o afogamento do ganso.
Cheguei no posto Emaús atrasado e para minha surpresa tinha muita gente esperando.De imediato a primeira coisa diferente: Artur Federal colocou o carro dele para conduzir bicicletas. Procurei uma justificativa e encontrei: como o veículo é utilizado para transporte escolar, nada mais justo que ele levasse o maior representante da educação do Rapadura Biker: Professor Raimundo.
Olheio de soslaio e tive mais uma surpresa: Naldo Bananeiras estava na concentração. Será que ele olhou errado na programação e achou que o pedal de hoje era para Dona Biluca? (café da manhã em Pitangui).
Refeito das surpresas anunciei a partida.
No caminho o céu sempre nublado. Pelo retrovisor a fila de carros com bicicletas em cima ou na parte de trás. É uma cena bonita de se ver.
Bené tava calado dentro do carro, mas ainda consegui tirar dele algumas informações sobre o carnaval. O homem saiu em quatro bandas de frevo e ainda encarou "As Virgens de Pium", colocando uma peruca preta e sendo confudido com Araci de Almeida. Pela conversa dele vi que não subiria sequer um formigueiro, quanto mais a Serra da Formiga.
No banco de trás Jadson também estava calado, mas ainda falou de uma namorada que arrumou no carnaval de Pirangi.É uma estória longa que se eu for contar aqui vai ser necessário abrir outro blog. Vamos embora!
Chegamos às 07h10min e já tratamos dos últimos preparativos para partir.
Já na concentração de saída do pedal recebemos a visita daquelas que iriam nos acompanhar por todo o percurso: as mutucas. Eram muitas e estavam com sede. Teve uma que chegou a rasgar a calça de Tomaz e teve um momento que atropelei com a bicicleta umas setecentas que estavam reunidas no chão, provavelmente fazendo um plano de ataque ao ciclistas.
Passamos em frente ao bar denominado "Ponto da Galera" e lembrei que ali foi o pit stop da minha primeira trilha. Pra ter idéia de quanto tempo faz, Mauro Diógenes ainda pedalava. Isso é mais antigo do que lavar roupa com pedra de anil, usar o perfume paiol das feiticeiras e usar a logomarca da escola gravada no bolso da camisa.
Pedalamos alguns quilômetros no barro e logo já avistamos o calçamento de acesso à Formiga. Usei a velha técnica das tartarugas: devagar e sempre. Subi pela segunda vez a danada todinha. Não sei se foi impressão minha mas o cheiro de cachaça e cerveja estava no ar. Acho que era a ressaca dos ciclistas sendo colocada pra fora. Alguns não conseguiram passar da primeira subida, enquanto isso Jddson tirava onda: subia e descia e ainda fotograva. Êta magro pra ter disposição!
Entre trancos e barrancos subimos todos. Jogamos um pouco de conversa fora, tiramos uma fotinhas de araque e seguimos o nosso caminho.
Hora de descer. Juntamos a turma e informamos do risco, pois o solo estava molhado e as erosões estavam em maioria. A turma teen do Rapadura foi na frente: Jadson, Tomaz e João Paulo. Os demais foram em seguida. A descida foi sensacional e sem nenhum incidente.
Vencida a descida tínhamos agora 15 Km até Rui Barbosa, local para quem quisesse tomar café. Aqui tive outra surpresa: Naldo não fez questão se ser o primeiro a chegar, mesmo o pessoal tendo repetido diversas vezes as palavras mágicas: guisado, cuscuz, ovo e pão.
Chegamos em Rui Barbosa e fomos direto para o Mercado Público. Na entrada fomos recebidos por um cidadão que se não for doido, tá perto de concluir o curso. O cabra ficou querendo se enturmar e somente sossegou quando o Professor Raimundo deu um aperto na mão dele que chegou a estralhar o segundo quirodáctilo direito. Ele então proferiu algumas palavras elogiosas e seguiu seu caminho.
O café da manhã foi como sempre muito light, tudo em conformidade com as orientações da nutricionista do Rapadura Biker: um balaio de pão, quarenta e cinco ovos de galinha caipira, quatro cocas de dois litros, um caldeirão de guisado e quinze quilos de cuscuz. A conta somou a cifra de R$ 64,00 (sessenta e quatro reais) e importou em R$ 5,33 para cada um. Registro desde já que Artur Federal fez questão de pagar o valor exato e muito embora eu tenha tentado ficar com cinco contos dele, não consegui tal proeza.
Empós o café fizemos uma breve assembléia e olhando os semblantes de alguns pós-carnavalescos decidimos que o trecho voltando por São Paulo do Potengi seria muito desgastante. Decidimos então desfazer o caminho, evitando tão somente a Formiga. Diminuímos o trajeto em 15 Km e acho que foi uma boa estratégia.
Na volta caiu um temporal. Era cada poça de água no caminho que só passava quem sabia nadar ou estava com o kit de mergulhador.
Chegamos finalmente ao nosso destino, todos ensopados, mas felizes.
O pessoal da Fazenda Divisão disponibilizou uma mangueira para lavagem das bikes e todos assim procederam, alguns até aproveitaram e tomaram o primeiro banho após o carnaval.
Despedimo-nos e tratamos de voltar ao lar. Quando passamos de Santa Maria Bené e Jadson observaram que estávamos sendo seguidos. Olhei para trás e vi uma nuvem preta. Eram as 2011 mutucas que ainda não tinha saciado a sede. Acelerei e consegui fugir delas quando chegamos em Macaiba.
Às 13h00min já estávamos em nossas casas.
Total pedalado: 37 Km.
P.S.: O trajeto tá gravado no meu GPS e quem quiser é só entrar em contato.
P.S.2.: Quem não tiver GPS não tem problema. É só entrar em contato que eu forneço todas as informações para você fazer a trilha.
P.S.3.: Tive o prazer de pedalar na companhia de: Antonino Bezerrão, Artur  Federal, Bené, Carol, Evandro, Flávio de Carol, Flávio Alemão, Jadson, João Paulo, Naldo, Neto, Othon, Milton, Raimundo, Sérgio e Tomaz.

10/03/2011

Serra da Formiga: Riachuelo - sábado 12 de março de 2011.

No próximo sábado o nosso destino será a Serra da Formiga, em Riachuelo-RN, distante 70 Km de Natal.
É um pedal bastante desafiador, pois contém uma intensa subida pelo calçamento e uma eletrizante descida por estrada de barro, com algumas pedras soltas.
Do alto da Serra é possível ver alguns prédios da Capital. Se estiver chovendo na região a paisagem é exuberante. De outro lado, se o sol estiver aberto pode contar com muita água no cantil.
Confira as informações:
Saída: 06h00min, do Posto Emaús, BR 101, Parnamirim/RN (primeiro posto de combustível após a via de acesso ao Cemitério Morada da Paz).
Café da Manhã: Recomenda-se que o ciclista já saia de casa alimentado, seja para não atrasar a saída do pedal em Riachuelo, seja pelo fato de que faremos uma parada para lanche somente em Rui Barbosa-RN (no mercado).
Locomoção: De carro próprio até Riachuelo. Cada ciclista é responsável por seu transporte e de sua bike.
O trajeto: Saindo do pátio da Fazenda Divisão seguiremos por estrada de barro até o sopé da Serra da Formiga. Subiremos por via de calçamento e depois desceremos pelo barro. Chegaremos em Rui Barbosa e de lá voltaremos pelo Povoado Potengi, passaremos em São Paulo do Potengi e voltaremos ao ponto de partida. O total aproximado é de 55 Km.
Previsão de retorno: 12h00min.
O que levar: equipamentos básicos de segurança, água, barrinhas, rapadura, câmara de ar, bomba, máquina fotográfica e força de vontade.

Carnaval em Bananeiras: trilhas, diversão e tranquilidade

Saímos de Natal na sexta-feira no final da tarde (04/03/2011) e seguimos no rumo da Chapada da Borborema com as bicicletas devidamente acondicionadas no carro. Chegamos em Bananeiras por volta das 19h00min e após deixar a família em casa fui até a oficina de Robertinho, em Solânea, pois precisava colocar o líquido selante nos pneus da minha bike, já que o produto anteriormente encomendado chegou justamente naquele dia. Descobrimos que a fita de proteção havia sido atingida por um prego enorme no pedal da terça na Rota do Sol e sendo assim resolvemos que melhor seria solucionar o problema no outro dia com mais calma.
Diante de tal situação, já por volta das 21h30min, quando retornei para casa encontrei Vinicius e Juliana, vindos de Petrolina-PE e Antonino e Pollyana, vindos de Natal-RN. Tratei de esquecer o aborrecimento com a bike e resolvi tratar de coisas mais amenas: tomar um delicioso vinho na companhia da família e dos amigos recém chegados. Foi a decisão mais acertada.
No sábado o dia amanheceu meio chuvoso e fui até a Pousada da Estação para verificar se mais alguém tinha chegado. Encontrei de imediato Neide (a mulher do gás), já eletrizada e querendo saber da programação bicicletal. No apartamento estava Seu Cuca (também conhecido como Romualdo) deitado de bucho pra cima, pouco interessado nas pedaladas, mas querendo saber quando começariam os trabalhos de levantamento de copos, especialidade na qual o homem é medalha de ouro, inclusive devendo representar o nosso País nas próximas olímpiadas. Em outro quarto encontrei o simpático casal Flávio e Carol, que iriam visitar Naldo Bananeiras, na casa dos pais deste.
Na companhia de Fernando Amaral segui para o Condomínio objetivando traçar uma estratégia para o dia, pois a minha bike ainda não estava pronta. Como  estava meio chuvoso resolvemos  fazer um passeio de 4 x 4, seguindo no rumo do Engenho da Rainha, Cruzeiro de Roma, Cachoeiras de Borborema e do Roncador. O engenho estava fechado, mas foi possível visitar a moenda. Em Roma o visual é maravilhoso, permitindo avistar várias cidades da região. A Cachoeira de Borborema tinha pouca água, mas também é uma bela paisagem. Já na Cachoeira do Roncador, que também estava com pouca água, fomos recepcionados por uma legião de maruins que nos atacaram com força, deixando as meninas de pernas brancas como se estivessem com catapora. O pior de tudo é que você não via os danados dos mosquitos, mas as picadas eram sentidas com intensidade. Foi uma verdadeira surra.
Voltamos no final da tarde para Bananeiras e somente recebi minha bike por volta das 18h00min do sábado. Na volta da oficina encontrei Naldo e Adriana que tinham acabado de chegar de uma trilha juntamente com Flávio e Carol.
Por ocasião do jantar combinamos qual seria o passeio do domingo e depois de várias sugestões decidimos que o melhor seria Serraria-RN, via Solânea-PB. Marcamos hora e local de saída e fomos dormir. Shirley e Well também marcaram presença, inclusive com este retomando os pedais.
No domingo a concentração foi na Praça Central de Bananeiras-RN e começamos o dia com uma boa surpresa: André e Fabiano chegaram de Passa e Fica para nos acompanhar na trilha. Serginho também veio de Natal na companhia de Suzy, sendo que ainda não foi desta vez que ela encarou uma trilha conosco, mas acho que isso é só uma questão de tempo. Ciclistas de Bananeiras e Solânea vieram aumentar o grupo e logo no início do trajeto encontramos uma turma de João Pessoa que resolveu nos acompanhar. Formamos assim um pelotão de mais de vinte e cinco ciclistas.
O trajeto total foi de aproximadamente 33 Km, com muita descida e logicamente bastante subida. Quando chegamos em Borborema encontramos outro grupo de ciclistas de Recife que seguia no rumo do Roncador. Paramos para juntar a turma e definimos uma estratégia: uma parte seguiria para Bananeiras pelo asfalto e outra pela Trilha dos Côcos. Fiquei na última hipótese e não me arrependi: a paisagem é muito linda.
Enquanto nós enfrentávamos os Côcos, lá no Condomínio estavam Pollyana, Juliana e Vinícius comendo tripa de porco. Diz a lenda que se emendassem toda a tripa que esse trio comeu dava mais ou menos os 33 Km da trilha que fizemos. O resultado dessa comilança tripal quem sentiu na pele e nas fuças foi Antonino Bezerrão, pois na hora de dormir foi uma peidorança sem igual dentro do quarto, de forma que o cabra somente conseguiu pegar no sono depois de colocar algodão nos ouvidos e na venta, passando a respirar somente pela boca, fazendo uso de uma técnica ninja aprendida com pescadores de lagosta de Rio do Fogo.
Alheio às pedaladas Seu Cuca continuava o seu trabalho de mapeamento dos melhores locais para tomar uma em Bananeiras, mantendo assim o seu treinamento em dia.
Ainda no domingo, no retorno da trilha paramos na Pousada da Estação e Seu Cuca já estava se exercitando. Mais do que imediatamente fomos prestar a nossa solidariedade e o resultado disso tudo foi que rolou banda de frevo e desfile em carro aberto pelas ruas da cidade, dando assim o primeiro sinal de que era carnaval, pois até então nada fazia lembrar a data. Para ilustrar melhor como foi a animação vou destacar dois momentos da festa: o primeiro foi que as passistas da Escola de Samba Unidos do Rapadura Biker (Claudia e Neide) ministraram um curso intensivo para as baianas da Escola de Samba de Bananeiras; o segundo foi quando Vinicius encontrou um bebum (Rogério) que passou a ser o seu segurança na festa, inclusive oferecendo-se para fazer uma faxina na casa dele. Como diz Doutora Vera Lúcia: Pense num carrego grande.
No dia seguinte (segunda-feira) houve uma divisão: Flávio, Carol e Neide foram juntamente com Robertinho de Solânea pedalando até Pilões para deixar André e Fabiano que resolveram seguir viagem até João Pessoa-PB. A galera que estava em minha casa resolveu fazer um trekking na trilha do Condomínio e depois fomos comer uma galinhada na propriedade de amigos. Na volta tivemos ainda uma sessão de churrasco, oportunidade em que Vinicius demonstrou que tá perdendo tempo com a Medicina, pois já tá pronto para abrir uma barraca de espetinhos. Já pode contar com um cliente certo, que sou eu.
Chegou o último dia de carnaval (terça-feira) e resolvemos fazer uma trilha mais amena, desta feita contando com a participação de Pollyana e Juliana, que já tinham se recuperado do efeito colateral das tripas. Fomos com Fernando Amaral e a galera de Solânea (Agnaldo, Wellington, Capa Rosa e outros) no rumo da Trilha da Gamela. Quando chegamos na parte baixa da trilha caiu uma chuva nível 3, ou seja, molha até o pensamento da pessoa. Foi uma dureza enfrentar a subida na chuva, pois o barro além de escorregar muito, também prendia os pneus ao solo. Em determinado momento Juliana pediu arrego e tratou de subir em um caminhão da Energisa, contando com a solidariedade de Polly e Vinicius.
Vou esclarecer desde já que Claudia Celi somente não foi pedalar nesse dia (se eu não colocar isso vai ser a semana toda de reclamação aqui em casa) por ter ficado tomando conta de Guilherme que no dia anterior tinha sofrido uma queda de bicicleta, acrescentando mais uns trófeus a sua galeria de arranhões.
Mais tarde teve frevo no Condomínio, mas a nossa participação foi muito discreta, mas como tava todo mundo desconfiado da tripa de porco resolveram pedir uma comida mais light: um rubacão. O resultado foi que no banheiro social apareceu uma peça de excremento tão volumosa que mesmo após 75 descargas o danado continuava acenando para nós. A solução foi seguir a orientação fornecida por Seu Cuca, lembrando de uma experiência em outro carnaval: engessar os braços com papel higiênico e tirar o bicho lá de dentro da marra. Não sei quem foi o(a) autor(a) da obra, nem tampouco quem fez o transbordo, mas posso afirmar que o danado foi eliminado e a paz voltou a reinar no banheiro social.
Hoje (quarta-feira) chegou o momento de voltar ao lar e a sensação foi muito boa e principalmente, sem ressaca. Resta agora dormir e voltar ao batente amanhã.
P.S.: Sábado tem Serra da Formiga, lá em Riachuelo.
P.S.2.:  Lembram que eu mencionei um ciclista de Solânea que atende pelo singelo nome de Capa Rosa. Pois bem, o cabra é tão magro, mais tão magro mesmo, que um dia desses ele passou mal no pedal e levaram ele para o posto de saúde. O médico que atendeu, após realizar um minucioso exame, afirmou que o único lugar possível para aplicar uma injeção era a sandália havaiana do rapaz.

03/03/2011

Não custa nada lembrar...

O que o Código de Trânsito diz sobre nós ciclistas
As bicicletas e os ciclistas são classificados sob os seguintes termos: bicicletas, ciclos, ciclistas ou veículos de propulsão humana (VPH). Abaixo cito todos os trechos que encontrei citando esses termos, sempre com um comentário tentando explicar de forma simples o blá blá blá legal.
Os órgãos de trânsito têm obrigação de se preocupar com os ciclistas:
Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
(…)
II – planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veícuslos de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e segurança de ciclistas.
(o Art. 24 dispõe o mesmo sobre os órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios)
Pedestres têm prioridade sobre ciclistas e ciclistas têm prioridade sobre motos e carros:
Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
(…)
§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
Os carros não devem nos fechar:
Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:
(…)
Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.
Devemos andar na rua, no sentido dos carros e nos cantos da via (inclusive no esquerdo em caso de vias de mão única, embora geralmente isso seja bastante perigoso, sobretudo em avenidas de fluxo rápido):
Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa.
Bicicleta na calçada, só com autorização da autoridade de trânsito e sinalização adequada na calçada:
Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.
Quer passar pela calçada ou atravessar com a bike na faixa? O CNT manda desmontar:
Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios (…)
§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres.
Buzina, espelho e “sinalização” na frente, atrás, dos lados e nos pedais (que pode ser entendida por refletivos) são obrigatórios pelo Código, mas capacete não:
Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:
(…)
VI – para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.
Obs.:O Projeto de Lei 2956/2004 pretende cancelar a obrigatoriedade do uso de “campainha” e espelho retrovisor, mas está em tramitação desde 2004. Em 2008, foi encaminhado ao Senado.
Os fabricantes e importadores são obrigados a fornecer as bicicletas com os equipamentos citados acima:
Do mesmo Art. 105:
§ 3º Os fabricantes, os importadores, os montadores, os encarroçadores de veículos e os revendedores devem comercializar os seus veículos com os equipamentos obrigatórios definidos neste artigo, e com os demais estabelecidos pelo CONTRAN.
Importadores e fabricantes de bicicletas são obrigados a fornecer um manual contendo mais ou menos tudo isso que eu estou dizendo aqui, além de instruções sobre direção defensiva e primeiros socorros:
Art. 338. As montadoras, encarroçadoras, os importadores e fabricantes, ao comerciarem veículos automotores de qualquer categoria e ciclos, são obrigados a fornecer, no ato da comercialização do respectivo veículo, manual contendo normas de circulação, infrações, penalidades, direção defensiva, primeiros socorros e Anexos do Código de Trânsito Brasileiro.
O Código dá direito aos Municípios de registrar e licenciar as bicicletas caso decidam fazer isso:
Art. 129. O registro e o licenciamento dos veículos de propulsão humana, dos ciclomotores e dos veículos de tração animal obedecerão à regulamentação estabelecida em legislação municipal do domicílio ou residência de seus proprietários.
[ver também Art.24, incisos XVII e XVIII e Art.141]
Ameaçar o ciclista com o carro é infração gravíssima, passível de suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo e da habilitação:
Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos:
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida administrativa – retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.
Colar na traseira do ciclista ou apertar ele contra a calçada é infração grave:
Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo:
Infração – grave;
Penalidade – multa.
Estacionar na ciclovia é infração grave, sujeita a multa e guincho:
Art. 181. Estacionar o veículo:
(…)
VIII – no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:
Infração – grave;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – remoção do veículo;
Andar com o carro na ciclovia ou mesmo numa ciclofaixa é o mesmo que dirigir na calçada, infração gravíssima:
Art. 193. Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas, ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas de canalização, gramados e jardins públicos:
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa (três vezes).
O carro deve dar preferência de passagem ao ciclista quando ele já estiver atravessando a via, mesmo que o sinal abra para o carro:
Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:
I – que se encontre na faixa a ele destinada;
II – que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;
(…)
Infração – gravíssima;
Penalidade – multa.
IV – quando houver iniciado a travessia mesmo que não haja sinalização a ele destinada;
V – que esteja atravessando a via transversal para onde se dirige o veículo:
Infração – grave;
Penalidade – multa.
Tirar fina é infração média:
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
Infração – média;
Penalidade – multa.
Se a fina for em alta velocidade, são duas multas (a média aí de cima mais essa grave aqui):
Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:
(…)
XIII – ao ultrapassar ciclista:
Infração – grave;
Penalidade – multa;
Deixar de andar com a bicicleta em fila única pela lateral da rua ou acostamento é infração média:
Art. 247. Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila única, os veículos de tração ou propulsão humana e os de tração animal, sempre que não houver acostamento ou faixa a eles destinados:
Infração – média;
Penalidade – multa.
Somos proibidos de circular em vias de trânsito rápido e em rodovias sem acostamento, além de algumas outras coisinhas que pouquíssimos ciclistas sabem:
Art. 244, § 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além de:
a) conduzir passageiro fora da garupa ou do assento especial a ele destinado;
b) transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias;
c) transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.
Inciso III – fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda;
Inciso VII – sem segurar o guidom com ambas as mãos, salvo eventualmente para indicação de manobras;
Inciso VIII – transportando carga incompatível com suas especificações
Bicicleta na calçada ou pilotagem “agressiva” é motivo para multa e apreensão da bicicleta (mas a autoridade é obrigada a fornecer um recibo!):
Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:
Infração – média;
Penalidade – multa;
Medida administrativa – remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.
Acostamento é lugar de bicicleta sim:
ACOSTAMENTO – parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.
Bicicleta também é veículo:
BICICLETA – veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor.
Bicicletário é o nome oficial do “estacionamento de bicicletas”:
BICICLETÁRIO – local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.
O chamado bordo da pista é só o canto, a beirada, sem uma definição clara de até onde é considerado bordo:
BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.
Ciclo é uma bicicleta, um triciclo, etc., desde que movido a propulsão humana:
CICLO – veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.
Ciclofaixa é uma “faixa de ônibus” para bicicletas e outros VPH:
CICLOFAIXA – parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
Ciclovia é quando é separada dos carros (mas não é lugar de pedestre!):
CICLOVIA – pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.
Calçada é para pedestres, bicicleta só circula nela em casos excepcionais:
PASSEIO – parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
Quer divulgar esse texto? Ótimo!
Para fazer um link para cá, use o seguinte endereço:
http://blig.ig.com.br/freeride/2004/08/18/o-que-o-codigo-de/
Se quiser reproduzir o texto em algum lugar, vai fundo! Apenas cite o autor (Willian Cruz) e o site (Vá de Bike), com link para cá.
Autor: Willian Cruz - Categoria(s): - Dicas para o ciclista urbano -, . Bicicleta é transporte . Tags: , ,

01/03/2011

O atropelamento de ciclistas em Porto Alegre

Na última sexta-feira (25/02/2011) a minha caixa de e-mail começou a ser bombardeada com a trágica notícia dos fatos ocorridos na Bicicletada de Porto Alegre-RS. As informações não estavam sozinhas, mas acompanhadas de imagens, por sinais bastante fortes.
De imediato começaram as reações de indignação, umas inclusive bastante enfáticas, desejando ao motorista atropelador os piores castigos possíveis.
Chamou particularmente a minha atenção o fato de que alguns comentadores do criminoso evento começaram a tentar inverter os valores da questão, querendo culpar o Movimento Bicicletada por ter os seus membros brutalmente atropelados. A minha primeira reação a tal posicionamento foi de retrucar com veemência, mas preferi ficar acompanhando as discussões, sedimentando melhor as minhas convicções.
Sem muita pretensão acadêmica posso dizer que conheço a Bicicletada, tanto do ponto de vista histórico, pois sempre acompanhei o seu desenrolar no mundo até a sua chegada ao Brasil, como também do ponto de vista prático, pois tive oportunidade de participar do movimento aqui em Natal-RN, por duas vezes. Conheço diversos dos seus integrantes e sei de ciência própria que são pessoas sérias, trabalhadoras e respeitadoras. Posso afirmar sem medo de errar que é um movimento limpo, com estilo reividicatório próprio e uma ideologia calcada em um mundo mais harmonioso, onde carros, bicicletas e pessoas possam utilizar das rotas de acesso sem conflitos. Não posso, portanto, jamais considerar como acertada a pecha de que se trata de um movimento irresponsável e que sai para as ruas para conflitar diretamente com motoristas. Quem assim pensa não conhece a Bicicletada.
É a partir dessa premissa que posso asseverar que os fatos praticados pelo motorista de Porto Alegre foi nitidamente criminoso e o que é pior, intencional. Não se tratou de um ato culposo, ou seja, derivado de uma conduta imprudente, negligente ou imperita, mas sim de uma ação calcada na vontade de obter resultados ruínosos. Falar em legítima defesa nesse caso concreto é um verdadeiro atentado ao Direito. Dizer que foi um ato estúpido de intolerância é com certeza a melhor definição para o triste quadro pintado pelo motorista criminoso.
Observem no vídeo e nos diversos depoimentos das testemunhas presenciais que o motorista criminoso arrancou com seu veículo de forma deliberada e violenta contra uma massa que foi surpreendida com a ação. O ato foi essencialmente covarde, pois os ciclistas foram atingidos pelas costas e sequer tiveram tempo de esboçar uma reação.
O motorista criminoso tanto tem ciência do seu ato que fugiu da cena do crime e abandonou o veículo.
A intolerância desse homem ontem foi contra um grupo de ciclistas e igual modo poderia ter sido contra um grupo de manifestantes que resolveu fechar uma rua, um aglomerado de pessoas seguindo um funeral ou qualquer outro grupo que estivesse no seu caminho, atrapalhando o seu "valioso" tempo.
O mundo todo comenta o vídeo e ficou estarrecido com tal ato de violência. Desta feita não tivemos nenhuma vítima fatal, o que não diminuí em nada a atitude criminosa praticada. Espero que os fatos sirvam para chamar a atenção de todos e possibilitem uma melhor reflexão sobre o nosso comportamento no trânsito.
Punição para o criminoso, é o que se espera.

Pedal do Mendes: café da manhã no Bar de Luiz





Hoje o meu plano era participar do Café da Manhã com Motoristas, evento da Bicicletada com o objetivo de aproximar motoristas de ônibus e ciclistas, possibilitando assim uma maior harmonia no trãnsito cada dia mais caótico.
Mudei o planejamento e resolvi cumprir a agenda de pedaladas do Rapadura Biker e às 06h20min cheguei no estacionamento do Plano 100 da Avenida Ayrton Senna, local marcado para saída.
Ali já encontrei o simpático casal Flávio e Carol (fazia tempo que não pedalava com eles), Othon, Shirley e logo depois chegou Professor Raimundo. Na hora marcada o grupo já estava pronto, mas resolvemos aguardar alguns minutos para ver se mais alguém ia aparecer, o que não aconteceu.
Mais tarde fiquei sabendo que Serginho e Moab chegaram às 06h00min e acharam que o grupo já tinha saído, resolvendo então fazer outro trajeto. Foi uma pena, pois são dois ótimos companheiros de pedaladas.
Esse roteiro tem muitas variedades, tanto podendo ser feito totalmente no asfalto, como também com uma boa parte por trilha. Seu diferencial é que se trata de um trajeto rápido, com vários pontos de hidratação, o relevo relativamente plano e uma paisagem sempre muito verde.
A opção de hoje foi o trecho todo no asfalto. Seguimos pela Avenida Ayrton Senna, entramos à direita na Maria Lacerda Montenegro, à esquerda na estrada de Cajupiranga (por trás do aeroporto Augusto Severo), Coophab, entramos no Bairro Liberdade em Parnamirim, atravessamos a BR 101 pela passarela, seguimos pela Cohabinal (Rainha do Pastel), CT do América, estrada de Japecanga (conhecida pelos ciclistas como Calcinha Preta, devido a cor escura do asfalto novo) e finalmente chegamos ao Distrito do Mendes, no Município de São José de Mipibu-RN.
No Mendes já temos cadeira cativa no Bar do Luiz, cujo proprietário é que deu nome ao estabelecimento, é um cara simples e muito atencioso com os ciclistas. Sempre nos recebe com um sorriso e faz de tudo para que nosso café da manhã seja o melhor de todos. O cardápio é quase sempre o mesmo (cuscuz, ovo, pão, café, manteiga da terra e suco). O bar também sempre dispõe da verdadeira rapadura de Japecanga e quando não compramos uma(s) somos presenteados por Luiz, de forma que sempre voltamos abastecidos.
Na hora de pagar a conta o gasto por cabeça é de aproximadamente R$ 3,00 (três reais) e quem vai pela primeira vez sempre fica admirado e repete: só isso!!! Fazer o quê? Esse é o preço justo que Luiz nos cobra.
Dedicamos aproximadamente trinta minutos para o café da manhã e depois de paga a fatura seguimos o nosso caminho, desta feita no rumo da rodovia de acesso ao Município de Monte Alegre, para então dobrarmos à esquerda e chegarmos novamente na BR 101, que agora está duplicada e tem um acostamento muito bom de pedalar. Em pouco tempo chegamos novamente na estrada de Cajupiranga e depois de encarar um vento lateral estamos de volta ao ponto de partida.
Hoje pegamos uma chuva muito forte. Fazia muito tempo que eu não pedalava numa chuva tão intensa. Os pingos chegavam com tanta força que quando batiam no rosto os lábios ardiam de dor. A sorte é que todo mundo estava prevenido e os sacos plásticos salvaram os celulares e máquinas fotográficas.
O pedal terminou às 10h20min, ou seja, você não sai tão cedo de casa e chega com tempo de ainda resolver alguma coisa na manhã do sábado.