01/03/2011

Pedal do Mendes: café da manhã no Bar de Luiz





Hoje o meu plano era participar do Café da Manhã com Motoristas, evento da Bicicletada com o objetivo de aproximar motoristas de ônibus e ciclistas, possibilitando assim uma maior harmonia no trãnsito cada dia mais caótico.
Mudei o planejamento e resolvi cumprir a agenda de pedaladas do Rapadura Biker e às 06h20min cheguei no estacionamento do Plano 100 da Avenida Ayrton Senna, local marcado para saída.
Ali já encontrei o simpático casal Flávio e Carol (fazia tempo que não pedalava com eles), Othon, Shirley e logo depois chegou Professor Raimundo. Na hora marcada o grupo já estava pronto, mas resolvemos aguardar alguns minutos para ver se mais alguém ia aparecer, o que não aconteceu.
Mais tarde fiquei sabendo que Serginho e Moab chegaram às 06h00min e acharam que o grupo já tinha saído, resolvendo então fazer outro trajeto. Foi uma pena, pois são dois ótimos companheiros de pedaladas.
Esse roteiro tem muitas variedades, tanto podendo ser feito totalmente no asfalto, como também com uma boa parte por trilha. Seu diferencial é que se trata de um trajeto rápido, com vários pontos de hidratação, o relevo relativamente plano e uma paisagem sempre muito verde.
A opção de hoje foi o trecho todo no asfalto. Seguimos pela Avenida Ayrton Senna, entramos à direita na Maria Lacerda Montenegro, à esquerda na estrada de Cajupiranga (por trás do aeroporto Augusto Severo), Coophab, entramos no Bairro Liberdade em Parnamirim, atravessamos a BR 101 pela passarela, seguimos pela Cohabinal (Rainha do Pastel), CT do América, estrada de Japecanga (conhecida pelos ciclistas como Calcinha Preta, devido a cor escura do asfalto novo) e finalmente chegamos ao Distrito do Mendes, no Município de São José de Mipibu-RN.
No Mendes já temos cadeira cativa no Bar do Luiz, cujo proprietário é que deu nome ao estabelecimento, é um cara simples e muito atencioso com os ciclistas. Sempre nos recebe com um sorriso e faz de tudo para que nosso café da manhã seja o melhor de todos. O cardápio é quase sempre o mesmo (cuscuz, ovo, pão, café, manteiga da terra e suco). O bar também sempre dispõe da verdadeira rapadura de Japecanga e quando não compramos uma(s) somos presenteados por Luiz, de forma que sempre voltamos abastecidos.
Na hora de pagar a conta o gasto por cabeça é de aproximadamente R$ 3,00 (três reais) e quem vai pela primeira vez sempre fica admirado e repete: só isso!!! Fazer o quê? Esse é o preço justo que Luiz nos cobra.
Dedicamos aproximadamente trinta minutos para o café da manhã e depois de paga a fatura seguimos o nosso caminho, desta feita no rumo da rodovia de acesso ao Município de Monte Alegre, para então dobrarmos à esquerda e chegarmos novamente na BR 101, que agora está duplicada e tem um acostamento muito bom de pedalar. Em pouco tempo chegamos novamente na estrada de Cajupiranga e depois de encarar um vento lateral estamos de volta ao ponto de partida.
Hoje pegamos uma chuva muito forte. Fazia muito tempo que eu não pedalava numa chuva tão intensa. Os pingos chegavam com tanta força que quando batiam no rosto os lábios ardiam de dor. A sorte é que todo mundo estava prevenido e os sacos plásticos salvaram os celulares e máquinas fotográficas.
O pedal terminou às 10h20min, ou seja, você não sai tão cedo de casa e chega com tempo de ainda resolver alguma coisa na manhã do sábado.
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