26/08/2011

SICLONATAL - Sistema Cicloviário do Município de Natal

No próximo dia 30 de agosto de 2011 teremos uma sessão na Câmara Municipal de Natal com a finalidade de discutir e aprovar o substitutivo ao Projeto de Lei nº 299, dispondo sobre a criação do Sistema Cicloviário no Município de Natal e dá outras providências.
Preparamos um ofício e encaminhamos a todos os integrantes da Câmara Municipal de Natal. Ademais estamos solicitando aos integrantes do Rapadura Biker e todos os ciclistas que cobrem dos vereadores a aprovação da matéria.
Segue o link para a comunidade da Bicicletada no Orkut, contendo o texto do PL:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=8242062&tid=5614002673741035248&start=1

Grupo de Ciclismo RAPADURA BIKER – Natal/RN – (84)9982-8905
“Venha pedalar conosco” - Rota do Sol: 3ª e 5ª feira, 20h00min.



Ofício Circular nº 001/RB                                                                          Em 26 de agosto de 2011







                                               Senhor(a) Vereador(a):



                                               É chegado o momento de votação do substitutivo ao Projeto de Lei nº 299/2011, que dispõe sobre a criação do  SICLONATAL - Sistema Cicloviário no Município de Natal e dá outras providências.
                                               No próximo dia 30 de agosto de 2011 o Poder Legislativo Natalense dará importante passo rumo ao incremento de uma política de mobilidade urbana inclusiva, que atende aos anseios da população e, principalmente, ouviu o segmento ciclista, que tanto anseia por um sistema cicloviário compatível com os parâmetros mínimos de convivência harmônica entre os diversos agentes que compartilham o complexo  de circulação urbana.
                                               Nesse sentido é que o Grupo de Ciclismo Rapadura Biker, atento ao desempenho do seu mandato e sabedor do seu compromisso com as questões que envolvem a melhoria da qualidade ambiental e urbanística da nossa querida cidade do Natal, vem postular o seu apoio na votação que se aproxima, de forma a aprovar o substitutivo ao sobredito Projeto de Lei.
                                               A comunidade ciclista estará presente na Casa do Povo e desde já agradece a sua valorosa contribuição.
                                               Atenciosamente,

BENILTON DE LIMA SOUZA
Grupo de Ciclismo Rapadura Biker


18/08/2011

Calça jeans para ciclistas

Caros Rapaduras: Mais uma opção para quem utiliza a bicicleta no cotidiano e precisa usar uma calça.

A fonte da matéria é: http://bemvindocicloturista.com.br/blog/2011/08/17/bicicleta-na-moda/

Bicicleta na moda


Pedalar chique está cada vez mais fácil.
Por Racquel Tomaz

Quem opta por trocar o carro pela bike nem sempre pode aderir aos looks esportistas. Afinal, é necessário se vestir de acordo com a ocasião, principalmente aqueles que vão de bicicleta para o trabalho.
Os adeptos do movimento cycle chic sempre mostram que é possível montar sobre as duas rodas aliando a moda com o conforto. Tudo começou com o fotógrafo Mikael Colville-Andersen, aquele que disse:
“Se você vai usar a bicicleta para atividades esportivas
ou pedalar em corridas,
vai precisar de equipamentos e roupas específicas.
Mas se você quiser ir de bicicleta ao trabalho
ou ao supermercado, em distâncias curtas,
você não precisa de nada especial.
Basta abrir seu armário.”
Com o número de ciclistas crescendo no mundo inteiro, inclusive no Brasil, e com a expansão cycle chic, muitas grifes têm começado a produzir peças pensando nesse público. Esperteza deles e benefício para nós que somos amantes da bike.
Uma das grandes dificuldades com relação a isso é quando queremos vestir o nosso amado jeans, que muitas vezes pode ser tão desconfortável para pedalar. E é aí que entra a última novidade da moda da bicicleta.
A Levi’s, marca referência no mundo inteiro quando se fala em jeans, lançou uma linha de calças especialmente para os homens que também não querem abrir mão de estarem bem apresentáveis enquanto pedalam: é a Commuter. A marca, que tem como lema da sua campanha global a frase “Go Forth”, decidiu unir a conveniência e a moda desejadas à segurança e conforto exigidos pelos ciclistas.
Essa nova linha teve por base de seu desenvolvimento os dois clássicos da marca: a jaqueta Trucker e a Skinny 511. O Vice-Presidente Sênior de Merchandising e Design Masculino disse que “Commuter nasceu da inovação do estilo americano clássico e de uma paixão pessoal pelo ciclismo. Nós sabíamos que nossos jeans já estavam sendo usados por ciclistas urbanos em todo o mundo, incluindo nossos próprios designers. Escutamos o que eles tinham a dizer sobre suas necessidades e criamos produtos com características para melhor desempenho no ciclismo e que também funcionassem como streetwear”.
A 511 Commuter está disponível no Brasil na coleção primavera-verão com dois modelos: full length e cropped. A calça em denim tem como principais diferenciais o cós projetado para guardar a trava da bicicleta e bolso traseiro para iPod.

16/08/2011

Projeto Homem Livre

Se alguém me perguntar qual dos sentimentos melhor exprime o ato de pedalar a minha resposta é direta, objetiva e absoluta: a liberdade.
Hoje tive a satisfação de conhecer Danilo Perrotti, um mineiro que tem um projeto belíssimo em cima de uma bicicleta. Não vou descrever o projeto e prefiro remeter os seguidores para o link (http://www.homemlivre.com.br/projeto.php?idioma=1&txt=17), pois assim possibilito a vocês sentirem as mesmas emoções que me invadiram durante a visita ao site.
Fomos encontrar Danilo Perrotti e seu genitor com a galera do Ponta Negra Bike (Haroldo Mota, Pedrinho Brito, Cristiane, Claudia, Santiago, Renato, Gabriel, Eduardo, Alex Alcoforado, Vitória e uma penca de ciclistas cujos nomes não gravei) lá no estacionamento do Supermercado Favorito da Engenheiro Roberto Freire. No caminho começou uma chuva fininha e chegamos a cogitar de voltar, mas Claudia Celi insistiu e seguimos nosso rumo. Essa foi de fato a melhor opção.
Danilo é daqueles caras que exalam simpatia por todos os poros e transparece uma pureza tão rara de encontrar nos dias de hoje. Quando fez uso da palavra para dizer de suas emoções na viagem que realiza foi bastante singelo e enfático: "as pessoas são boas em todo lugar do mundo". Uma frase aparentemente tão simples, mas de significado tão intenso. É bom saber que nem tudo está perdido e que ainda é possível encontrar quem nos acolha em qualquer lugar que estejamos.
Seu pai estava presente e também pedalou conosco, demonstrando grande vitalidade e, principalmente, dando um exemplo de apoio incondicional ao projeto do filho. Tenho certeza que o domingo do dia dos pais deles foi muito especial.
Vai Danilo! Terminas conforme planejado. Saibas que tua mensagem foi absorvida por nós e que um dia nos encontraremos pedalando em algum lugar do mundo







.http://www.homemlivre.com.br/projeto.php?idioma=1&txt=17

12/08/2011

Praias Potiguares: cicloturismo em 2012

Com 31% dos 64 votos coletados na enquete realizada no blog o roteiro escolhido para a viagem de cicloturismo do Rapadura Biker em 2012 foi "Praias Potiguares".
Em 2011 a inspiração foi a obra de Saramago - "A Viagem do Elefante" - e no ano que vem teremos como mote o livro "Praias Potiguares", do natalense Miguel Dantas Cavalcanti Neto. A obra percorre as 100 (cem) praias que integram o litoral do Rio Grande do Norte, partindo de Sagi no litoral sul até Tibau no litoral norte. São 400 km de muita natureza, diversidades e muitas aventuras.
A ideia desse ano é socializar ainda mais o conceito de viajar de bicicleta, envolvendo algumas cidades/comunidades do trajeto por meio de palestras e apresentações de vídeos versando sobre a bicicleta como meio de transporte limpo, viável e de baixo custo.
Vamos priorizar o pedal na beira do mar, portanto, preparem as pernas e as bicicletas.
Breve postarei informações mais detalhadas.
Por enquanto quem quiser conhecer o livro é só visitar:
http://wowdesign.com.br/imgs_port/Livro%20Praias%20Potiguares.pdf

Indo ao trabalho de bicicleta II

Na última quinta (11/08/2011) pedalei de casa (Nova Parnamirim) até o meu trabalho (Bairro Potengi). Para quem não conhece a nossa cidade pelos nomes dos bairros o trajeto consistiu em sair da Zona Sul até a Zona Norte. Foram 26 Km pedalados em 01h20min. Optei pelo percurso mais longo, porém mais seguro: Segui pela Ayrton Senna, Praia Shopping, Via Costeira, Ponte Newton Navarro, Avenida João Medeiros Filho e Conjunto Santa Catarina. Sai às 07h20min e cheguei às 08h40min, tendo parado por apenas 02min. Nenhuma situação de perigo foi registrada.
Quando cheguei no local de trabalho ingressei pelo estacionamento reservado existente nos fundos do prédio. O segurança ficou sem entender nada e como era novo no serviço ficou em dúvida para liberar a minha entrada, sendo necessário tirar o capacete, o óculos e dizer que trabalhava no local. Entrei e estacionei a bicicleta junto as dos demais trabalhadores. Segui direto para o local do banho e logo estava pronto para mais um dia de trabalho. É impressionante como as pessoas ficam admiradas com uma atitude tão simples. Os comentários são diversos: elogios e ironias.
Vocês não imaginam o que é iniciar um dia de trabalho depois de enfrentar o trânsito em cima de uma bicicleta. A adrenalina ainda em alta e uma disposição incrível.
O que mais chamou a minha atenção foi o fato de que todos os dias trabalhadores cruzam a cidade em suas bicicletas em busca dos seus locais de trabalhos. Muitos deles são invisíveis e tenho absoluta certeza que ninguém faz qualquer elogio a qualquer um deles. No meu caso foi totalmente diferente e confesso que fiquei um pouco constrangido: bem vestido, equipado e numa bicicleta diferente (dobrável ou desdobrável). O troço chama a atenção e teve até quem pedisse para tirar uma foto no alto da Ponte de Todos. Se esse for o preço que tenho que pagar para fazer algo que gosto e para mostrar que é possível utilizar a bicicleta como meio de transporte seguro, rápido e barato, então vou encarar o desafio e pode ter certeza que na semana que vem estarei novamente nas ruas, desta feita testando um novo trajeto e regitrando tudo em vídeo.

10/08/2011

Biciclotecas

Encontrei mais um artigo interessante que faço questão de dividir com os seguidores do blog. A fonte é: http://biciclotheka.wordpress.com/2011/08/10/biciclotecas/


10/08/2011
 
Não acredito que a bicicleta, por ela só, possa “tornar nossas cidades melhores”. Ou que, com a inclusão delas, podemos “humanizar o trânsito”. É preciso ir bem além disto. Obviamente, SEM as bicicletas seria e vai continuar pior [veja os comentários do post Bicicleta como redenção].
Para que a bicicleta se torne um elemento transformador é preciso atenção e cuidado.
O movimento Bicicletada, por exemplo, teria tudo para ser algo inovador, pois parte do princípio de revaloração do espaço urbano e viário. Ver as ruas com outros critérios que não apenas o critério econômico. Por que ruas têm que ser apenas um lugar de produção, apenas um elo da cadeia da sociedade consumista? Ruas são muito mais do que uma camada de asfalto utilizada por pessoas para ir e vir ao trabalho. São muito mais do que veias onde “corre a riqueza da cidade”, onde se escoam produtos e mercadorias. Além de lugar econômico, ruas são espaço de celebração,  de contemplação, de vivência e até de vagagem.
Mas a partir do momento que a Bicicletada, ou qualquer outro movimento ou iniciativa, torna-se do contra, contra os automóveis, contra as montadoras, contra o capital, acopla-se a uma estrutura de poder e perde toda sua vitalidade. Sua existência passa a ser em função de um oposto, de um “inimigo” incorpóreo. Limitada em ser apenas contra, perde a possibilidade e a potência  de ser algo que vai além do automóvel. Esvaziada em sua positividade, a bicicleta vampiriza o automóvel.
De forma muito piorada acontece com as pretensas “políticas cicloviárias” que agora estão na moda. A bicicleta, que se traduz em “ciclovias”, é vista como parte da política de trânsito voltada para automóveis.
Não é o caso de apenas revidar e resistir ou proteger. É preciso produzir algo novo.
As forças vivas presentes na rede social deixam assim de ser reservas passivas à mercê de um mosntro insaciável, para se tornarem positividade imanente e expansiva que os poderes se esforçam em regular, modular ou controlar.
Nessa perspectiva, a produção do novo já não aparece como exclusivamente subordinada aos ditames do capital, nem como proveniente dele, muito menos dependente de sua valorização – ela está disseminada por toda parte e constitui uma potência psíquica e política.
 A colonização do futuro, Peter Pal Pelbart, revista Filosofia especial, nº 8, págs. 46-55.
Em Brasília, dois exemplos ilustram esta vitalidade transformadora.
A Sociedade das Bicicletas tem um projeto inovador de empréstimos de bicicletas. Enquanto os sistemas de bicicletas públicas ou são estatais, ou são empresariais, com fins lucrativos, o sistema idealizado pelo grupo aproxima-se daqueles empréstimos de bicicleta que já fazemos para familiares ou amigos. Algumas bicicletas estão disponíveis e podem ser emprestadas por tempo indefinido. Se você vier a Brasília e precisar de uma bicicleta, a Sociedade pode te emprestar uma.
O sistema não chega a repetir a experiência do Provos, onde bicicletas eram deixadas pela cidade, para uso livre de todos. Há uma pequeno controle, que talvez iniba os roubos/sumiços de bicicleta que aniquilaram com a experiência holandesa. Mas igualmente questiona a lei da propriedade privada ou da “necessidade” de mercantilizar tudo, objetos, serviços e relações humanas. Por que não é possível emprestar alguma coisa sem necessariamente lucrar com isto??
A nova direção da Rodas da Paz fez um ciclonique no Eixão do Lazer [o Eixão do Lazer acontece todo domingo, quando a principal via do Plano Piloto é aberta aos pedestres e bicicletas, e fechada aos carros das 6 às 18h].
Cicloniques são piqueniques organizados por bicicletistas, que combinam hora de encontro e o que levar de comida e bebida, para um evento de reencontro e aproximação das pessoas, com lanche comunitário. De novo mostra as possibilidades da bicicleta para resgatar valores coletivos e de compartilhamento. Aliás, de fato, assim que foi inventada a bicicleta possibilitou passeios pelos arredores das cidades e pelo campo, reduzindo a dependência dos cavalos, tornando-se alternativa viável para a diversão e a divagação dos moradores. Em geral, estes passeios tornavam-se piqueniques, como mostra este poster de 1910:

Outro exemplo de revaloração é o projeto Bicicloteca, que esteve na mídia alguns dias atrás. A idéia é excelente. Coletar e distribuir livros para moradores de rua. Sim, aqueles mesmos, que ficam vagando e usam as ruas como um lugar não-econômico. :-)
Na verdade, são dois projetos diferentes com mesmo nome. Este que leva livros a moradores de rua foi idealizado pelo Sr. Robson Mendonça, e tem apoio do Instituto Mobilidade Verde.
Bicicloteca do IMV
O outro é iniciativa da ONG CUFA: uma biblioteca ambulante sobre duas rodas para levar livros até as favelas, tem como madrinhas atrizes famosas e usa um triciclo bem criativo!!
Bicicloteca da CUFA
Acontece algo semelhante nos parques de Chicago, desde 2008. No projeto Book Bike, livros são comprados e depois distribuídos gratuitamente para todo mundo, sem distinção de classe.
BookBike, em Chicago
A “bicicloteca” norteamericana funciona num esquema mais comunitário, com doações voluntárias e suporte online.
Nestas iniciativas, ao ser doado, o livro perde seu valor econômico, deixa de ser mercadoria. Da mesma forma isto acontece com livros nas bibliotecas, tornam-se um bem comunitário. Dentro da sociedade do consumo descartável, eles são revalorizados – quem sabe transvalorizados?
Notou a semelhança entre uma biblioteca (sobre duas rodas ou não), o projeto da Sociedade das Bicicletas e os cicloniques? É só questão de ir além.
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Um misto de espanto e satisfação foi o que senti quando comecei a receber emails, de amigos, sobre o projeto Bicicloteca.
O nome bicicloteca foi criado por mim em 2005. Sei que é ousado dizer isto, mas, pelo menos no ambiente  da internet, tenho respaldo do deus Google, que sabe tudo e vê tudo e me disse que não existia tal palavra. E também está lá registrado no endereço www.biciclo.teca.nom.br e na montagem que fiz:
Não me importo que tenham usado a mesma palavra. Alguém me falou em direitos autorais… Que nada! Palavras são como filhos, são colocadas no mundo para as pessoas se apaixonarem por elas.
Minha ideia era coletar assuntos nos mais diversos campos do conhecimento humano, sempre relacionados com a bicicleta. Consegui muita coisa, mas manter um saite exige muito mais tempo. Com este blog, estou revendo aquela ideia e trazendo os assuntos da minha biciclo.teca para cá.
Outro detalhe: criei o saite bicicloteca, mas quando fui criar um blog, alguém já tinha se apaixonado pela palavra, tanto no wordpress quanto no blogspot. Não tive outra saída e apelei para a raiz grega do sufixo na URL deste blog que vos fala : biciclo-theka.