06/05/2011

Cicilistas unidos

Ontem pedalando na Rota do Sol na companhia do Ministro Afonso Severo aproveitamos o tempo em cima da bicicleta para divagar sobre a febre do ciclismo em nossa Capital. Nunca se viu tanta gente pedalando e malgrado as informações dos lojistas, o que se comenta é que o mercado está muito bem aquecido, ou como se diz lá em Guarabira: tá no ponto de fervura.
O Ministro Severo chamou a atenção para o fato de que hoje você identifica em qualquer roda de conversa alguém que pratica o ciclismo, seja por lazer, de modo profissional ou por qualquer outra motivação.
Diante de tal constatação fiz uma rápida viagem no tempo e lembrei que até um dia desses (refiro-me ao ano de 2006 - quando começei a pedalar com regularidade) não era comum encontrar grupos identificados por nomes, uniformes e estilos, sendo certo que as pessoas que pedalavam estavam de certa forma dispersas.
Vou correr o risco de falar besteira, entretanto, o blog também se presta pra isso, mas o único grupo de que tenho lembrança é o pessoal do Aventureiros por Natureza - APN - que naquela época era visto com regularidade na Rota do Sol.
Hoje nós temos inúmeros agrupamentos de ciclistas espalhados por vários bairros da Capital e em diversas cidades do Estado. Vou enumerar alguns que conheço: Rapadura Biker, Pedal da Quarta, Bike Tirol, Calangos Secos, Tijuaçus,galera capitaneada por Ismar, Bike Aventura, Bike Sport, Mundial Ciclo, Bicicletada, Ciclismo Mossoró, Rodas do Asfalto, Oiticica Bikers, Trilha Mountain Biker, Kaquets Bike Club, Bike Ação, Eco Bikers, Monareta Clube, Zuandeiros, dentre outros cujos nomes não lembro agora e até que não conheço.
Na mesma linha hoje você encontra na Internet diversas páginas locais relacionadas ao ciclismo, de forma que para quem deseja começar nessa atividade informação é o que não falta. Ademais, o número de lojas do segmento aumentou consideravelmente.
Nesse contexto foi criada no ano passado a ACIRN e quando tomei conhecimento dos seus propósitos fiz questão de chegar junto para oferecer alguma contribuição, por menor que seja. A associação vem tentando ocupar um espaço e para tanto precisa agregar todos os segmentos interessados no tema. O momento, portanto, é de conjunção de forças, de união de propósitos, enfim, de agregar valores.
Acontece que esse sentimento de agregação parece não ser entendido por alguns, pois tenho observado algumas críticas infundadas ao Presidente da ACIRN, tendo em conta a forma como vem conduzindo os trabalhos da entidade. O pior de tudo é que o críticos não apresentam sugestões plausíveis, limitando-se a dizer que a política adotada foge aos interesses da entidade. Ora, é muito fácil ficar simplesmente atirando pedras, sem no entanto tentar entender qual a gênese do trabalho que vem sendo feito e qual a estratégia escolhida para se obter um mínimo de credibilidade da entidade.
Convém lembrar que presidir uma entidade dessa natureza não é um trabalho remunerado, pelo contrário, exige tempo, sacríficio e obstinação, coisa que falta aos críticos da ACIRN.
Vamos deixar de futricas e apresentar propostas viáveis. Excomungar uma atividade promovida pela ACIRN, seja qual for sua natureza, sem saber qual a sua verdadeira essência é antes de tudo um sentimento de ingenuidade.