23/05/2011

Pedal de Muriú 2011: ciclistas contra o vento do norte

Antes que lguém pergunte vou logo avisando e justificando a minha falta, pois inclusive tenho as provas à disposição dos interessados. No dia 21 de maio de 2011 foi o aniversário de 76 anos do meu pai e consegui convencê-lo a viajar juntamente com minha mãe e o povo daqui de casa até Bananeiras-PB, esticando um pouco até o País de Guarabira.
Diante de tal fato abri mão do pedal e fui no rumo da Chapada da Borborema. Chegamos na sexta-feira, quase noite e perguntei a Dona Graça se tinha chovido muito por lá. Ela disse: "parou inda agorinha e o vento tá cuidando de espalhar as nuvens". Olhei com mais atenção e constatei que o vento estava de fato diferente, era como se "assobiasse" um canto de guerra.
No segundo dia fui ao País de Guarabira e subi na estátua de Frei Damião. O vento do sábado tava mais forte do que o de ontem, Na hora pensei: a volta de Muriú vai ser penosa.
Pois bem. Quando na terça-feira algumas pessoas me perguntaram na Rota do Sol sobre o grau de dificuldade do pedal de Muriú, respondi sem hesitar: é muito bom, exceto pelo vento contra na volta e o sol forte nos couros.
Ainda no sábado, por volta das 15h00min, recebi a primeira ligação da terra Potiguar. Do outro lado da linha Naldo Bananeiras contou entusiasmado que o pedal foi um sucesso, contando com mais de cinquenta pessoas. Disse que teve gente que resolveu colocar um varal em casa e por tal motivo achou finalmente uma serventia melhor para a bicicleta, utilizando-a para pedalar. Afirmou que tinha homem, mulher e menino. Caras novas e caras antigas. Uma verdadeira festa.
Soube também, por intermédio de uma pessoa que me pediu reservas, que o pedal de Muriú foi uma comilança só. Disse que teve gente que estava fazendo dieta e resolveu abandonar as orientações da nutricionista comendo tudo que tinha direito.
Ouvi comentários diversos. Teve um cabra que achou pouco o tanto que comeu e ainda preparou uma quentinha pra suprir as necessidades no caminho de volta. Disse que teve uma mulher das bandas do Seridó que deixou todo mundo curioso pra saber onde cabe tanta comida, pois a maguinha comeu feito uma lixadeira.
Teve um menino que tirou a barriga da miséria e comeu com força, tudo com aval do pai que fazia questão de lembrar: aproveite que hoje lá em casa tá tudo zerado.
Enfim, pra encurtar o assunto, suficiente trazer à tona o levantamento contábil feito por Camboim acerca do que foi consumido: "FONTE DA PREFEITURA DE CEARÁ-MIRIM:
CAFÉ DA MANHÃ; 150 PÃES ; 4 POTES DE REQUEIJÃO; 200 POTES DE SALADA DE FRUTAS;10 LITROS DE SUCO EM CAIXA ADDES; 40 LITROS DE CALDO DE CANA;4 PACOTES DE BOLACHA MARIA; 4 PACOTES DE BOLACHA CREME CRACKER; 4 GARRAFAS DE CAFÉ; 4 GARRAFAS DE LEITE".
Percebe-se, sem muito esforço, que o povo tava com fome.
Depois de todo mundo abastecido foi a hora de voltar. Foi então que o vento resolveu mostrar sua força, querendo todo tempo devolver os ciclistas ao mar de Muriú. Disse que o vento era tão forte que chegou a arrancar o capacete da cabeça de um e entortar o guidão da bicicleta de outro.
Só sei que todo mundo voltou, uns de carro e outros de bicicleta, mas isso não importa, pois o que vale é participar...e comer.
Por fim, soube que em razão da força do vento teve um grupo que ao chegar no Canto do Mangue ainda foi fazer uma boquinha na barraca de seu Pernambuco, sendo certo que comeram uns 15 Kg de peixe.
Parabéns aos organizadores e que venham mais passeios.

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