17/01/2011

Viagem do Elefante: 12º Dia - Passa e Fica-Barra de Cunhaú



No horário marcado todo mundo estava posicionado para o café da manhã. Dona Neide da Pousada Pedra da Boca conseguiu se superar e preparou um  café dos deuses: tinha pão quente, tapioca deliciosa, sucos, ovo mexido, carneiro, cuscuz, frutas, leite e outras iguarias. Acertamos nossas contas, fizemos nossos agradecimentos e fomos embora já com saudades.
André, que armou sua rede em cima de uma árvore, levou uma surra de muriçoca digna de filme americano. Dos demais não ouvi reclamação nenhuma.
Às 07h15min seguimos no rumo de Passa e Fica e dobramos à direita em direção a Nova Cruz. A cada pedalada avistávamos a Pedra da Boca sorrindo como que se despedindo.
Por falar na Pedra da Boca tenho por dever que informar a vocês que ontem alguns integrantes do grupo foram conhecê-la de perto e tiveram a grata companhia de Seu Tico e sua filha, que os guiaram por caminhos lindos. O único incoveniente, segundo soube, foi que no momento em que passavam rastejando numa caverna um dos cabras "balançou o pé de fava" e fulminou o lugar com uma catinga horrível. Dizem que seu Tico e a menina dele seguiram hoje para João Pessoas intoxicados com a potência do peido.
Deixando de lado a flatulência e seguindo os caminhos do elefante eis que chegamos em Nova Cruz por volta de 09h30min. Paradinha rápida para hidratar e relaxar. Desnecessário dizer que o Pinto (Alexandre) estava de prontidão.
João, o último dos ciclistas de Passa e Fica, nos acompanhou até aqui e agora nos despedimos dele. Anotamos o número do telefone, pois ele conhece tudo que é trilha de bike da região. Valeu João, seu silêncio significou muito mais que algumas palavras arremessadas ao vento.
Fomos em busca de Montanhas e não é que o lugar faz jus ao nome. Foram 19 Km, quase todo de subidinhas. Já estamos ficando bons nas escaladas.
Antes da entrada da cidade uma parada em um posto de combustível. Alí tinha um senhor muito animado, cujo nome não gravei, conversando sobre as vantanges e desvantages de ser corno. O veio conversava mais do que o homem da cobra. Registramos tudo e fomos em frente.
Chegamos então em Pedro Velho e no caminho uma paisagem muito linda. Ponte de ferro antiga, uma alameda e a igreja dos mártires. Tá tudo registrado e amanhã vou começar a postar a ruma de retratos.
Alcançamos então a BR 101 e apenas 14 Km nos separavam de Barra de Cunhaú. Apertamos o pedal, mas também desfrutamos da linda paisagem.
Faltando dois quilômetros para Barra de Cunhaú um carro preto chegou perto de nós. Era Suzi, esposa de Serginho. O homem que tá há doze dias sem cometer um crime ambiental, ou seja, afogar o ganso, quando viu a mulher passando, largou a bicicleta, deu um tríplice mortal carpado e quase foi pra trás de uma moita e somente não o fez em razão de Suzi ter percebido a intenção e conseguido acelara o carro e sair a tempo.
Na entrada de Barra de Cunhaú uma parte do grupo foi se hospedar em casa de amigos e outra foi para a Pousada do Forte. Estou no último grupo e Claudia acabou de chegar com Verinha, Júnior Verona, Mariane, Neno e esposa. Quem também tá aqui é Guga, Danny e os meninos, seu Augusto sua esposa e Lucas. No caminho estão vindo Luciano Cambraia, Antonino e Pollyana. Amanhã chegarão Camboim, Milton, Haroldo Motta e Angelike. Acredito que outros nos esperarão no caminho.
Uma parte da galera que ir comemorar em algum restaurante, mas eu vou chegar no Plano 100, me despedir dos amigos e vou pra casa abraçar minha cria.
Almoçamos (grande parte do grupo) aqui na Pousada do Forte e mais tarde vamos comer pastel na rua.
Vou agora tentar tirar um cochilo, mas não sei se vou conseguir. Explico: o meu quarto é ao lado do de Serginho e Suzi e acho que ali tá rolando do canguru perneta ao maçarico. Pelos menos a zuada tá grande.
Vou agora e espero vocês amanhã para encerrarmos nossa jornada.
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